
Mesmo depois do Ruanda e da Jugoslávia, a Humanidade segue com a sua vida, impávida e serena, alheia aos mais de 200 mil mortos e aos mais de 2 milhões de desalojados na região de Darfur, no Sudão.
Já no Ruanda, em meados dos anos noventa, uma pequena força da ONU no terreno lutava para ganhar o apoio do Conselho de Segurança e da comunidade internacional para reforçar o seu contingente e tentar evitar o genocídio em grande escala que estava a presenciar. O general canadiano que comandava a missão falava da impossibilidade de estar num local onde corpos mutilados enchiam as ruas e nada poder fazer para impedir estes actos. A força da ONU foi no final reforçada, mas já bastante depois das atrocidades terem sido cometidas.
A mesma escala de violência (se é que a violência pode ser contabilizada) passa-se agora em Darfur, onde milhares são mortos, violados, torturados sem qualquer movimentação por parte dos media internacionais e dos agentes políticos cujo dever é defender a Causa da Humanidade e que estão vinculados, por acordos internacionais, a prevenir o genocídio, seja onde for que este aconteça.
O United States Holocaust Memorial Museum e o Google Earth aliaram esforços para tentar mostrar a extensão do problema. Ligue o Google Earth, e dirija-se à África Central, aí verá de imediato toda uma zona (ver imagem acima) que disponibiliza imagens, videos e informação sobre o que ali se passa.
Esperemos que com os mais de 200 milhões de utilizadores do Google Earth, este problema, que é nosso por que é da Humanidade, esteja presente nas acções e pensamentos daqueles que na realidade podem ajudar.









