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sábado, fevereiro 24, 2007

Cinco milhões podem tornar-se portugueses


Cinco milhões de netos de emigrantes podem tornar-se portugueses

Um dos conselheiros das comunidades portuguesas no Brasil estimou ... que perto de cinco milhões de netos de emigrantes portugueses residentes naquele país podem vir adquirir a nacionalidade portuguesa no âmbito da nova lei.

A Lei da Nacionalidade aprovada quinta-feira no Parlamento vai permitir que os netos de portugueses nascidos no estrangeiro possam adquirir a nacionalidade portuguesa, um privilégio que se destina essencialmente aos descendentes de emigrantes que vivem no Brasil e em outros países da América Latina, onde a emigração é mais antiga.

António de Almeida e Silva, ex-presidente do Conselho Permanente daquele órgão de consulta do Governo, disse à Agência Lusa que podem beneficiar da nova lei perto de cinco milhões de netos de emigrantes. Vivem no Brasil cerca de 800 mil portugueses, o que significa que "a quantidade de netos é imensa", congratulando-se com a aprovação da medida que permite dar a nacionalidade portuguesa à terceira geração.

A medida também foi aplaudida junto dos cerca de 400 mil portugueses que vivem na Venezuela, pois vai "favorecer os emigrantes, em particular as novas gerações", disse à Agência Lusa o presidente do Centro Português de Caracas, André Pita. Para José Luís Ferreira, presidente da Câmara de Comércio e Turismo Luso-Venezuelana, a nova lei "é importante para a comunidade e uma forma de aproximar os luso-descendentes da terceira geração a Portugal e fazê-los sentir portugueses".

Os cerca de 12 mil emigrantes que vivem na Argentina também acolheram com agrado a nova lei, já que, segundo António Antunes Canas, conselheiro das comunidades naquele país, vai permitir que o número de portugueses aumente, embora não consiga precisar o número. A anterior lei apenas permitia aos filhos dos emigrantes o direito à nacionalidade.

quarta-feira, janeiro 24, 2007

LusoJornal

LusoJornal
O maior jornal da comunidade portuguesa em França é o LusoJornal. Sai às quintas-feiras, é gratuito, encontra-se nos locais habituais de passagem dos portugueses, mas pode receber-se em casa, pagando as despesas de correio. Enviar a morada postal, com um cheque
20 euros (por 20 números) ou 50 euros (por 50 números) (Só França)
LusoJornal – 25, rue Gay Lussac – 95500 Gonesse – França
Tel.: 01.39.86.68.98 – contact@lusojornal.com

Já huve um tempo em que a migração portuguesa para França era a da mala de cartão, Quarenta anos depois do êxodo dos anos 60, os melhores alunos de algumas universidades, como a MArc Bloch em Estrasburgo, são portugueses ou luso-descendentes. As associações têm vindo a subir de qualidade e eficácia e recentemente Jorge de la Barre publicou a sua tese de doutoramento sobre o tema. Mais coisas amanhã.

Visite o site: www.lusojornal.com

quinta-feira, janeiro 18, 2007

João Ferreira de Almeida


Aqui nas Causas, a "Garina do Mar" chamou a atenção para João Ferreira de Almeida como classificado em 19º nos Grandes Portugueses. É ou não é ? E primeiro quem foi ? Foi um calvinista português. Foi para a Holanda após a Restauração - 1642 -, converteu-se, traduziu a Bíblia para português - as bíblias evangélicas em português, no Brasil, por exemplo, baseiam-se na tradução dele. Foi para as Índias Orientais - Batávia - e lá evangelizou as populações sempre em português e com livros portugueses.

Estranha é a nossa imensa ignorância! Eu não o reconheci embora soubesse que a sua Bíblia está a ser publicada pelos cuidados do padre Tolentino, ex-capelão da Universidade Católica. Quase ninguém conhece ninguém que o conhecesse. Mas é conhecidíssimo lá fora, como explicou o Manuel Amaral e se pode ver na wikipedia entre outros lugares. E só o não conhecemos por evidente censura político-eclesiástica ao longo de tempos imemoriais, desde que ele foi queimado em efígie pela Inquisição de Goa. É de facto um grande português; não era conhecido por nossa geral e espantosa ignorância; e que nós, infelizmente, enquanto sociedade nos fechámos ao conhecimento das heterodoxias religiosas. É um dos legados do Salazar, de facto. Por isso defendo que se deve votar em Afonso Henriques, que teve um comandante militar como Pedro Escuro, ( um negro) um chanceler Julião ( judeu) e por isso tudo é que talvez fosse mais cristão que muitos.
Finalmente, é evidente que o 19 º foi uma campanha dos «protestantes» portugueses. Um exemplo a seguir de como se defende uma Causa...
O desenho usado pela RTP é fictício.

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Boorstin sobre os Portugueses


"Nada me agradaria mais do que ver aparecer The Discoverers em português – a língua de Camões e dos pioneiros dos descobrimentos do Ocidente. É também espantosamente apropriado que este pequeno símbolo de agradecimento e reconhecimento possa ser mandado do Novo Mundo, que teria sido com certeza um lugar muito diferente e muito menos interessante se não tivesse sido a imaginação, a coragem e o espírito de aventura dos Portugueses na época dos descobrimentos. Os descobridores portugueses ainda não tiveram o reconhecimento e as celebrações que merecem no Ocidente de língua inglesa. (…) Os louros para as grandes obras de descoberta só podem ser ganhos pela posteridade. O povo português e a língua portuguesa desempenham um papel singular e eloquente no acender do espírito de descoberta pelo Mundo. Espero que este livro sirva para encorajar os leitores e os escritores portugueses e manter vivo esse espírito e, assim, recordar-nos de como todos ganhámos com essas aventuras."
Daniel J. Boorstin, Washington D. C., 1987, prefácio do livro “Os Descobridores”, Gradiva.

sexta-feira, janeiro 05, 2007

PETIÇÃO PARA TORNAR OFICIAL O IDIOMA PORTUGUÊS NAS NAÇÕES UNIDAS




http://www.petitiononline.com/AB5555/petition.html

Considerando que mais de 250 milhões de pessoas se expressam no idioma português, com importante presença sócio-cultural e geopolítica em várias nações de todos os continentes, sendo a 5a mais falada no mundo (em números absolutos), a 3a entre as consideradas línguas universais de cultura e uma das 4 faladas nos seis continentes;
Considerando que a iniciativa de tornar oficial o idioma português na ONU estará, por justiça e méritos, prestando um histórico serviço aos países de língua portuguesa, que constituem uma comunidade presente e atuante em todos os Continentes, com expressivo contingente populacional, incluindo: Brasil, com 180 milhões de habitantes, uma das dez maiores economias do mundo, líder natural do MERCOSUL; Portugal, com 10 milhões; Angola, com 11 milhões; Moçambique, com 17 milhões; Cabo Verde, com 417 mil habitantes; Guiné Bissau, com 1 milhão; São Tomé e Príncipe, com 130 mil e Timor-Leste, com 175 mil (estimativas recentes), que somam variados costumes, crenças, raças, tendências políticas e que têm a lusofonia como forte laço de identidade cultural e cooperação;

AVISO - A PETICAO ENCONTRA-SE EM FASE DE COMPILACAO DAS ASSINATURAS AFIM DE SER PREPARADA A ENTREGA - PARA NOTICIAS VISITE http://portaldalusofonia.blogspot.com

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Sodade

SODADE

Quem mostra' bo
Ess caminho longe?
Quem mostra'bo
Ess caminho longe?

Ess caminho
Pa Sao Tomé

Sodade sodade
Sodade
Dess nha terra Sao Nicolau

Si bô 'screvê' me
'M ta 'screvê be
Si bô 'squecê me
'M ta ' [Original] SODADE

Quem mostra' bo
Ess caminho longe?
Quem mostra'bo
Ess caminho longe?

Ess caminho
Pa Sao Tomé

Sodade sodade
Sodade
Dess nha terra Sao Nicolau

Si bô 'screvê' me
'M ta 'screvê be
Si bô 'squecê me
'M ta 'squecê be

Até dia
Qui bô voltà

Sodade sodade
Sodade
Dess nha terra Sao Nicolau

sexta-feira, dezembro 01, 2006

2006-12-01 Comemorações do 1º de Dezembro



Durante a cerimónia comemorativa da Restauração da Independência, que teve lugar junto ao obelisco que perpetua a gesta dos conjurados de 1640, na Praça dos Restauradores, o presidente da Câmara de Lisboa, António Carmona Rodrigues, pediu à sociedade portuguesa "generosidade, ousadia, confiança e espírito de servir".

Na cerimónia, a que compareceram, para além do edil lisboeta e do presidente da SHIP, Jorge Rangel, representantes das chefias dos diferentes ramos das Forças Armadas e o Duque de Bragança, D. Duarte Pio, foram depositadas coroas de flores na base do monumento à Restauração, por alunos de diversos estabelecimentos de ensino, nomeadamente das Escolas Naval e de Polícia, das Academias Militar e da Força Aérea, do Colégio Militar, dos Institutos Militares de Odivelas e Pupilos do Exército e da Casa Pia de Lisboa.Um coro de alunos da Casa Pia de Lisboa cantou o Hino Nacional durante o hastear da Bandeira Nacional, que foi executado pela Banda do Exército, que também executou os toques de silêncio em memória de quantos tombaram pela Pátria.O presidente da Câmara seguiu depois para o Palácio Almada, no Largo de S. Domingos, sede da Sociedade Histórica da Independência de Portugal, para assinar o Livro de Honra.

Na ocasião, o presidente da SHIP, Jorge Rangel, pediu para, ao contrário de anos anteriores, em que apenas assinavam o livro as altas individualidades, todos os presentes dessem assim testemunho do seu "amor pela Pátria".A jornada terminou com uma visita a uma exposição da colecção de música do Maestro Manuel Ivo Cruz (de partituras de Hinos, Marchas e Cantos Patrióticos, sobretudo), patente numa sala do Palácio, e com a actuação, no seu Salão Nobre, do grupo coral timorense LOIK.

sexta-feira, novembro 24, 2006

«É nossa sina não caber no berço. Desde os primórdios que somos emigrantes. O português pré-histórico já era aventureiro, navegador, missionário, semeador de cultura. (…) Todos os caminhos transversais de Portugal vêm ter ao mar. Verificá-lo, é avivar na consciência a nossa razão de ser. Que nascemos para embarcar. Ou de imediato, ou na lembrança ou na imaginação.» Miguel Torga

domingo, novembro 19, 2006

Agostinho da Silva, por Paulo Borges

Centenário do Nascimento de Agostinho da Silva

"Comemora-se este ano o Centenário do nascimento de Agostinho da Silva, por iniciativa conjunta dos Governos português e brasileiro e da Associação Agostinho da Silva. Figura absolutamente ímpar da cultura luso-brasileira, Agostinho da Silva deixou, entre a sua vinda ao mundo, a 13 de Fevereiro de 1906, e a sua partida dele, no domingo da Ressurreição, em 3 de Abril de 1994, uma vida exemplar e pujante de pensamento e acção: das traduções e estudos clássicos à educação popular, da insubmissão perante o antigo regime à prisão e auto-exílio no Brasil, da fundação de universidades e centros de estudos ao aconselhamento de presidentes, governos e políticas culturais, da criação de vasta rede de amizades em todo o mundo à partilha dos recursos com os mais necessitados, do domínio de múltiplas línguas à publicação de imensa obra pedagógica, científica, literária e filosófica, da conversão da casa de Lisboa em tertúlia aberta à intensa e viva presença mediática.

Espírito livre, inconformista e original em todos os domínios, colocou as ideias e a vida ao serviço do pleno cumprimento de todas as possibilidades humanas. Em conformidade, e na linha de Luís de Camões, Padre António Vieira, Fernando Pessoa e Jaime Cortesão, intuiu a superior vocação da cultura portuguesa, brasileira e lusófona como a de oferecer ao mundo o seu espírito fraterno e universalista, contribuindo para a criação de uma comunidade ético-espiritual mundial onde se transcendam e harmonizem as diferenças nacionais, culturais, políticas e religiosas. Inspirador da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), antecipou a urgência da ética animal, bem como da consciência ecológica e ecuménica, propondo um verdadeiro diálogo inter e trans-cultural, inter e trans-religioso, entre o Norte e o Sul, o Ocidente e o Oriente, como forma de superar preconceitos e antinomias que sempre resultam em desarmonia, opressão e guerra. Pensador do terceiro milénio, é hoje referência incontornável da cultura lusófona e do debate de ideias que, num ciclo conturbado da civilização, pode promover um novo Renascimento integral e planetário"

Paulo Borges

Presidente da Comissão das Comemorações do Centenário
e da Associação Agostinho da Silva
In http://www.agostinhodasilva.pt/entrada.htm

terça-feira, outubro 31, 2006

Lula deve descobrir Lusofonia!

Entre as muitas razões que explicam a vitória de Lula nas eleições de Outubro de 2006, está o desejo cumprido de alternância democrática depois de longos anos de arbítrio: Como disse Marcos Coimbra ”O PSDB teve os oito anos de FHC e fez pouco”.Além de alargar o espaço da democracia, a alternância com Lula tinha um sentido adicional: é uma alternância de classe no sistema. O Brasil mostrava a si mesmo que uma pessoa do povo, e não das velhas oligarquias, podia ser o número um.

Lula teve que lidar com um permanente questionamento de suas qualificações. Como em tentativas anteriores de chegar à presidência, sofreu a manipulação de preconceitos e estereótipos, que tornou tão extraordinário a sua eleição. Ao tentar desqualificá-lo no passado, parte da orgulhosa elite brasileira transformou-o em símbolo mais forte. Com Lula, venceram muitos outros, afirmando-se capazes de transcender as suas origens e superar as barreiras.
Após as eleições de 2002 houve uma mudança nas atitudes dos eleitores de classe popular, apontando para o aumento de auto-estima e da confiança de que o Brasil iria melhorar.. Então a alternância se faria completa, chegando à própria ação do governo: um governo diferente, com gente diferente, fazendo coisas diferentes. Ao eleger Lula, os seus eleitores contavam com uma demora que poderia ser longa, até que ele e sua turma se familiarizassem com o poder e suas artimanhas.

A maioria da população fazia uma comparação favorável do governo Lula com os antecessores. Em áreas de ação governamental, esperava-se mais, em outras menos, mas as boas surpresas (macroeconomia, política externa) sempre foram maiores que as negativas (saúde, emprego, segurança). Não houve a crise cambial de 1999, o apagão de 2001 ou o desequilíbrio de 2002.
Para melhorar as condições de vida dos mais pobres, Lula fez até mais que muitos esperavam. O Bolsa Família é o símbolo desse compromisso, tal como os programas como o Pro-Uni, o Luz para Todos. Houve aumento do poder de compra, aumento do salário real, barateamento de produtos de consumo.

Quanto ao “mensalão, não foi capaz de matar a candidatura Lula. Aparte a frustração de muitos “formadores de opinião”, incapazes de formar qualquer opinião, o eleitorado percebia a gravidade das denúncias. Mas o eleitorado fez a ponderação de acertos e erros, chegando à conclusão que os primeiros foram maiores que os segundos, Mandar Lula de volta para casa, seria um golpe grande demais para seus eleitores. A derrota de Lula seria a admissão que não há saída fora das oligarquias.

Ainda bem que Lula ganhou, em nome da Comunidade de Nações sul- Americana, Desde Cuzco 2005 que ela existia, e a Mercosul é o seu eixo e o seu destino. Se Alckmin tivesse ganho, seria o robot da desregulemantção em nome dos interesses norte-americanos. O eleitorado braisleiro percebeu tudo isso e deu vitória esmagadora a Lula. Hão-de aparecer os intelectuais frustrados a dizer que ele beberrica e só tem o 6º ano. Pois é! Mas os intelectuais que não beberricam e são doutores é que não chegam a número 1 da governaçãoFinalmente, para nós, Portugueses, falta agora que Lula descubra mais a Lusofonia. Já o começou a fazer criando o dia da Língua Portuguesa e o respectivo Museu. Agora é preciso que descubra mais Portugal.

sexta-feira, outubro 27, 2006

UM IDIOMA "DESPREZADO" SOBE AO PEDESTAL

25 Outubro – O New York Times, em texto de Larry Rohter, debruçou-se sobre a projecção da língua portuguesa no mundo, testemunhando as cresentes atenções que estão a ser centradas no idioma. Porque merece a pena ler este texto, aqui o transcrevemos.
"Mais pessoas falam o português como língua materna do que o francês, o alemão, o italiano ou o japonês. Então, talvez seja irritante para os 230 milhões de luso-falantes que o resto do mundo frequentemente considere sua língua menor e que seus romancistas, poetas e compositores passem despercebidos. Um esforço está sendo feito no maior país do mundo a falar português para corrigir essa situação. O Museu da Língua Portuguesa, no Brasil, com apresentações multimedia e de tecnologia interactiva, propõe que os luso-falantes e sua língua podem beneficiar de um pouco de auto-afirmação e auto-propaganda. "Esperamos que este museu seja o primeiro passo para nos apresentar, exibir nossa cultura e sua importância para o mundo", disse Antonio Carlos Sartini, diretcor do museu. "Sempre faltou uma estratégia para promover a língua portuguesa, mas de agora em diante, as coisas podem tomar outro rumo."
George Bernard Shaw certa vez descreveu os EUA e o Reino Unido como "dois países divididos por uma língua comum". O mesmo poderia ser dito sobre o Brasil, com seus 185 milhões de habitantes, e Portugal, com quase 11 milhões. A questão não é o contraste entre o sotaque melífluo e musical do Brasil - "português com açúcar", nas palavras do realista Eça de Queiroz, do século 19 - e o som cortado, quase gutural de Portugal.