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quarta-feira, fevereiro 06, 2008


Assine a petição que, num fim-de-semana, ultrapassou já as 5.000 assinaturas, incluíndo de personalidades de referência da vida pública portuguesa e não apenas ligadas à Música e à Cultura.

http://www.petitiononline.com/CFEEMP/

segunda-feira, outubro 29, 2007

Painel de Jorge Colaço - a Rainha D. Amélia no Dispensário dos Pobres

Artista plástico, nascido em 1868, no Consulado de Portugal, situado em Tânger, Marrocos. Estudou arte em Lisboa, Madrid e Paris. Destacou-se como caricaturista, pintor e brilhantemente na arte dos azulejos, com técnicas e processos inovadores. Seus painéis de azulejos podem ser vistos na estadio de São Bento no Porto, Grande Hotel do Buçaco, Pavilhão de Desportos de Lisboa, Academia Militar, Casa do Alentejo e em grandes prédios públicos históricos de Portugal. Outras obras suas podem ser apreciadas no Palácio de Windsor, na Inglaterra, na ONU, em Genebra, e ainda em diversos países como Brasil, Cuba e Argentina.
Monárquico de gema, distinguiu-se como caricaturista thalassa...!
Como é que ainda não existe um livro a sério sobre este homem ?

quinta-feira, julho 05, 2007

Petição MovArte

Chegou-me esta petição online, que se bate pela importância do Ensino Artístico em Portugal. Numa altura em que quem é Berardo é rei, e que ao mesmo tempo perde expressão a via artística no panorama social português, «músicos, musicólogos, professores, alunos, e outros cidadãos particularmente preocupados com o Ensino Artístico» promovem assim esta petição assente nos seguintes pontos:

* uma verdadeira universalidade de acesso ao Ensino Artístico, estabelecendo uma plataforma de conhecimentos culturais e artísticos a atingir ao nível da escolaridade obrigatória;

* a clarificação do estatuto dos Conservatórios, nomeadamente no que se refere à sua missão, como escolas de excelência artística, na formação de artistas e tendo em conta a especificidade de cada uma destas formações especializadas;

* a clarificação da legislação que regula o estatuto dos regimes de Ensino Artístico Especializado, no sentido de uma melhor articulação dos três regimes (integrado, articulado e supletivo) com o Ensino Geral, e permitindo uma verdadeira liberdade de escolha por parte das famílias do regime a frequentar pelos seus educandos;

* a regulamentação da contratação dos docentes do Ensino Artístico Especializado, dando clara preferência a uma vinculação contratual dos docentes às escolas e conservatórios;

* a regulamentação do regime de trabalho dos docentes-artistas do Ensino Artístico Especializado, tendo em conta que sem experiência regular de palco, não é possível ensinar os alunos a fazer face a essa experiência;

* a adequação do financiamento dos Conservatórios ao nível de exigência enquanto escolas de excelência e de Ensino Especializado, permitindo condições adequadas à qualidade de formação que se pretende, nomeadamente no que se refere ao desenvolvimento de aulas individuais, de instrumentos e instalações para estudo, e de meios técnicos adequados ao ensino das novas tecnologias na Arte;

* uma clara tomada de posição em favor do ensino público gratuito e de acesso universal;

Para assinar esta petição dirija-se a: http://new.petitiononline.com/MovArte/petition.html

A Arte não é um luxo, é a expressão de uma sociedade. Demos-lhe o apoio que merece.

terça-feira, maio 01, 2007

A língua portuguesa vai mudar





A língua portuguesa vai mudar, para que seja escrito de uma única forma nos oito países que adotam este idioma: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa foi proposto em 1990. Cinco dos oitos paises membros da CPLP já tinham assinado o documento. Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe assinaram recentemente. Serão cerca de 40 mudanças, entre elas estão o alfabeto com 26 letras (atualmente são 23), com a inserção do “k”, “w” e “y”, e o fim do trema (permanece apenas em nomes próprios e derivados). O português é a terceira língua mais falada no mundo ocidental, por mais de 250 milhões de pessoas, atrás apenas do inglês e espanhol.
Assim que receberem as novas regras ortográficas, os ministérios da educação, academias de letras, editores e produtores de material didático iniciarão o processo de adequação do idioma. As mudanças acontecerão porque existem duas ortografias e isso dificulta a divulgação do idioma e a sua prática.
Com as modificações acertadas, calcula-se que a escrita no Brasil terá 0,45% de alteração. Em Portugal, estima-se uma mudança de 1,6% do vocabulário escrito. Apesar das mudanças ortográficas, serão conservadas as pronúncias típicas de cada país.
Um dos maiores defensores da unificação da escrita da língua foi o filólogo Antônio Houaiss. Ele era o representante brasileiro nas negociações com Portugal sobre as alterações no idioma. Faleceu em 1999, sem conseguir ver o resultado do seu trabalho.
O português também é falado na antiga Índia portuguesa (Goa, Damão, Diu e Dadra e Nagar Haveli), além de ser uma das línguas oficiais da União Européia e do Mercosul.
(artigo jà escrito com as modificações A INTRODUZIR)

quinta-feira, março 22, 2007

Postais do Apocalipse





Gentil Leitor do Blog das Causas: Faça a experiência de contar a quantidade de filmes que mexem com os medos da América do Norte perder a liderança mundial, e espante-se que o Congresso Americano ainda não tenha nomeado um Grupo de Reflexão sobre o Iraque directamente saído dos executivos que se banham nas piscinas de Santa Mónica e Beverly Hills. Podem nem distinguir entre um árabe, um berbere e um turco, mas sabem que a chamada civi­lização ocidental está em baixo no que toca a tri­unfalismo e que a anti utopia mora nas ameaças de bombas que nunca mais chegam.

É esta a mensagem dos sucessos de bilheteira que receberam os Óscares, como Babel, Apoca­lypto, Diamantes de Sangue, Cartas de Iwo Jima, O Bom Pastor e Filhos dos Homens. As imagens do desastre recebem os aplausos da Academia. Cintilam as celebridades - Matt Damon, Brad Pitt, Cate Blanchett, Clint East­wood, Clive Owen, Angelina Jolie, Leonardo Di Caprio, Mel Gibson, Robert De Niro. E em Hollywood, como em Wash­ington, os autores de ficção política enviam os seus postais do Apocalipse

Estes produtos para tranquilizar e entreter toda a gente admitem duas interpretações, a dos pacifistas e a dos belicistas.

A primeira variante oferece a redenção. Os heróis de Diamante de Sangue e Filhos dos Homens dos homens aparecem nas aberturas dos filmes como cínicos e desesperados. Leonardo DiCaprio é um mercenário sem coração, no comércio ilegal do diamantes na Serra Leoa durante a guerra civil, em 1999. Clive Owen é um intelectual alienado na Londres do ano 2027, um deserto indus­trial e de almas perdidas. Sentem-se como ***** cada dia que passa. Não acreditam num acto de caridade ou de consciência. Mas contra a sua vontade e juízo transformam-se em imitações de Cristo. Owen salva uma jovem negra grávida, uma raridade em 2027 e traz a recém- nascida criança por entre fogos e disparos para um navio misterioso nomeado “Amanhã”. Owen morre mas com a promessa da civi­lização renascida. Di Caprio dá a vida por uma criança africana de oito anos, pro­gramada para o assassinato em série. O pai do menino, um simples pescador, encontrou o melhor dos diamantes. E por via de uma bela jornalista apaixonada há-se sobreviver a história do belo mercenário, ainda que morto, e a mensagem que os diamantes devem ser comprados “conflict-free”

O tema da redenção também está em Ba­bel, nas caves da CIA em O Bom Pastor, nas florestas da perseguição em Apocalypto, nas cavernas das Cartas de Iwo Jima. Matt Damon descobre a capacidade para a verdadeira emoção após longos anos de serviço na América das mentiras; Brad Pitt e Cate Blanchett em Babel reconhecem no aldeão marroquino o companheiro humano; há vida para além do dinheiro. A morte do general Kuribayashi em Iwo Jima mostra que a guerra é sacrifício imortal. O bom selvagem de Mel Gibson aprende que vem aí "um recomeço."

As narrativas de Holywood dirigem-se aos ecologistas e aos activistas dos direitos? Sim, a América devora a terra, os mercados financeiros estão-se nas tintas para os pobres, os subalimentados, as baixas colaterais, mas nem tudo está perdido. A América está a fazer coisas que as boas pessoas não devem fazer, mas sentir-se mal e pesaroso para com as vítimas de circunstância infelizes, é não perder a hu­manidade. Quem tem sentimentos, mantém a moral intacta, e a con­sciência viva. Que conforto é ir ao cinema….


As narrativas de Holywood dirigem-se à direita republicana e fundamentalistas cristãos? Esses não precisam que se lhes digam que têm corações puros e que a sua causa é justa. A América encontra-se cercada por inimigos sinistros e numerosos – doenças, russos cor­ruptos, muçulmanos irritados e oceanos envenenados; não faz mal usar os bons velhos remédios contra as impurezas. É um apelo às armas. O mundo está cheio de animais predadores e é preciso defender a pátria contra o mal. A “guerra ao terror” irá durar uma eternidade, seja no Iraque seja em Apocalypto e Filhos dos Homens. E é com o sangue a espirrar e com o pisar das vinhas da ira que a república imperial se deve defender.

Feitas em Washington ou em Holywood, as imagens do desastre confirmam que anda por aí o bode expiatório; a América é o Pai terrível do Antigo Testamento ou o Filho crucificado do Novo Testamento. Ambas as leituras mostram os americanos como os bons rapazes deste mundo, libertos da prisão da história e livres de imaginar que a sua era nunca passará, e o dia do juízo nunca virá. A ilusão constitui o instrumento necessário do poder que nenhum império militar respeitável pode dispensar. O resto do mundo que se entretenha com estes postais do apocalipse.

MCH - Adaptado de Lewis Lapham - Mar/19/2007 De Harper Magazine

segunda-feira, março 12, 2007

Conferência a 14 de Março



Conferência Why is an Academic Non-Confessional Study of Religions a Must - and What May It Look Like? proferida por Tim Jensen (General Secretary da International Association for the History of Religions)
14 de Março, 18H30, Universidade Lusófona (Auditório Victor de Sá)

Portugal é um dos poucos países da União Europeia sem uma associação específica para os investigadores do fenómeno religioso. Tentando ir contra essa situação, está neste momento a ser formada a Associação Portuguesa para o Estudo das Religiões. Esta conferência é a primeira actividade da comissão de instalação da associação.
O promotor da conferência é Paulo Mendes Pinto, director do Centro para o Estudo das Religiões e do Curso de Licenciatura de Ciências da Religião da UL.

sábado, março 10, 2007

Bernardim Ribeiro,



"Menina e MOça me levaram de casa de meus pais...."
No meio de um largo do Torrão, uma estátua de Bernardim Ribeiro, mais parecido com um crash test dummy do que com um dos grandes poetas líricos portugueses. Mas a cor do mámore é bonita
Uma tradição familiar da família judaica Abravanel mantem que o poeta Bernardim Ribeiro, autor da «Menina e Moça», cuja genealogia se desconhece até hoje, era, na realidade, um neto de Isaac Abravanel, filho de Judah Abravanel (O famoso leãO hEBREU DOS DIÁLOGOS DE AMOR) que o teria feito passar clandestinamente a fronteira para Portugal com uma ama. O rei D. Manuel I, sabendo de quem se tratava, apropriou-se da criança e educou-o na corte na cristandade. Um enigma a resolver para quem gosta. MAs melhor ainda a sua poesia....

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Ficção Juvenil de Qualidade de Mafalda Moutinho


A quem quiser oferecer livros de qualidade para miúdos, (ou lê-los depois de oferecidos) recomendo a colecção Os Primos.
No Enigma do Castelo Templário, a terceira aventura, os primos descobrem uma passagem secreta que os leva ao altar de uma igreja, por trás do qual se esconde uma biblioteca com manuscritos da enigmática família Vaz e dos cavaleiros da Ordem do Templo.
Na aldeia de Castelo Novo, os mistérios não tardam a aparecer: inexplicáveis acidentes, aldeões assustados que abandonam as minas de volfrâmio, terramotos, incêndios, estranhas lendas e a maldição do foral.
A autora - Mafalda Moutinho - vai buscar ao terreno as ideias: o frasco de Beladona e o enigmático símbolo da Eremita no boticário... a Nossa Senhora da Penha).

terça-feira, janeiro 30, 2007

Maior acervo científico do país já está na Internet


"A Universidade do Porto disponibilizou, ontem, em suporte digital, aquele que será o maior acervo científico português online. No sítio http://www.fc.up.pt/fa/ encontram-se digitalizadas cerca de 70 mil páginas de 143 monografias e 150 publicações periódicas científicas relativas ao período compreendido entre 1500 e 1945. São quase 500 anos de Ciência que agora ficam à distância de um computador.

O portal da Internet do Fundo Bibliográfico Antigo da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), coordenado por Teresa Andresen - coadjuvada pela avaliação crítica da importância do espólio de Henrique Leitão, professor do Centro de História das Ciências da Universidade de Lisboa - não está, como a própria referiu, ontem, na apresentação, que decorreu no salão nobre da Reitoria, concluído. "Representa, apenas, uma parte do espólio científico da FCUP, ao qual pretendemos dar continuidade, desde que haja mecenas que nos ajudem", salvaguardou. A Caixa Geral de Depósitos patrocinou a primeira etapa."

Ler notícia completa (Jornal de Notícias)

domingo, janeiro 21, 2007

Agostinho da Silva



Os verdadeiros pensadores do século XX - criadores de verdades e destruidores de mitos - dificilmente encontram eco numa época como a nossa, por duas ordens de razões. Em primeiro lugar porque, embora a nossa época já não acredite em ideologias - uma vez que a ciência desmistificou os respectivos fundamentos unilaterais - continua a viver e pensar segundo categorias ideológicas e sem um pensamento matricial capaz de acolher contributos dispersos por metodologias diversas. Em segundo lugar, predomina entre as diversas correntes filosóficas um apartheid teórico a ponto de os respectivos vocabulários serem mutuamente inaceitáveis, o que dificulta a renovação da filosofia. A situação é a de os filósofos estarem divididos entre si pela paz da ignorância mútua e pelo que imaginam ser o (seu) universo.

Homenagear Agostinho da Silva - como sucedeu no recente Congresso de Novembro de 2006 em Lisboa e Porto - é combater este apartheid entre filosofias e entre filosofias e outros saberes. Ele foi o português que vai para o Brasil que é “Portugal à solta” e que regressa ao solo físico da pátria de onde nunca saiu espiritualmente. É o leigo que faz figura de profeta espiritual, sempre peregrino por uma verdade maior. Mais não acrescento que uma sua conhecida e deliciosa auto-definição: «Claro que sou cristão; e outra coisas, por exemplo budista, o que é, para tantos, ser ateísta; ou, outro exemplo, pagão. O que, tudo junto, dá português, na sua plena forma brasileira». E para ele o que se passa À volta ? “Portugal, o grande, o todo, o de amarelos, brancos, pretos e vermelhos, o de islamitas, cristãos, judeus, animistas, budistas, taoistas, o da América, Europa, Ásia, África, Oceânia, o dos municípios, tribos e aldeias, o de monarquias e repúblicas, o dos grandes espaços conhecidos e o dos espaços ignotos ainda, dentro e fora do homem, o Portugal núcleo de formação de uma União Internacional dos Povos para o desenvolvimento, a liberdade e a paz [...]” – Educação de Portugal [1970].



[1] Pensamento à Solta

sexta-feira, janeiro 12, 2007

A Guerra Peninsular 1807-1814 - Novo Blog


Um novo Blog a preparar um próximo livro. Por Manuel Amaral, Mendo Henriques e Sérgio Veludo.
Aproxima-se o Bicentenário da Guerra Peninsular!

A Guerra Peninsular 1807-1814

quinta-feira, janeiro 11, 2007


Belgais era uma escola, um centro de investigação musical, um auditório para que músicos realmente importantes se encontrem, trabalhem e produzam música, que é um bem inestimável num país ignorante em matéria musical. Não se trata de «um espaço» inútil: ali, aprendia-se música, conservavam-se partituras, e ensinava-se. Maria João Pires não precisava de Belgais nem da burocracia ou das promessas portuguesas, podia viver onde lhe apetecesse, mas achou que podia fixar-se em Castelo Branco e que poderia investir parte do que é seu numa obra daquela importância. O protesto de Maria João Pires não é contra o Estado nem contra o governo apenas. É contra o país -- e isso compreende-se muito bem. O país do Euro 2004 e dos «desfiles de moda» subsidiados pelo Estado e pelas câmaras municipais, o das empresas que não cumprem as promessas, o dos ricos que ignoram a existência da responsabilidade social do dinheiro. Maria João Pires é um nome português de que nos devemos orgulhar: pelo seu talento, pelo seu piano, e por Belgais. Milhares (repito: milhares) de idiotas e de pseudo-talentos viveram, na cultura, à conta do Estado. O génio de Maria João Pires não precisava de ser provado.
Em Março de 2006, Maria João Pires, de 62 anos, sofreu um enfarte do miocárdio quando se encontrava a descansar em Salamanca. Operada em Espanha, teve de adiar por dois meses a digressão europeia. Em Julho foi instalar-se definitivamente no Brasil e desistiu do Centro para o Estudo das Artes de Belgais, próximo de Castelo Branco, a quinta que comprou há oito anos. "Estava a ser vítima de uma verdadeira tortura". "Parto para me salvar um pouco dos malefícios que Portugal me estava a fazer". "Sofri fisicamente todos aqueles anos em que me dediquei ao projecto e tentei fazer tudo, e não consegui... no fundo, não consegui mais do que um começo", lamentou. Qual o episódio seguinte?

domingo, dezembro 24, 2006

ZÉ Abrantes, soma e segue!

Visitem o Ideias Feitas em Lugares Comuns, do Zé Abrantes. Um abraço para ele!

P. S. - A minha personagem-fetiche, o Capitão Marselha, está em tudo de acordo comigo! Por isso, aqui aparece, todo pimpão, a dar presentes a quem lhos pedir!

quinta-feira, dezembro 21, 2006

Com permissão de Sua Majestade....e quando os 007 eram galegos


O contributo da Maçonaria portuguesa e internacional para a concretização do projecto da República em 5 de Outubro de 1910 foi assinalado pelo livro «Com permissão de Sua Majestade, Família Real inglesa e Maçonaria na instauração da República em Portugal», da autoria de Jorge Morais, lançado em 31 de Janeiro de 2006 no Museu da República e da Resistência e apresetado por António Reis, Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, e pelo jornalista e investigador António Valdemar.

A Família Real britânica e a Maçonaria inglesa colaboraram activamente na implantação da República em Portugal, em 1910. Estas são duas das mais surpreendentes conclusões a que chegou o jornalista e investigador português Jorge Morais e que estão na base da edição do livro “Com permissão de Sua Majestade”.

Segundo o autor deste aturado e minucioso trabalho de investigação agora dado à estampa, não foi apenas a revolta militar comandada por Machado dos Santos, na Rotunda do Marquês de Pombal, apoiada pelas células carbonárias de Lisboa, que sustentaram a revolta. Para Jorge Morais, o envolvimento da Família Real britânica e a Maçonaria inglesa, agregados sob a égide de uma vasta conspiração internacional, acabaram por se revelar determinantes.

Com efeito, ao garantirem, da parte dos ingleses, o compromisso de que não levantariam um dedo para defender a Monarquia lusa os revoltosos não hesitaram em avançar e em lograr o êxito que sempre lhes havia escapado nas últimas décadas.

Os interesses internacionais, centrados no futuro da África portuguesa, e os contactos de alto nível mantidos por dignitários maçons com homens de negócios e jornalistas influentes constituíram a mola real para um golpe a que o próprio rei Jorge V e seu tio, Duque de Connaught (Grão-Mestre da maçonaria inglesa) deram o sinal verde - a Dinastia de Bragança tinha os dias contados e os republicanos tomavam o poder.

Valendo-se de uma infindável e poderosa teia de conhecimentos e cumplicidades, o Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano da altura, Sebastião de Magalhães Lima, urdiu entre Lisboa e Londres o projecto da revolta republicana que mereceu das autoridades inglesas uma sintomática “neutralidade compreensiva”.

Esta posição, expressa por escrito num memorandum a que Jorge Morais teve acesso e que traz à luz dos dias nesta obra, é a pedra de toque para as forças republicanas tocarem a reunir e lançarem-se confiadamente no processo revolucionário.

“Com permissão de Sua Majestade”, que tem a chancela da editora “Via Occidentalis”, é distribuído pela Bertrand e foi escrito por um dos mais credenciados jornalistas portugueses, traça com rigor, clareza e brilho o quadro político, nacional e internacional, em que decorreu a conspiração; comprova a ligação dos principais intervenientes à Maçonaria e ao lóbi radical europeu; e transcreve correspondência até hoje mantida em segredo nos arquivos de Lisboa e Londres.

terça-feira, dezembro 19, 2006

O Século XX, por Luís Aguiar Santos



ESTE ANO: Em Dezembro são publicados dois números de uma revista que dá pelo nome de "Homens Livres" e junta, nas suas páginas, intelectuais que dizem professar ideias muito diferentes. Mas nela, surpreendentemente, parece que se une todo o espectro ideológico da intelectualidade portuguesa desta época. Estão lá os principais nomes da revista republicana "Seara Nova" (António Sérgio - na fotografia-, Jaime Cortesão, Raul Proença), os “tradicionalistas” do Integralismo Lusitano (António Sardinha e Pequito Rebelo), um anarquista como Aurélio Quintanilha e outras sensibilidades. Os "Homens Livres", na própria capa da revista, definem um adversário comum no subtítulo que lhe dão: «livres das finanças e dos partidos». No editorial do primeiro número, António Sérgio rejeita a divisão entre esquerdas e direitas e diz que a única distinção válida é entre aqueles a que chama «homens do século XIX» e os «homens do século XX». Os "Homens Livres", na sua diversidade, apresentam-se como os homens novos do novo século. Têm uma concepção mística da política e das suas possibilidades e acreditam numa ideia de unidade nacional que suplante o conflituoso pluralismo que vêem à sua volta. Nesta atitude estão muito próximos do republicanismo dos tempos da propaganda durante a Monarquia. Aquilo que rejeitam são as tradições políticas legadas pelo parlamentarismo do século XIX e que, de facto, no meio da sua atribulada existência, a República preservou. O republicanismo presente nos "Homens Livres" é, por isso, o dos republicanos puros que, no início da República, não queriam compromissos com nada que fosse herdado da Monarquia constitucional, como a Igreja, o espírito partidário do parlamentarismo, o meio dos negócios, um mundo no fundo onde todas estas coisas conviviam. Da mesma forma, o monarquismo de parte dos "Homens Livres" é o dos monárquicos novos, antiliberais e que nada têm a ver com essa Monarquia que existiu até 1910. Na revista "Homens Livres" está assim patente uma rejeição do caminho que a República parece estar a querer tomar neste ano de 1923: o da sua estabilização financeira, pacificação bipartidária, compromissos, acantonamento dos sectarismos e regresso à pacatez do business as usual. Aos "Homens Livres" e ao seu idealismo cívico tudo isso cheira demasiado a século XIX...

segunda-feira, dezembro 18, 2006

Monarquia não é Franchising

Do ser tradicional
Para Portugal, especificamente, convirá um sistema Monárquico, sim, mas uma Monarquia Portuguesa e não um qualquer franchise de algo encontrado noutro país. Com isto quero dizer que Portugal deverá ser ele próprio: Atlântico, decerto; Europeu, com certeza; mas Português, sem complexos. Deste modo haverá na Monarquia a Instaurar elementos comuns a outras Monarquias europeias, mas deverá haver no modo de agir do Rei e da sua relação com os governos e com o Povo algo que nos é comum a todos, pois de outro modo corre-se o risco de criar um sistema em parte artificial.
Leonardo de Melo Gonçalves

Luís de Magalhães vai ser reeditado

Luís Cipriano Coelho de Magalhães, filho de José Estêvão, foi um dos mais jovens parceiros da Geração de 70. Poeta, romancista e político de inspiração monárquica e nacionalista, fundou, com António Feijó, a Revista Científica e Literária (1880-1881), de feição parnasiana, expressão poética em que se aproximou de Manuel da Silva Gaio. Exuberante epistológrafo, carteou-se com quase todos os intelectuais do seu tempo, reunindo um soberbo arquivo de correspondência que é bem o espelho do quotidiano de letras do fim-de-século XIX português.
Em livros como "Liberalismo e Tradicionalismo", “Perante o Tribunal e a Nação” e a “Crise Monárquica” de Luíz de Magalhães – e que servem de enquadramento à compreensão do pensamento do autor - Luíz de Magalhães defende que A CARTA CONSTITUCIONAL, longe de ser uma curiosidade morta de um passado distante, é um código jurídico integrante da experiência histórico-política portuguesa, um enunciado de princípios e regras de validade perene e, como tal, passível de leitura, reflexão e inspiração no tempo presente. Embora sofrendo várias vicissitudes, a Carta serviu como Lei Fundamental do País entre 1826 e 1910 e foi tida em conta, como elemento de ponderação, na elaboração de todos os textos constitucionais subsequentes. Essa ponderação, mesmo na ausência de uma tradição cartista contínua, assumida e estruturada, é a prova da vitalidade dos princípios explícitos e implícitos consagrados na Carta Constitucional. Como se argumentará infra, esses princípios interdependentes são a continuidade constitucional, o primado da Lei, a liberdade individual, a separação de poderes e a partilha da soberania.

sábado, dezembro 16, 2006

IGESPAR, I.P., por Wikipedia



O Instituto Português de Arqueologia é uma entidade tutelada pelo Ministério da Cultura. É objectivo deste instituto, definir a política de gestão do Património Arqueológico e regular e promover toda a actividade arqueológica em Portugal. O Instituto tem sede em Lisboa, que por sua vez provê várias dependências consoante as várias regiões nas quais foi dividido Portugal. Criado no rescado do caso das gravuras do Côa, esta instituição tem sido tanto alvo de críticas — embora a instituição as atribua essencialmente a divergêncas partidárias relativas a todas as questões que se levantaram em 1995/1996 — como de elogio, pois este instituto, com fundos diminutos e pouca vontade política por parte dos sucessivos governos em os aumentar, defende o seu sucesso em estabelecer uma boa base de trabalho para investigadores e trabalhadores nas áreas do turismo e património.
Em 27 Outubro de 2006 foi publicado o Decreto Lei n.º 215/2006, de 27 de Outubro que funde o Instituto Português de Arqueologia e o Instituto Português do Património Arquitectónico, dando origem ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, I.P. (IGESPAR, I.P.).

Misericórdia de Braga

No dia 1 de Dezembro, realizou-se na casa das Artes, em Vila Nova de Famalicão, a e da Real Associação de Braga fez o lançamento do livro "Memórias da Dinastia de Bragança na Documentação da Misericórdia de Braga", de Maria de Fátima Castro,cujas receitas reverterão a favor da comunidade de estudantes Timorenses que escolheram Portugal para obter qualificações académicas e profissionais (Universidade ou Ensino Técnico Profissional) e que pretendem regressar a Timor para exercer a actividade profissional para a qual se habilitaram.
Os interessados na aquisição do livro (10€) podem contactar o CLAII de Braga através de: Email:claii@cvp-braga.com.pt
Tel: 253 26 43 42 / 253 27 11 85
O Ateneu Comercial do Porto irá também associar-se ao lançamento deste livro no dia 16 de Dezembro, pelas 18h00, nas instalações da Rua Passos Manuel, 44, no Porto.