Em nosso entender uma terceira alternativa mais eficiente, a existir, não poderá afastar-se muito do eixo da Ponte Vasco da Gama. Poderá ser localizada a norte desta, suficientemente afastada para não prejudicar a operacionalidade e a estrutura da mesma, mas suficientemente perto para se confundir com a mesma em termos visuais e ambientais. E será só ferroviária e só em bitola europeia.
sexta-feira, março 28, 2008
Em nosso entender uma terceira alternativa mais eficiente, a existir, não poderá afastar-se muito do eixo da Ponte Vasco da Gama. Poderá ser localizada a norte desta, suficientemente afastada para não prejudicar a operacionalidade e a estrutura da mesma, mas suficientemente perto para se confundir com a mesma em termos visuais e ambientais. E será só ferroviária e só em bitola europeia.
quarta-feira, setembro 26, 2007
The Economist: Google - A superpotência da Internet enfrenta desafios
Num artigo publicado na sua edição de 30 de Agosto de 2007, a revista The Economist faz uma análise bastante lúcida sobre a Google, enquanto empresa, e sobre os seus cada vez mais necessários serviços e produtos.
Trata-se de uma empresa que viu as suas acções altamente valorizadas em bolsa, tento tido capacidade de comprar cada vez mais empresas e, portanto, conhecimento e soluções sem ter que as desenvolver de raiz. Isto permitiu que o seu leque de serviços, grátis aliás, se tornassem cada vez mais utilizados. Os pontos positivos destas funcionalidades são conhecidos de todos e cada vez mais explorados por empresas, particulares, universidades e centros de conhecimento.
Porém, a revista The Economist alerta para o facto de que esta empresa se tem tornado, literalmente, num banco. Não num banco no sentido financeiro (embora movimente milhões), mas sim num banco de informação, de índole pessoal, comercial, etc...
O slogan inicial da empresa era «don't be evil». No entanto e à medida que a empresa fica exposta a riscos e possíveis crises no mercado de capitais, o autor do artigo preocupa-se com a sua fidelidade a este slogan inicial, denotando o risco que poderia advir para o mundo inteiro de uma possível mudança de tom na actuação da Google, uma verdadeira superpotência a quem praticamente todos estamos ligados.
Leia o artigo aqui: http://www.economist.com/opinion/displayStory.cfm?Story_ID=9725272
segunda-feira, agosto 20, 2007
Fomentar o espírito empresarial, por Frederico de Carvalho
Creio que temos de fomentar a imaginação do espírito empresarial e que este muito ganharia com uma nova onda de optimismo. Temos de desfazer o conceito que somos apenas um país de serviços, e de clusters de turismo e lazer…. É uma evidência que, para além de uma tendência para serviços, Portugal é uma terra que faz sobretudo “produtos bem feitos”. Até há uns 60 anos, éramos dos melhores na fundição do bronze, herança dos canhões das armadas. A construção naval e as obras portuárias nunca tiveram complexos. A indústria ligeira pautava-se pelos mais altos critérios de qualidade.No passado, tivemos na altura a capacidade, com Albuquerque, e com escassos meios humanos, de identificar e controlar dois dos pontos mais sensíveis do mundo, o estreito de Ormuz e o estreito de Malaca. Soubemos também ser prudentes para travar a expansão pelas bandas de Timor. Na sombra soubemos reservar o Brasil e fazer coalescer um império africano imenso e desproporcionado, ainda no século passado, quando já nos auto flagelávamos sobre as nossa incapacidades e complexos. Não somos acéfalos, e está absolutamente provado que nunca preferimos soluções medíocres ante as contingências dos calendários.Em nome das nossas realizações globais, em nome do mérito de todas as guerras que travámos e até em nome das nossa derrotas.
Não podemos continuar a admitir que as próprias soluções técnicas das grandes obras sejam da autoria de empresas e laboratórios estrangeiros. Que obriguem os Laboratórios Nacionais a aceitar as soluções técnicas mais arriscadas sem crítica. A técnica portuguesa de há umas décadas atrás arriscava as grandes pontes, os grandes túneis ou as grandes interfaces intermodais com imaginação e com sentido crítico. É preciso reconhecer capacidade própria para a ousadia. Necessitamos parar e reflectir para, de seguida, retomar a ousadia das grandes propostas que relancem Portugal nas rotas dos grandes fluxos económicos que as nossas riquíssimas particularidades e posição única na Europa nos proporcionam, face às outras zonas económicas do Mundo.
segunda-feira, julho 23, 2007
1º Seminário/Debate Somos Portugueses
Convidamos os interessados a participar no seminário/debate do think tank SomosPortugueses. Este terá lugar no próximo dia 28 de Julho de 2007 em Lisboa, na York House (R. das Janelas Verdes) das 17h às 19h30.Confirmar presença para: webmaster@somosportugueses.comOrdem de Trabalhos:1. Breve apresentação do Think Tank e Portal SomosPortugueses.com2. Debate da resolução 001/2007: «Ordenamento do Território: A Região Metropolitana de Lisboa» (clique aqui para ler o texto completo)a) Votação das Propostas de Alteraçãob) Votação do Texto Final3. Debate livre sobre outros assuntos prementes.No caso de desejar enviar uma proposta de alteração à resolução em debate, agradecemos que utilize o seguinte formulário para a fazer chegar à organização: Clique aqui.Data limite para recepção de propostas de alteração: 26 de Julho.
A resolução, após a aprovação pelos presentes, será apresentada aos órgãos competentes e divulgada à sociedade em geral. (mais informações)
domingo, junho 24, 2007
O efeito dominó
Portugal Diário 25 Junho 2007
Mendo Henriques
Em 11 de Junho, o ministro Mário Lino foi à Assembleia da República anunciar o congelamento durante seis meses da decisão sobre o Novo Aeroporto de Lisboa. Decerto tinha nos ouvidos a frase de James Bond, traduzida à sua maneira: “Jamais digas jamais”Ha quem veja neste recuo face à Ota uma manobra maquiavélica. De uma assentada, esvazia a polémica sobre o novo Aeroporto, evita que o assunto contamine a Presidência da União durante seis meses, retira aos partidos da oposição o controlo do debate, e adopta uma postura responsável face ao apelo formulado pelo Presidente da República. E como brinde, ainda diminui o desgaste da candidatura de António Costa a Lisboa.Se acrescentarmos que é o Laboratório Nacional de Engenharia Civil a avaliar o estudo de Alcochete e a Naer, a empresa responsável pelo desenvolvimento do novo aeroporto, a pagá-lo, ainda mais parece uma boa manobra para quem quiser t sustentar a Ota dentro de seis meses. O problema é que uma manobra só é boa ou má, por comparação com outras. E neste caso, depois da repulsa manifestada pelo país em nome do interesse nacional, o Governo não tinha outra decisão disponível. Pelo caminho, ficaram naturalmente muitas mensagens públicas e privadas, de muitos consórcios, grupos e personalidades. Houve muita manobras de desinformação que entretanto se foram anulando entre si, com pena dos adeptos das ‘teorias da conspiração’. Mas uma coisa ficou: o recuo de 11 de Junho foi uma vitória da cidadania que tornou evidente a fragilidade da opção pela Ota. Com a queda do “jamais” comecaram a cair por terra os argumentos de Mário Lino. O risco de perder os financiamentos europeus foi desmentido; e até chegaram argumentos de Bruxelas que a localização de Alcochete poderia gerar mais fundos. O atraso nas obras foi desmentido e confirmou-se que até se ganha dois anos pois na margem Sul não são necessários os trabalhos faraónicos de remoção de terras e construção sobre estacas. E o efeito de dominó continua. Ha quinze dias atrás, estudar outras hipóteses era muito caro. Mas depois de Rui Moreira, Presidente da Associacão Comercial do Porto, ter revelado que o estudo sobre Alcochete foi combinado com o primeiro-ministro, Mário Lino até aceitou estudar a Portela + 1. Assim, como defendem João Soares e os candidatos a Lisboa, até poderão vir a cair por terra muitas outras afirmações, como o esgotamento da Portela e os argumentos de segurança e ambientais para justificar o seu encerramento. Com tudo isto, ficam legitimados os argumentos dos especialistas que há dois anos vinham a defendem o cenário de manutenção da Portela, com um segundo aeroporto, que pode ser Alcochete, a crescer de forma modular e Montijo como solução provisória. A espectacular tomada de posição dos engenheiros do Técnico é uma óptima orientação.O melhoramento do Aeroporto da Portela que está em curso ate 2012 começa a recolher cada vez mais consensos. Todos os candidatos a Lisboa o defendem, com excepção de Antonio Costa. A transferência do AT1 de Figo Maduro para uma outra base militar na envolvente de Lisboa - Alverca ou Sintra – e o prolongamento para norte do taxiway nascente da pista 03/21; e deslocação desta pista 390 m para norte acaba com o problema de seguranca criado pelo atravessamento da pista e permitiria às aeronaves descolar a meio da pista alongada, poupando mais decibéis à cidade de Lisboa.Aumentam tambem em flecha as razões para adaptar a Base do Montijo a voos low-cost e charters do espaço Schengen. As instalações necessárias para quem vem da Europa Schengen são diminutas e qualquer turista será privilegiado em chegar a Lisboa, atravessando o Grande Estuário. Alem disso, os terrenos sao da Força Aérea, ou seja, o Estado tem uma boa solução anti-especulativa. A região metropolitana de Lisboa garantia assim um modelo aeroportuário suficientemente eficaz e competitivo para o mercado que temos (e que capta as low-cost) Richard de Neufville, especialista de MIT, veio a Lisboa dar este mesmo recado: adiar investimentos até a respectiva necessidade ser demonstrada. E toda a gente sabe que não há nada como um estrangeiro a falar para os provincianos ouvirem a razão já provada por nacionais.E finalmente, Alcochete. O estudo apresentado ao Governo vem confirmar que no campo de tiro de Alcochete – e o mesmo se poderia dizer de Faias, Rio Frio e Poceirão - há toda a conveniencia em implementar já em 2007 a reserva de terrenos com cerca de 6000 ha para um novo aeroporto, se o crescimento dos movimentos o exigir. A evolução mundial do tráfego aéreo, do preço do petróleo e dos fluxos turísticos dirão quando iniciar essa construção, de um modo faseado, pista a pista, criando um aeroporto definitivo a longo prazo com as infra-estruturas necessarias.Com tantos dominós a caírem, é caso para dizer que se deseja que no LNEC haja “especialistas no assunto”. A independência dos cientistas do LNEC será muito importante nesta fase.
terça-feira, maio 08, 2007
Bolsas FCT

Information and Communication Technologies Institute
EDITAL
No âmbito do Programa CMU-Portugal, gerido pelo Information and Communication Technologies Institute, a FCT abre concurso para:
Bolsas de Doutoramento mistas, a decorrer em Portugal e na CMU (Carnegie Mellon University), no âmbito de programas de doutoramento conjuntos nas seguintes áreas:
Engenharia Electrotécnica e de Computadores
Engenharia Informática/Ciência de Computadores
Tecnologia da Língua
Matemática
Mudança Tecnológica e Empreendedorismo
Engenharia e Política Publica
em temas especificados pelo Programa e divulgados no sítio da Internet, http://www.cmuportugal.org/.
Os programas de trabalho relativos às bolsas de Doutoramento, bem como os orientadores em Portugal e na CMU, serão definidos pelo Programa CMU-Portugal, pelo que se dispensa o candidato, no acto da candidatura, da apresentação do programa de trabalhos a desenvolver, do parecer do orientador e respectivo Curriculum Vitae , mas exige-se uma carta de motivação, na qual o candidato explicite as razões pelas quais pretende ingressar num destes programas doutorais e, em particular, os temas seleccionados. A bolsa só será concedida se o candidato demonstrar ter sido aceite pela CMU e por uma Universidade Portuguesa num dos programas de doutoramento.
Estas bolsas são concedidas, de acordo com o estabelecido no Estatuto do Bolseiro de Investigação (Lei nº 40/2004, de 18 de Agosto) e ao abrigo do Regulamento da Formação Avançada e Qualificação de Recursos Humanos da FCT (http://www.fct.mctes.pt/).
BOLSAS DE DOUTORAMENTO MISTAS
Estas bolsas destinam-se a licenciados ou mestres visando os temas especificados pelo Programa CMU-Portugal.
FINANCIAMENTO
As bolsas são financiadas por verbas do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.
PERÍODO DO CONCURSO
O concurso estará aberto em permanência a partir do dia 4 deMaio de 2007 até ao dia 15 de Julho de 2007, estando previstos dois ciclos de avaliação, em que o primeiro incidirá sobre as candidaturas lacradas até às 24 horas do dia 31 de Maio de 2007.
CANDIDATURAS
Podem candidatar-se a estas bolsas cidadãos nacionais e todos os portadores de título de residência em Portugal. Podem também candidatar-se cidadãos estrangeiros ou apátridas não residentes em Portugal, desde que a candidatura seja apoiada por instituições nacionais de acolhimento, signatárias do Acordo para a Cooperação Internacional em Ciência e Tecnologia e Ensino Superior, celebrado com a Fundação para a Ciência e a Tecnologia, no âmbito do Programa CMU-Portugal.
Aos candidatos a Bolsas de Doutoramento, que tenham tido idêntico tipo de bolsa no âmbito de outros programas da responsabilidade da FCT, é contado esse tempo para efeitos da duração máxima da bolsa.
AVALIAÇÃO
A avaliação tem essencialmente em conta o mérito e a motivação do candidato. Os paineis de avaliação, apreciarão as candidaturas correspondentes, ponderando os elementos de apreciação e produzindo uma lista ordenada de candidatos.
REGULAMENTO
O regulamento está disponível na Internet, durante o período do concurso, em http://www.fct.mctes.pt/formacao.
ENTREGA DE CANDIDATURAS
As candidaturas devem ser submetidas electronicamente através dos sítios http://www.fct.mctes.pt/bolsas/concursos ou http://www.cmuportugal.org/, a partir do dia 4 de Maio de 2007.
Não são aceites candidaturas submetidas por outros meios .
Esta submissão deve ser acompanhada pelo envio dos certificados de habilitações e cartas de referência.
Esta documentação em papel deverá ser enviada por correio ou entregue em mão, num envelope fechado, endereçado a:
Programa CMU-Portugal a/c Drª Claudia OliveiraFundação para a Ciência e a TecnologiaAv. D. Carlos I, 126, 2º1249-074 LISBOA
Bolsas FCT
Com o intuito de promover a mobilidade de alunos de mestrado, doutoramento bem como de investigadores entre Portugal e os países da EEA/EFTA e com o objectivo de apoiar a investigação e a inovação e incrementar a existência de recursos humanos altamente qualificados em Portugal, a FCT abre concurso para a atribuição de bolsas de Mestrado, Doutoramento e Pós-Doutoramento nas áreas das Ciências Biológicas, do Mar, do Ambiente bem como da Saúde, até ao máximo de 12 bolsas.
CANDIDATOS
São elegíveis os investigadores bem como os alunos de mestrado e doutoramento que pretendam desenvolver os seus trabalhos de investigação numa instituição de acolhimento localizada num país pertencente à EEA/EFTA (Islândia, Liechtenstein ou Noruega) .
LEGISLAÇÃO
O presente concurso encontra-se abrangido pelo Estatuto do Bolseiro (Lei nº 40/2004, de 18 de Agosto) e pelo Regulamento da Formação Avançada de Recursos Humanos da FCT, que poderão ser consultados em http://www.fct.mctes.pt/pt/apoios/bolsas/regulamentos.
PERÍODO DE CONCURSO
O concurso está aberto no período de 23 de Abril a 8 de Junho de 2007. As candidaturas terão de ser lacradas até às 24 horas do dia 8 de Junho de 2007 e as bolsas poderão ter início a partir do dia 1 de Outubro de 2007. As candidaturas devem ser submetidas electronicamente em http://www.fct.mctes.pt/bolsas/concursos.
Não são aceites candidaturas submetidas por outros meios.
AVALIAÇÃO
A avaliação é efectuada por um Painel de Avaliadores independente nomeado sob proposta da Fundação para a Ciência e a Tecnologia. Serão tidos em conta os méritos do candidato e do plano de trabalho bem como das condições de acolhimento do bolseiro.
quinta-feira, abril 19, 2007
Reformas: como, quem e para quem?

· Proposta de vínculos, carreiras e remunerações da Administração Pública
O Conselho de Ministros de 19 de Abril aprovou, para negociação e consultas, a proposta de Lei dos regimes de vinculação, de carreiras e de remunerações dos trabalhadores que exercem funções públicas. Cria-se, assim, um novo sistema de gestão dos recursos humanos, em estreita relação com a gestão global dos serviços públicos, subordinada aos objectivos, aos planos de actividades e aos orçamentos aprovados. Estabelecem-se duas modalidades de vinculação (nomeação e contrato de trabalho) e consagra-se a comissão de serviço. Simplifica-se o regime de carreiras, fundindo as carreiras gerais em três, e de remunerações, consagrando uma tabela única.
· Serviços da Função Pública passam a ser avaliados
O Governo aprovou para negociação e consultas, a proposta de Lei do sistema integrado de gestão e avaliação do desempenho da Administração Pública (Siadap), que, pela primeira vez, se aplica ao desempenho dos serviços, dos respectivos dirigentes e demais trabalhadores, concretizando uma concepção integrada dos sistemas de gestão e avaliação, permitindo alinhar, de uma forma coerente e harmoniosa, os desempenhos dos serviços e dos que neles trabalham. A proposta, aprovada em 19 de Abril, avaliação do desempenho dos serviços públicos, que agora se introduz, visa reforçar uma cultura de responsabilização. Os dirigentes dos vários níveis passam também a ser avaliados pelos resultados dos respectivos serviços.
quarta-feira, abril 04, 2007
Portugal vale a pena!

Eu conheço um país que inventou um sistema biométrico de pagamentos nas bombas de gasolina e uma bilha de gás muito leve que já ganhou vários prémios internacionais. E que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial, onde se fazem operações que não é possível fazer na Alemanha, Inglaterra ou Estados Unidos. Que fez mesmo uma revolução no sistema financeiro e tem as melhores agências bancárias da Europa (três bancos nos cinco primeiros). Eu conheço um país que está avançadíssimo na investigação da produção de energia através das ondas do mar. E que tem uma empresa que analisa o ADN de plantas e animais e envia os resultados para os clientes de toda a Europa por via informática.
Eu conheço um país que tem um conjunto de empresas que desenvolveram sistemas de gestão inovadores de clientes e de stocks, dirigidos a pequenas e médias empresas. Eu conheço um país que conta com várias empresas a trabalhar para a NASA ou para outros clientes internacionais com o mesmo grau de exigência. Ou que desenvolveu um sistema muito cómodo de passar nas portagensdas auto-estradas. Ou que vai lançar um medicamento anti-epiléptico no mercado mundial. Ou que é líder mundial na produção de rolhas de cortiça. Ou que produz um vinho que “bateu" em duas provas vários dos melhores vinhos espanhóis. E que conta já com um núcleo de várias empresas a trabalhar para a Agência Espacial Europeia. Ou que inventou e desenvolveu o melhor sistema mundial de pagamentos de cartões pré-pagos para telemóveis. E que está a construir ou já construiu um conjunto de projectos hoteleiros de excelente qualidade um pouco por todo o mundo.
O leitor, possivelmente, não reconhece neste País aquele em que vive – Portugal. Mas é verdade. Tudo o que leu acima foi feito por empresas fundadas por portugueses, desenvolvidas por portugueses, dirigidas por portugueses, com sede em Portugal, que funcionam com técnicos e trabalhadores portugueses. Chamam-se, por ordem, Efacec, Fepsa, Ydreams, Mobycomp, GALP, SIBS, BPI, BCP, Totta, BES, CGD, Stab Vida, Altitude Software, Primavera Software, Critical Software, Out Systems, WeDo, Brisa, Bial, Grupo Amorim, Quinta do Monte d’Oiro, Activespace Technologies, Deimos Engenharia, Lusospace, Skysoft, Space Services. E, obviamente, Portugal Telecom Inovação. Mas também dos grupos Pestana, Vila Galé, Porto Bay, BES Turismo e Amorim Turismo. E depois há ainda grandes empresas multinacionais instaladas no País, mas dirigidas por portugueses, trabalhando com técnicos portugueses, que há anos e anos obtêm grande sucesso junto das casasmãe, como a Siemens Portugal, Bosch, Vulcano, Alcatel, BP Portugal, McDonalds (que desenvolveu em Portugal um sistema em tempo real que permite saber quantas refeições e de que tipo são vendidas em cada estabelecimento da cadeia norte-americana).
É este o País em que também vivemos. É este o País de sucesso que convive com o País estatisticamente sempre na cauda da Europa, sempre com péssimos índices na educação, e com problemas na saúde, no ambiente, etc. Mas nós só falamos do País que está mal. Daquele que não acompanhou o progresso. Do que se atrasou em relação à média europeia. Está na altura de olharmos para o que de muito bom temos feito. De nos orgulharmos disso. De mostrarmos ao mundo os nossos sucessos – e não invariavelmente o que não corre bem, acompanhado por uma fotografia de uma velhinha vestida de preto, puxando pela arreata um burro que, por sua vez, puxa uma carroça cheia de palha. E ao mostrarmos ao mundo os nossos sucessos, não só futebolísticos, colocamo-nos também na situação de levar muitos outros portugueses a tentarem replicar o que de bom se tem feito. Porque, na verdade, se os maus exemplos são imitados, porque não hão-de os bons serem também seguidos?
Nicolau Santos, Director – adjunto do Jornal Expresso
na Revista Exportar
sexta-feira, março 30, 2007
Grupo português inaugura no Brasil maior clínica dentária
O grupo Maló inaugurou esta quarta-feira, no interior do Estado de São Paulo, o maior complexo clínico especializado em implantes dentários e reabilitação oral do continente americano, divulgou a empresa portuguesa.
A nova unidade, localizada na cidade de Campinas, a cerca de 80 quilómetros de São Paulo, resultado de um investimento de dois milhões de euros, inclui dois blocos operatórios com cerca de 120 funcionários, avança a «Lusa».
A inauguração da primeira unidade do grupo Maló no Brasil será assinalada pela realização de um encontro internacional de dentistas, investigadores e professores de diversos países, que decorrerá até sexta-feira.
O objectivo do Maló International Congress - Brazil Oral Rehabilitation será discutir os avanços tecnológicos na reabilitação oral, através de 52 conferências e apresentação em directo de cirurgias.
O encontro reunirá especialistas como Mauro Fradeani (Itália), Stephen Parel (EUA), Franck Renouard (França) ou Carlos Moura Guedes (Portugal).
Criado em 1995, o grupo português controla actualmente um dos maiores centros mundiais de implantes e reabilitação oral, com filiais em Espanha, França, Inglaterra, Estados Unidos, Rússia, Marrocos e Japão.
O grupo, constituído por 12 empresas, deverá facturar este ano cerca de 70 milhões de euros, avançou Paulo Maló.
Reconhecida a nível internacional, a Clínica Maló de Lisboa regista anualmente cerca de 7.000 consultas e atendimento a 27.500 pacientes, sendo 30 por cento oriundos do estrangeiro.
Agência Financeira
Portugal Positivo
domingo, março 25, 2007
OTA EM EQUAÇÃO, por Rui Rodrigues
(Entrada no Poceirão Foto de FBC, 24 março 07)
OTA EM EQUAÇÃO
Público, 26 de Março de 2007
A questão do novo aeroporto de Lisboa é cada vez mais polémica, porque está a criar grande perplexidade, por se pretender construir um aeroporto por 5 mil milhões deeuros para um tempo de vida de 13 anos, segundo a própria NAV, Navegação Aérea dePortugal, o que obrigará á construção de um 2º novo aeroporto.
Certamente que existirão outras opções para evitar a solução proposta pela NAER,empresa que está a estudar este projecto. Neste artigo, será demonstrado, da formamais simples possível, que a proposta que tem sido apresentada é a mais cara, a quetem maior impacte ambiental e aquela que pior serve o país.
Vamos comparar duas opções A e B:
Hipótese A (NAER): Encerrar a Portela + Construir a Ota + 2º novo aeroporto
Hipótese B: Manter a Portela + Novo aeroporto num local que permita a sua expansão
Observando as opções A e B verificamos que a diferença entre elas é a soma da destruição da Portela + construção da Ota. Conclui-se que A é muito mais cara que B.Não é preciso contratar o MIT para o entender.
Quem fizer as devidas comparações com os novos aeroportos de Atenas e Oslo perceberá que a Ota nunca custará menos de 5 mil milhões de euros. Somando a este montante tudo o que foi gasto na Portela, mais os 400 milhões de euros que ainda se vão investir até 2017, conclui-se que a verba atingirá valores da ordem dos 7 mil milhões de euros.
Outra grande desvantagem da hipótese A da NAER é que obriga a construir tudo de uma vez só. Ao contrário, na hipótese B e se um dia o actual aeroporto de Lisboa saturar, a estratégia a adoptar deveria passar por manter a Portela e criar uma nova infra-estrutura num local plano que permitisse a sua construção faseada e a sua utilização simultânea com o actual e de acordo com as necessidades do País.
Lisboa, vista do cais do Lavradio, entrada possível da TTT. Foto FBC.
Na Margem Sul, na Península de Setúbal, é possível tal opção, enquanto na Margem Nortei sso é inviável. Seria uma forma de rentabilizar as centenas de milhões de euros investidos até hoje e continuar a tirar partido das condições naturais excelentes e únicas da Portela,que garantem elevada fiabilidade pois funciona durante 365 dias do ano e raramente encerra devido às suas excelentes condições meteorológicas.
O único argumento que a NAER invoca para escolher a Ota é o ambiental. Também aqui a hipótese A da NAER é a pior, porque a construção de 2 aeroportos provoca mais danos ambientais do que a de um só.
A consequência mais grave de todas, caso a Ota fosse uma realidade, é que Portugal seria menos competitivo porque aquela localização iria prejudicar severamente oTurismo de Lisboa, poderia levar a TAP á falência devido às altas taxas aeroportuárias a cobrar, para pagar os elevados custos daquele investimento, tal como aconteceu à Olympic Airlines, no novo aeroporto de Atenas.
Como a Sul de Lisboa não existem ligações ferroviárias directas para a Ota,provavelmente será o futuro aeroporto de Low Cost em Cáceres, situado junto à futura linha de Alta Velocidade Lisboa-Madrid, que irá lucrar com o mercado de Lisboa, poisa maior prioridade para Portugal é a sua ligação á rede de bitola (distância entrecarris) europeia o que vai permitir a livre circulação de comboios de mercadorias epassageiros para a U.E., que a actual rede de bitola ibérica não permite.
Em conclusão, se o Governo avançar com a Ota, ficará na História por ter cometido um dos maiores erros do século XXI. Será insustentável suportar esta situação no futuro. Se este projecto for corrigido a tempo, será compreendido por toda apopulação como tendo sido tomada uma decisão muito digna.
sábado, março 17, 2007
SOBRE O DEBATE OTA NA SIC
Por António BrotasO debate transmitido ontem pela SIC, em que o ministro Mário Lino debateu o
aeroporto da Ota com o comandante Azevedo Soares, Vice-Presidente do PSD,
com o Presidente do Sindicato dos Pilotos, sr. Tiago Matos, e com um
engenheiro cujo nome não consegui ver, mas que se revelou muito experiente
em matéria de obras de terraplanagem, leva-me, dada a sua oportunidade, a
retransmitir (neste momento para cerca de 700 destinatários) este trabalho
recebido ontem, assinado pelo engenheiro Luis Leite Pinto , que não conheço,
mas que creio ser filho do Professor Francisco Leite Pinto, meu antigo
professor da cadeira de Caminhos de Ferro no Técnico.
Interrogado muito directamente ontem à noite sobre se conhecia alguma outra
localização melhor do que a Ota para a construção do novo aeroporto melhor
do que a Ota, o ministro afirmou: "*É o melhor sítio que nós temos. Não
conheço mais nenhum*.".
Ora, neste trabalho, o engenheiro Leite Pinto indica duas propostas
alternativas, uma perto do Poceirão e outra na Faia, que considera melhores.
Tem o ministro Mario Lino conhecimento destas propostas? Pode dizer se foram
estudadas ? Não reconhece que, pelo menos à primeira vista, parecem ser *sob
todos os aspectos * incomparavelmente preferiveis à Ota? Ou vê nelas alguma
contra-indicação?
No debate de ontem, em que só assisti à segunda parte, o ministro Mário Lino
transmitiu informações francamente erradas, o que só prova haver uma grande
descoordenação entre os seus assessores (.....)
A empresa "Parsons" entregou recentemente um estudo que lhe foi encomendado,
com um processo algo controverso para compactar estes terrenos, complexo,
moroso e caro (em que é prevista a utilização de 235 mil estacas de brita
com 90 cm de diâmetro) que talvez não seja o melhor e sobre o
qual convirá ouvir a opinião dos nossos especialistas.
Uma coisa, no entanto, é certa: a empresa "Parsons" é, neste momento, a
empresa mais bem informada sobre as dificuldades da construção de um
aeroporto na Ota.
Sugiro, assim, ao Ministério que consulte a "Parson" para dar a sua
opinião sobre se, em face das dificuldades que conhece e tendo em conta
unicamente os problemas da construção, aconselha a construção do NAL (Novo
Aeroporto de Lisboa) na Ota de preferência a construi-lo num outro lugar da
margem esquerda do Tejo.
A mesma pergunta pode ser feita aos ADP (Aeropots de Paris) que ganharam o
concurso para assessoriar a NAER.
sábado, março 10, 2007
OTA não, Portugal Sim!

Na noite em Marques Mendes abre fogo lembrar o artigo do dia 8
Ota: «Estão a mentir-nos»
2007/03/08 | 16:42 || Patrícia Pires
Eram tantas as vozes a criticar a Ota, que resolveu juntar, em livro, a opinião de especialistas. Conclusão é clara: novo aeroporto de Lisboa apresenta deficiências, sob uma «campanha de desinformação total»
O interesse pela Ota nasceu há pouco tempo e Mendo Castro Henriques deixou-se seduzir pela grande oposição em torno do novo aeroporto de Lisboa. «A comunidade científica tomou uma posição de cidadania - contra - e isso é uma novidade», confessa ao PortugalDiário.
Leia o resto em PortugalDiário
sábado, fevereiro 10, 2007
“COMPRO o que é nosso” dinamiza o país

A Associação Empresarial de Portugal lançou uma campanha para o consumo de produtos e marcas com Valor Acrescentado em Portugal, com a assinatura “COMPRO o que é nosso”. O projecto cria um novo estado de espírito na sociedade portuguesa, valorizando a produção nacional, a criatividade, o empreendorismo, o trabalho, o esforço e a determinação. O projecto visa também elevar a auto-estima de empresários e trabalhadores.
A marca “COMPRO o que é nosso” reflecte:
-
os valores patrióticos identificados pelas cores da bandeira nacional;
-
a letra P, presente em todas as aplicações em que é necessário abreviar o nome Portugal;
-
a gota como símbolo de unidade que representa o pequeno esforço “gota a gota”
A quebra de poder de compra das famílias , o aumento da taxa de desemprego e as comparações diárias que colocam Portugal na cauda da Europa em quase todos os índices de desenvolvimento económico, têm contribuído para instalar um clima de esmorecimento e desânimo na sociedade portuguesa. - REAGIR comprando 560
sexta-feira, fevereiro 09, 2007
Bitola Europeia, por Rui Rodrigues

A compatibilização de políticas ferroviárias entre Portugal e Espanha é essencial.
· Os 2 países possuem uma bitola diferente da europeia e necessitam, o mais breve possível, de possuir uma rede em bitola standard, por forma a que os comboios possam circular livremente de Portugal para a Europa.
· O projecto avança em Espanha, a ritmo acelerado, o que lhe permite construir, entre 2007 a 2010, uma nova rede de 7200 Km de ferrovia para Velocidade Elevada (VE) Vmáx 250 Km/h e Alta Velocidade (AV) Vmáx 350 Km/h, em perfil misto, para passageiros e mercadorias, com cargas até 17 ton/eixo nas linhas de AV, ligada à Europa por 3 conexões: por Irun, Canfranc e Figueras.
· Madrid será, em breve, o centro de uma rede radial que a ligará a todas as suas capitais regionais.
O grande objectivo estratégico para a futura rede ferroviária portuguesa, que terá, como centro, a cidade de Lisboa, é o de se ligar ao restante território nacional, aos nossos 3 aeroportos internacionais, aos principais portos e estar coordenada com a futura rede espanhola, por forma a melhorar as ligações de Portugal ao resto da Europa.
Assegurar-se-iam, para o transporte de mercadorias, ligações do território e portos à rede europeia, em bitola (distância entre carris) standard, com velocidades médias de 100 km/h, o que viabilizaria entregas de material a 2000 Km em 20 Horas e, para passageiros, ligações de Lisboa ao Porto em cerca de 1,5 Horas e ambas a Madrid em menos de 3 horas.
Nestas condições, a rede ferroviária seria concorrente com o automóvel, pois a construção de uma linha férrea só se justifica se for competitiva com os outros modos de transporte.
Não se pode, assim, dissociar a nova Rede de Alta Velocidade da construção de um novo aeroporto. Acontece que, nos Países onde se efectuaram planeamentos cuidados, desenhou-se primeiro uma rede ferroviária que servisse o melhor possível as populações e, só depois, foi escolhida a localização mais apropriada para um novo aeroporto que coexistisse com a primeira. Em Portugal, os responsáveis projectaram exactamente ao contrário, escolheram o local para um novo aeroporto para depois se desenhar uma rede de AV condicionada àquela localização. Foi por esse facto, por se tentar adequar o desenho da nova rede ferroviária de AV a uma escolha errada, na nossa opinião, que não houve acordo entre Espanha e Portugal, na Cimeira de Valência.
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quinta-feira, fevereiro 08, 2007
OTA perturba TGV (RAVE) e vice-versa
Mapa do Ministério de Fomento espanhol
Desde a Cimeira de Valência, em 2002, que Portugal tenta alterar o traçado do TGV mesmo em Espanha
Os espanhóis não levaram as propostas portuguesas a sério porque as consideraram como riscos sobre mapas e que os traçados percorriam uma região de relevo muito difícil
Enquanto a Espanha apresentava projectos de engenharia que demonstravam que a ligação por Badojoz é muito mais barata os portugueses não tinham estudos nem projectos de engenharia
Em 2003 que Carmona Rodrigues percebeu o erro colossal e chegou a acordo com Espanha e ficaram definidas 4 ligações que são as mesma da Rodovia
Em Novembro de 2006 o ministro Mário Lino tentou adiar para as "calendas" as ligações a Espanha.O aeroporto da OTA tem que estar pronto antes da ligação a Madrid.
MAs, notícia de hoje, " La parte española ratifica la fecha de 2010 para la realización de la línea en territorio español (Madrid-Badajoz).
b) Resto conexiones ferroviarias
En cuanto al resto de conexiones, Oporto-Vigo, Aveiro-Salamanca, Faro-Huelva y Sines-Elvas-Badajoz-Madrid, el Ministro portugués indica que no están en condiciones de fijar una fecha y van a continuar con los estudios de mercado, económicos-financieros y técnicos.
España, por su parte, mantiene las fechas ya acordadas, es decir, el tramo Vigo-frontera, en 2009. Los tramos Salamanca-frontera en 2015, el Huelva-frontera en 2018 y el Sines-Elvas-Badajoz-Madrid se analizarán en el subgrupo de trabajo conjunto ya existente dentro del grupo ferroviario.
Alambi contra OTA

Foto da Ota efectuada por Carlos Morais da
ALAMBI é uma Organização Não Governamental para o Ambiente de âmbito local, com actividade no concelho de Alenquer, fundada em Janeiro de 1999.
A foto mostra o ocal previsto para a implantação do NAER uma zona de aluvião com 2 3 metros de altitude onde confluem as linhas de água do rio de Alenquer, a ribeira e paul de Alvarinho e o rio e paul da Ota.
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
Não sejamos OTÁRIOS

Rui Rodrigues escreve regularmente no jornal PUBLICO na rubrica Cargas e Transports que agora aparece on -line
O Blogue das Causas considera urgente esta questão que envolve todo o PNPOT!
Aeroporto da OTA - Posição Pública da Associação Comercial do Porto
Para a ACP, a decisão de construir a Ota é prejudicial para o interesse nacional. O projecto não secoaduna com o modelo de desenvolvimento desejável para o século XXI, não se adequa aos constrangimentos das nossas contas públicas, é uma opção errada do ponto vista da logística.
CONSTRUÇÃO DA OTA OU FALÊNCIA DA TAP
Governo tem duas opções a tomar: ou constrói o aeroporto da Ota e leva a TAP à falência, arrastando 10 mil pessoas para o desemprego, ou cria um aeroporto para as Low Cost e mantém a TAP na Portela dando-lhe, assim, vantagens competitivas.
SISTEMA INTEGRADO DE TRANSPORTES
Será viável o aeroporto da Ota? Um trabalho sobreo possível sistema de transportes português que permitiria ter por objectivo a ligação dos sectores produtivos, entre si, aos grandes centros de consumo e uma eficaz acessibilidade a todo o território.
segunda-feira, fevereiro 05, 2007
OTÁRIOS NÃO - É urgente um referendo sobre a OTA
«Depois de analisar o relatório do NAER chego a conclusão que loucura a é total!!!!
O solo é composto actualmente por 20 metros de lodo sob os quais se espera um assentamento total de 5 m!!!!!!! para uma compactação a 90%.
Num volume de dezenas de milhões de metros cúbicos opta-se por uma solução de compactação com poços de britas de diâmetro 75cm e comprimento de 20 metros numa malha de 2x2m2 ?????.
Custo estimado da compactação....centenas de milhões de contos???. Efectividade técnica da solução. Mais do que duvidosa.
Penso que a solução não funcionará, pois como é previsível, o lodo, sob o nível freático, colmatará rapidamente a brita. E de todas formas uma densidade tão grande de drenos, constitui uma substituição completa do lodo por brita.
Começam com esta solução e as obras param a meio.
A partir de aqui e para leigos como eu: O primeiro problema da OTA é como o túnel do Terreiro do Paço mas em grande, em muito grande, mesmo BIG. O volume das terras a remover para fazer a pista e placas é equivalente a um paralelipípedo com a superficie de um campo de futebol mas com 13,5km (treze quilómetro e meio) de altura!!! IMPACTO AMBIENTAL DESASTROSO
2 -Mesmo se fosse construída a pista, como a OTA é uma concavidade as águas escorreriam para o aeroporto sem a possibilidade de serem drenadas porque, como refere o Prof. Frederico Brotas, o lodo vai colmatar a brita". Entao prepapem hidroaviões porque só eles aterrariam na OTA
3- Mesmo que a pista fosse construída, iria fazer perder uma hora aos viajantes europeus que escolhem Lisboa por turismo, negócio ou interface. E os custos astronómicos não estão verdadeiramente calculados.
4- Mesmo que funcionasse com mais valia o aeroporto, o resultado seria a falência da TAP, como sucedeu noutros caso em que as companhias low cost invadiram com taxas baixas e levaram a falència as transportadoras clássicas!
5- Mesmo que a TAP se aguentasse, o IDE desviado para o betão e seus serviços ficaria perdido para outros investimentos remuneradores e com muito mais urgência e igualmente criadores de postos de trabalho.
7- Então para que serve a OTA ? É apenas uma réplica do PNPOT errado, do país em que fecham as maternidades, em que encerram as escolas do interior, em que trancam as aldeias, inviabilizam a agricultura de qualidade, poem a monocultuta do eucalitpto e atiram para o litoral a população que sobejar depois do IVG.
8- Basta! Referendo sobre a OTA.
quinta-feira, fevereiro 01, 2007
SE OTA FOR CONSTRUÍDA, SOMOS OTÀRIOS
Antecedentes:
1997/98 . O governo decidiu que o NAL (Novo Aeroporto de Lisboa) seria na Ota ou no Rio Frio e criou uma entidade a NAER para estudar o assunto. (Estas duas hipóteses teriam sido escolhidas após estudos anteriores, que nunca tive ocasião de apreciar, que teriam levado à eliminação de todas as outras hipóteses. De facto, o governo de Marcelo Caetano já tinha escolhido o Rio Frio. O que o governo de Guterres fez foi voltar aconsiderar a hipótese da Ota inicialmente posta de lado ). Os encontros promovidos pelo Técnico e pela SGL. Num dia de 1997, num encontro no Técnico, sentei-me ao lado do Eng. Nuno Pedro da Silva, Secretário da Sociedade de Geografia de Lisboa, que não conhecia. Comentamos o assunto e consideramos que a escolha da localização do NAL era, exactamente, o tipo de assunto em que a Universidade, no caso o Técnico, e a SGL podiam dizer uma palavra. Contamos com o apoio do então Presidente do Técnico, Professor Diamantino Durão, e do Presidente da SGL, Almirante Sousa Leitão, de quem me lembro ter ouvido dizer que " a aventura da Geografia tinha deixado de ser a da descoberta geográfica para passar ser a da Organização do Território". Organizamos, assim, em 1998 e 1999, três encontros, em que participaram várias dezenas de técnicos, que foram muito interessantes e tiveram bastante impacto (no primeiro encontro, que durou dois dias na sala Portugal da SGL, estiveram cerca de 250 pessoas) mas a que a imprensa praticamente não se referiu e a que não compareceu nenhum deputado. Nestes encontros, não foram votadas conclusões, mas foi neles mais do que evidente que a Ota era uma hipótese liminarmente a por de lado e que, se viessem a surgir elementos contra o Rio Frio, que parecia uma aceitavel solução, o NAL seria na margem esquerda. Assim, numa carta aberta ao Eng. Guterres publicada no jornal "Público", em 26/6/99, escrevi: " Acho que lhe devo dizer que a construção do futuro aeroporto na Ota é uma decisão em absoluto errada, altamente gravosa para o país, o que com o tempo se tornará cada vez mais evidente".
O que fez entretanto a NAER. Abriu um concurso para escolha de um consultor, tendo seleccionado os Aeroports de Paris (ADP), que indicaram três possiveis implantações para o NAL e elaboraram um lista de estudos que teriam de ser feitos para avaliação do seu impacto ambiental. Estes estudos parciais, que foram coordenados pelo Professor Santana da UNL, constituiram os EPIA (Estudos Preliminares de Impacto Ambiental) que, apesar de terem sido apresentados só em duas sessões públicas, no Carregado e no Pinhal Novo, foram a base de um processo de Avaliação do Impacto Ambiental, ordenado pela ministra Elisa Guimarães Ferreira, em que uma Comissão de Avaliação (CA) elaborou um parecer de que transcrevo o ponto 6:
" 6 – Com base neste procedimento e com a informação disponivel, permitiu à CA, em termos comparativos, considerar que as alternativas de localização propostas apresentam impactos negativos significativos. No entanto, a localização do NAL na Ota é menos desfavoravel que em Rio Frio (orientação E/O e N/S), por esta apresentar graves condicionantes que podem por em causa a sua sustentabilidade ambiental . "
No ponto 7 a a CA recomenda ainda que : " ….logo após a decisão sobre a localização do NAL, sejam iniciados estudos de base, no sentido de apoias tecnicamente as fases subsequentes do processo de avaliação… "
Sobre este documento a Ministra Elisa Ferreira, exarou o despacho: " Visto.Concordo. 99.07.05" e, pouco depois, apareceu na televisão a excluir a hipótese do Rio Frio com os argumentos do risco do choque das aeronaves com aves e da salvaguarda dos aquíferos da península de Setubal.
Quase imediatamente a seguir, o Ministro João Cravinho aprovou a localização do NAL na Ota.
Ora, eu analisei o estudo sobre os choques com aves feito por docentes da Universidade Nova de Lisboa que esteve na base da intervenção televisiva da Ministra e enviei-lhe, em 19 de Julho, uma carta manuscrita, com 14 páginas, em que lhe disse que este estudo estava grosseirissimamente errado, e lhe pedi para nomear dois peritos da sua confiança para analisar o trabalho inicial e a minha crítica. Não tive resposta. Escrevi também a carta que passo a ler e foi publicada no "Público" em 28 de Julho.
Nos 5 ou 6 anos que se seguiram, em matéria de localização do NAL, quase nada se passou. De facto, em 1999, o governo bloqueou a construção do NAL no Rio Frio, mas não conseguiu arrancar com a sua construção na Ota, porque as dificuldades e contraindicações desta localização crescem dum modo incontrolavel sempre que se tentam dar passos para a sua concretização.
No final desta intervenção mostrarei, com base na informação que ela própria me enviou, como a NAER está vez mais incapaz de dizer como se pode construir um aeroporto na Ota.


