segunda-feira, maio 14, 2007

O ERRO DA OTA e o futuro de Portugal


A resolução governamental de localizar na Ota um Novo Aeroporto de Lisboa desencadeou “o processo democrático menos transparente em Portugal no pós-25 de Abril”. A decisão de avançar com a Ota, tomada em 6 de Julho de 2005, e a sua apresentação pública, despertou o que nunca antes se vira em 30 anos de Democracia: uma discussão generalizada e transversal sobre a relação entre os custos e os benefícios dessa infra-estrutura e as suas implicações para o futuro do país. Estes debates trouxeram uma nova atenção ao território nacional e um interesse pelo seu ordenamento e defesa.
O panorama traçado pelos autores revela, em primeiro lugar, que só uma visão global do ordenamento do país nos livra do “erro da Ota”. Não está apenas em jogo decidir se o novo aeroporto de Lisboa deve ser grande e substituir o da Portela; se deve ser mais pequeno e servir os voos de Baixo Custo e combinar-se com o actual, na solução Portela +1; ou se deve haver um novo aeroporto na grande banda de território plano entre Tejo e Sado que vai desde o Campo de Tiro de Alcochete até à Marateca.
Uma vez “lido o território” resulta evidente o “erro da Ota”. A começar pela obra de engenharia. O “Ota acima de tudo” acarreta uma deficiente política nacional de transportes ferroviários. Foi uma decisão mal preparada por sucessivos governos; mal fundamentada do ponto de vista técnico; acompanhada da ocultação e da manipulação de estudos; e desacompanhada por precauções relativamente à especulação fundiária: a Ota contraria toda e qualquer normalidade de procedimentos de “bom senso”..
Este livro avança para propostas alternativas, que não podem ser definitivas mas que nem por isso são menos convincentes, pois os autores respeitam os princípios básicos de prospectiva, que introduz cenários alternativos ao planear o futuro, a fim de prever a mudança de situações e permitir respostas mais robustas. Os autores deste livro “sentem o território nacional”, têm uma visão convergente do sistema integrado de transportes, estão preocupados com a relação de custos--benefícios e consideram que o mais importante é assegurar um futuro sustentável para as populações. Por isso não receiam enunciar algumas verdades paradoxais, daquelas que os “planificadores das matrizes” não querem saber.

O livro será lançado no Palácio da Bolsa, no Porto, na próxima 4.ª feira, dia 16 de Maio 2007, às 15h

O livro foi escrito pelos Prof. Eng. António Brotas, Prof. António Barreto, Escultor Cerveira Pinto, Prof. Eng. António Diogo Pinto, Prof. Doutor Galopim de Carvalho, Arq. Carlos Sant’ana, Eng. Frederico Brotas de Carvalho, Arq. Gonçalo Ribeiro Telles, Dr. José Carlos Morais, Major General Pil. Av. José Krus Abecasis, General José Loureiro dos Santos, Judite França, Arq. Luís Gonçalves, Dr. Miguel Frasquilho, Patrícia Pires, Prof. Paulino Pereira, Dr. Pedro Quartin Graça, Eng Reis Borges, Dr. Rui Moreira, Rui Rodrigues, Eng. Teresa Maria Gamito e Dr. Vítor Bento. São provenientes de diversos quadrantes político-partidários. Alguns tiveram responsabilidades governativas. Todos falam claro, com base na autoridade dos seus conhecimentos técnico-profissionais. Em conjunto representam os diversos sectores da sociedade civil.

domingo, maio 13, 2007

Ribeiro Telles e Eduardo Lourenço Homenageados na Madeira


No âmbito do Congresso Internacional “Jardins do Mundo” que teve lugar no Funchal, nos passados dias 9-12 de Maio, foram homenageados pela organização do evento, pela Câmara Municipal do Funchal e pelo Governo Regional, o filósofo Eduardo Lourenço e o Arq. Paisagista Gonçalo Ribeiro Telles, num ambiente de reconhecimento geral pelo mérito de pessoal de ambos e pela sua trajectória de vida.

O discurso de homenagem a Eduardo Lourenço ficou a cabo de Miguel Real (Jornal de Letras), o de Ribeiro Telles foi feito por Mendo Castro Henriques, professor na Universidade Católica.
Em ambas as intervenções foi feito um retrato destes vultos do panorama intelectual e político Português que em tão larga medida contribuiram para a vida nacional, tal como a conhecemos.

Foi traçado o trajecto filosófico de Eduardo Lourenço, realçando-se a sua constatação de que o Português, no que diz respeito à sua História, é um ser imensamente idealista, tendo sido o filósofo retratado por Miguel Real como «o pensador da imperfeição portuguesa (...) o menino, o pensador que teve a coragem de dizer “O Rei vai Nu”.» - terminando o discurso com a frase «meus senhores, o Rei somos nós.».

Ribeiro Telles foi principalmente lembrado pelas suas grandes contribuições para a legislação ambiental. Mendo Castro Henriques salientou que «se temos uma Reserva Ecológica Nacional (REN), devêmo-la a Gonçalo Ribeiro Telles» e o mesmo se passa com a Reserva Agrícola Nacional entre vários outros projectos legislativos. O seu percurso político, como defensor de uma Monarquia democrática, dos valores da terra e do ordenamento do território, da protecção da natureza, entre muitas outras causas que abraçou foram também retratados detalhadamente no discurso em sua homenagem.

Ambos os homenageados agradeceram este gesto de homenagem, tendo ambos afirmado que não saberiam ter vivido a sua vida de outra forma, que tinham feito aquilo que lhes pareceu certo na altura própria.

Miguel Albuquerque, presidente da Câmara Municipal do Funchal, finalizou a noite com um breve discurso, onde salientou a importância dos elementos tradicionais e fundamentais da cultura de um povo, que são, a seu ver, imprescindíveis e devem ser preservados.

Portal do Jardim (14/05/07)

quinta-feira, maio 10, 2007

Livro: O ERRO DA OTA


A Editora Tribuna tem já no prelo, o livro «O
Erro da Ota e o Futuro de Portugal: a Posição da Sociedade Civil».

O panorama traçado pelos autores revela que não está apenas em jogo decidir se o novo aeroporto de Lisboa deve ser grande e substituir o da Portela; se deve ser mais pequeno e servir os voos de Baixo Custo e combinar-se com o actual, na solução Portela +1; ou se deve haver um novo aeroporto na grande banda de território plano entre Tejo e Sado que vai desde o Campo de Tiro de Alcochete até à Marateca. O que está em jogo exige começar por “sentir o território”; tentar perceber a geografia da região metropolitana de Lisboa; quais as potencialidades dos grandes estuários e a ligação dos corredores do Tejo e Sado; as vulnerabilidades da expansão a Norte do Tejo; a abrangência e as ameaças ambientais ao aquífero da península de Setúbal; a rede de ligações mar e terra, os portos e o transporte ferroviário e rodoviário.

Em segundo lugar, os autores deste livro rejeitam a Ota. Foi uma decisão mal preparada por sucessivos governos; mal fundamentada do ponto de vista técnico; acompanhada da ocultação e da manipulação de estudos; e desacompanhada por precauções relativamente à especulação fundiária:
rejeitam o erro da Ota que contraria toda e qualquer normalidade de procedimentos de “bom senso”.

Em terceiro lugar, aceitam que a Portela tem de ser complementada por um novo Aeroporto que deverá surgir de uma perspectiva de implementação faseada. O novo Aeroporto Internacional terá de reservar espaço de desenvolvimento para todo o século XXI. Para isso, o território em que se implanta deve ser bem compreendido, e as ligações com portos e ferrovias bem estabelecidas porque, em futuro próximo, as contingências ambientais limitarão a correcção de trajectória.

O ERRO DA OTA


Luís Gonçalves, co-autor do Livro "O Erro Da Ota E O Futuro De Portugal", a obra mais essencial a sair brevemente sobre a mais que controversa decisão do Governo; levanta 21 questões pertinentes e incómodas que o Governo certamente preferiria varrer para debaixo do tapete.
Basta ler minuciosamente as perguntas, para se perceber as razões do silêncio governamental e tendo tido acesso às questões que o Governo teima em ignorar, fizemos questão de publicar para público conhecimento e esclarecimento dos Portugueses:

· 1 – Porque é que o estudo elaborado pela ANA em 1994 (que identifica a Base Aérea do Montijo como a melhor localização para o novo aeroporto e que classifica a Ota como a pior e mais cara opção) não se encontra disponível no site da NAER?
· 2 - Porque é que o estudo elaborado pela Aeroports de Paris em 1999 (que recomenda a localização do NAL no Rio Frio e que classifica a Ota como pior opção) não justifica o facto de não ter sido sequer considerada a opção recomendada no estudo anterior?
· 3 - Porque é que todos os estudos e documentos disponibilizados, elaborados entre 1999 e 2005, incluindo o "Plano Director de Desenvolvimento do Aeroporto", tiveram como premissa a localização na Ota, considerada nessa altura como a pior e mais cara opção?
· 4 - Porque é que o documento apresentado como suporte da decisão de localização na Ota é apenas um "Estudo Preliminar de Impacto Ambiental", no qual questões determinantes para a localização de um aeroporto (operações aéreas, acessibilidades, impacto na economia) foram tratadas de um modo superficial, ou não foram sequer afloradas?
· 5 - Porque é que na ficha técnica do atrás referido "Estudo Preliminar de Impacto Ambiental" não constam especialistas na áreas da aeronáutica e dos transportes?
· 6 - Porque é que o "Estudo Preliminar de Impacto Ambiental" para o aeroporto na Ota usou os dados dos Censos de 1991 para calcular o impacto do ruído das aeronaves sobre a população, quando existiam dados de 2001 e uma das freguesias mais afectadas (Carregado) mais do que duplicou a sua população desde 1991?
· 7 - Em que documento é que são comparados objectivamente (com outras hipóteses de localização) os impactos económicos e ambientais associados à opção da Ota (desafectação de 517 hectares de Reserva Ecológica Nacional; abate de cerca de 5000 sobreiros; movimentação de 50 milhões de m3 de terra; "encanamento" de uma bacia de 1000 hectares a montante do aeroporto; impermeabilização de uma enorme zona húmida; necessidade de expropriar 1270 hectares)?
· 8 - Em que documento é que se encontra identificada a coincidência do enfiamento de uma das pistas da Ota com o parque de Aveiras da Companhia Logística de Combustíveis (a apenas 8 Km) e avaliadas as consequência de um possível desastre económico e ecológico decorrentes de desastre com uma aeronave?
· 9 - Em que documento é que se encontra a avaliação do impacto da deslocalização do aeroporto no turismo e na economia da cidade e da Área Metropolitana de Lisboa?
· 10 - Em que documento é que se encontra a avaliação do impacto urbanístico decorrente da deslocalização do aeroporto para um local a 45 km do centro da capital?
· 11 - Em que documento é que se encontra a avaliação do impacto da deslocalização dos empregos e serviços decorrente da mudança do aeroporto para a Ota?
· 12 - Em que documento é que se encontra equacionado o cenário da necessidade de construir um outro aeroporto daqui a 40 anos, quando o Aeroporto da Ota se encontra saturado?
· 13 - Que medidas estão previstas para existir uma tributação especial das enormes mais-valias que terão os proprietários dos terrenos envolventes à zona do aeroporto (e não afectados pelas expropriações) que até ao momento estão classificados como Reserva Ecológica Nacional ou Reserva Agrícola Nacional e passarão a ser terrenos urbanizáveis?
· 14 - Em que documento se encontra a explicação para ter sido considerada preferível uma localização para o novo aeroporto que "roubará" mercado ao Aeroporto Sá Carneiro em detrimento de captar o mercado de Extremadura espanhola?
· 15 - Porque é que a localização na Base Aérea do Montijo não foi sequer considerada, quando apresenta inúmeras vantagens (14 Km ao centro da cidade, posição central na Área Metropolitana, facilmente articulável com o TGV, possibilidade de ligações fluviais, urbanisticamente controlável)?
· 16 - Qual é a explicação para que a articulação entre as duas infra-estruturas construídas de raiz (Aeroporto da Ota e Linha de Alta Velocidade Lisboa-Porto) obrigue a um transbordo de passageiros numa estação a 2 Km da aerogare?
· 17 - Porque é que se optou por uma localização para o aeroporto que implicará um traçado da Rede de Alta Velocidade com duas entradas distintas em Lisboa, cada uma delas avaliada num valor da ordem de mil milhões de euros (percurso Lisboa/Carregado e Terceira Travessia do Tejo), quando um aeroporto localizado na margem Sul funcionaria perfeitamente só com a nova ponte?
· 18 - Qual é o valor do sobre-custo do traçado da Linha de Alta Velocidade Lisboa-Porto na margem direita do Tejo, por oposição ao traçado pela margem esquerda, fazendo a travessia na zona de Santarém?
· 19 - Porque é que a ligação ao Porto de Sines será construída em bitola ibérica, quando bastava que o traçado da linha Lisboa-Madrid passasse a Sul da Serra de Monfurado (um aumento de apenas 8 Km) para que fosse viável a construção de um ramal de AV para Sines (e posteriormente para o Algarve) a partir de um nó a localizar em Santa Susana (concelho de Alcácer do Sal)?
· 20 - Na análise custo-benefício do investimento da Linha de Alta Velocidade Lisboa-Porto foi considerada a concorrência do Alfa Pendular (na actual Linha do Norte), o facto de o traçado não permitir o transporte de mercadorias e a necessidade de mudança de transporte para percorrer a distância das estações intermédias aos centro das respectivas cidades (Leiria, Coimbra, Aveiro)?
· 21 - Por último, em que relatório se encontra a recomendação da Ota como melhor localização para o novo aeroporto por comparação com as outras alternativas possíveis (Rio Frio, Base Aérea do Montijo, Campo de Tiro de Alcochete, Poceirão)?

quarta-feira, maio 09, 2007

Uma Carta para o arraial do barrete frígio , Manuerl Alves

Sob o título "Aos Republicanos", o historiador João Medina publicou hoje no Jornal de Letras, uma Carta que julgo deve merecer a atenção de todos os que, como eu, entendem que a Instituição Real é a que melhor pode servir na Suprema Magistratura de um Estado verdadeiramente republicano e português.
Pedindo perdão aos seus "compatriotas de barrete frígio", João Medina vem dizer "com franqueza e sem quaisquer intuitos de desafio ou provocação, a dois anos do centenário da data da implantação da I República", "em termos simples, cordatos e benévolos": "… não creio que valha a pena preparar, oficialmente, ou mesmo em meios académicos, a celebração dum mau defunto que foi esse regime de década e meia de vigência atarantada, e que, bem feitas as contas, teve nada menos do que 47 governos que a desgovernaram por trancos e barrancos (...) de atribuladíssima e caótica duração, com muitas bernardas castrenses de permeio, sedições várias, tumultos constantes e quase sempre mais ou menos sangrentos, de atropelos à legalidade e ditaduras disfarçadas ou às escancaras, sem falar da Ditadura das Urnas, com o 'partido democrático' do dr. Afonso Costa (aquele homem de Direito que foi uma vez ao Porto, em 1902, com uma soqueira, para agredir à traição o Sampaio Bruno), mais uma participação em tudo funesta e catastrófica nos conflitos europeu e africano, e, por fim, uma degola que nos privou da Liberdade, com certa lógica fatal depois de tanta bagunça, desassossego, insensatez política e falta de implementação mínima dum regime sério de Cidadania, Educação generalizada ou Progresso material, porquanto nem se educou o povo, nem se fez de cada português um cidadão livre, nem se melhorou a vida dos portugueses".
A concluir, João Medina lança aos correligionários algumas perguntas: "Em 2010 vamos, em suma, celebrar o quê? O começo dum erro imenso e desastroso para o país que somos? A nova versão da comédia offenbaquiana da monarquia constitucional, agora em versão sanguinolenta? (...) Não seria melhor, em vez de celebrarmos o 5 de Outubro, rezarmos-lhe um responso (laico) pela pobre alma penada que ele foi? Antes isso do que comemorar uma República sem republicanos, como a nossa é."
Fazemos nossas as palavras citadas do seu balanço da I República, mas acrescentamos ao desalento das suas interrogações finais: se o que é nefasto não se celebra, pode no entanto ser comemorado com a História diante dos olhos, como aliás o historiador, o ensaísta, e Professor Catedrático da Faculdade de Letras de Lisboa, acaba de fazer nos trechos que escolhi desta Carta. Como deixou escrito D. Jerónimo Osório, nas vésperas do nefasto 1580, "A História é proveitosa para adquirir prudência, poderosa para despertar virtudes, saudável para sanear as feridas da República".

terça-feira, maio 08, 2007

Bolsas FCT


PROGRAMA CMU ( Carnegie Mellon University ) – PORTUGAL
Information and Communication Technologies Institute
EDITAL
No âmbito do Programa CMU-Portugal, gerido pelo Information and Communication Technologies Institute, a FCT abre concurso para:
Bolsas de Doutoramento mistas, a decorrer em Portugal e na CMU (Carnegie Mellon University), no âmbito de programas de doutoramento conjuntos nas seguintes áreas:
Engenharia Electrotécnica e de Computadores
Engenharia Informática/Ciência de Computadores
Tecnologia da Língua
Matemática
Mudança Tecnológica e Empreendedorismo
Engenharia e Política Publica
em temas especificados pelo Programa e divulgados no sítio da Internet, http://www.cmuportugal.org/.
Os programas de trabalho relativos às bolsas de Doutoramento, bem como os orientadores em Portugal e na CMU, serão definidos pelo Programa CMU-Portugal, pelo que se dispensa o candidato, no acto da candidatura, da apresentação do programa de trabalhos a desenvolver, do parecer do orientador e respectivo Curriculum Vitae , mas exige-se uma carta de motivação, na qual o candidato explicite as razões pelas quais pretende ingressar num destes programas doutorais e, em particular, os temas seleccionados. A bolsa só será concedida se o candidato demonstrar ter sido aceite pela CMU e por uma Universidade Portuguesa num dos programas de doutoramento.
Estas bolsas são concedidas, de acordo com o estabelecido no Estatuto do Bolseiro de Investigação (Lei nº 40/2004, de 18 de Agosto) e ao abrigo do Regulamento da Formação Avançada e Qualificação de Recursos Humanos da FCT (http://www.fct.mctes.pt/).
BOLSAS DE DOUTORAMENTO MISTAS
Estas bolsas destinam-se a licenciados ou mestres visando os temas especificados pelo Programa CMU-Portugal.
FINANCIAMENTO
As bolsas são financiadas por verbas do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.
PERÍODO DO CONCURSO
O concurso estará aberto em permanência a partir do dia 4 deMaio de 2007 até ao dia 15 de Julho de 2007, estando previstos dois ciclos de avaliação, em que o primeiro incidirá sobre as candidaturas lacradas até às 24 horas do dia 31 de Maio de 2007.
CANDIDATURAS
Podem candidatar-se a estas bolsas cidadãos nacionais e todos os portadores de título de residência em Portugal. Podem também candidatar-se cidadãos estrangeiros ou apátridas não residentes em Portugal, desde que a candidatura seja apoiada por instituições nacionais de acolhimento, signatárias do Acordo para a Cooperação Internacional em Ciência e Tecnologia e Ensino Superior, celebrado com a Fundação para a Ciência e a Tecnologia, no âmbito do Programa CMU-Portugal.
Aos candidatos a Bolsas de Doutoramento, que tenham tido idêntico tipo de bolsa no âmbito de outros programas da responsabilidade da FCT, é contado esse tempo para efeitos da duração máxima da bolsa.
AVALIAÇÃO
A avaliação tem essencialmente em conta o mérito e a motivação do candidato. Os paineis de avaliação, apreciarão as candidaturas correspondentes, ponderando os elementos de apreciação e produzindo uma lista ordenada de candidatos.
REGULAMENTO
O regulamento está disponível na Internet, durante o período do concurso, em http://www.fct.mctes.pt/formacao.
ENTREGA DE CANDIDATURAS
As candidaturas devem ser submetidas electronicamente através dos sítios http://www.fct.mctes.pt/bolsas/concursos ou http://www.cmuportugal.org/, a partir do dia 4 de Maio de 2007.
Não são aceites candidaturas submetidas por outros meios .
Esta submissão deve ser acompanhada pelo envio dos certificados de habilitações e cartas de referência.
Esta documentação em papel deverá ser enviada por correio ou entregue em mão, num envelope fechado, endereçado a:
Programa CMU-Portugal a/c Drª Claudia OliveiraFundação para a Ciência e a TecnologiaAv. D. Carlos I, 126, 2º1249-074 LISBOA

Bolsas FCT

CONCURSO PARA A ATRIBUIÇÃO DE BOLSAS DE MESTRADO, DOUTORAMENTO E PÓS-DOUTORAMENTO
Com o intuito de promover a mobilidade de alunos de mestrado, doutoramento bem como de investigadores entre Portugal e os países da EEA/EFTA e com o objectivo de apoiar a investigação e a inovação e incrementar a existência de recursos humanos altamente qualificados em Portugal, a FCT abre concurso para a atribuição de bolsas de Mestrado, Doutoramento e Pós-Doutoramento nas áreas das Ciências Biológicas, do Mar, do Ambiente bem como da Saúde, até ao máximo de 12 bolsas.
CANDIDATOS
São elegíveis os investigadores bem como os alunos de mestrado e doutoramento que pretendam desenvolver os seus trabalhos de investigação numa instituição de acolhimento localizada num país pertencente à EEA/EFTA (Islândia, Liechtenstein ou Noruega) .
LEGISLAÇÃO
O presente concurso encontra-se abrangido pelo Estatuto do Bolseiro (Lei nº 40/2004, de 18 de Agosto) e pelo Regulamento da Formação Avançada de Recursos Humanos da FCT, que poderão ser consultados em http://www.fct.mctes.pt/pt/apoios/bolsas/regulamentos.
PERÍODO DE CONCURSO
O concurso está aberto no período de 23 de Abril a 8 de Junho de 2007. As candidaturas terão de ser lacradas até às 24 horas do dia 8 de Junho de 2007 e as bolsas poderão ter início a partir do dia 1 de Outubro de 2007. As candidaturas devem ser submetidas electronicamente em http://www.fct.mctes.pt/bolsas/concursos.
Não são aceites candidaturas submetidas por outros meios.
AVALIAÇÃO
A avaliação é efectuada por um Painel de Avaliadores independente nomeado sob proposta da Fundação para a Ciência e a Tecnologia. Serão tidos em conta os méritos do candidato e do plano de trabalho bem como das condições de acolhimento do bolseiro.

PETIÇÃO NACIONAL CONTRA A TRANSLADAÇÃO DE AQUILINO RIBEIRO PARA O PANTEÃO NACIONAL


Caros amigos,

Convido-vos A TODOS E A CADA UM, para assinarem a petição para mostrarmos todos a nossa indignação por Aquilino Ribeiro ser transladado para o Panteão Nacional:

- Quem quiser saber mais informações sobre Aquilino Ribeiro, consulte o site oficial do Fórum da Democracia Real, em: www.forum-democracia-real.org

- Para assinar a petição, basta clicar no seguinte link: http://www.petitiononline.com/aq2007/petition.html

Temos que reunir no mínimo 4000 assinaturas. Conto com todos vós!!!

Abraço a todos,

David Garcia
Presidente do FDR.

segunda-feira, maio 07, 2007

OTA: A Verdade Escondida na Heráldica


Vejo, no brasão da freguesia da Ota, uma preocupante premunição:

Bem ao centro e na diagonal, uma "pista" estende-se evidenciando os planos para um aeroporto, mas logo ladeada pelo grave aviso, no lado esquerdo, dos "terrenos pantanosos" que caracterizam a localização.

O resultado da "profecia"? Esse é indicado pelo "objecto voador" no canto superior direito que, qual "ave metálica" em pânico, se aproxima rápida e perigosamente na nossa direcção, por não ter onde aterrar.

Sobre as regras da estupidez sofisticada, por João César das Neves (DN 18/07/2005)

Há quem diga que ter um aeroporto no meio da cidade é um pouco estúpido. Mas, nos raros casos em que ele existe, destruí-lo e construir outro a dezenas de quilómetros é uma estupidez muitíssimo maior. Se alguém, por estar cheio de sede, partisse o copo exigindo um grande, seria muito idiota. Aquilo que é estúpido com copos, é muito mais estúpido com aeroportos.

A planeada construção do aeroporto da Ota é, sem dúvida, um monstruoso disparate. Mas ela possui uma característica muito particular, que a arruma numa classe bem especial de disparates. Trata-se de uma estupidez apoiada por vários estudos eruditos e muitas pessoas inteligentes e bem-intencionadas. Trata-se, portanto, de uma "estupidez sofisticada", daquelas que constituem a elite, não tão pequena quanto se pensa, do populoso conjunto da asneira.

Possuímos há muitos anos As leis fundamentais da estupidez humana, formuladas pelo grande historiador económico Carlo Cippola (editado em português em Allegro ma no troppo, Celta Editora, 1993). O autor define "Uma pessoa estúpida é uma pessoa que causa um dano a outra pessoa ou grupo de pessoas, sem que disso resulte alguma vantagem para si, ou podendo até vir a sofrer um prejuízo" ( op. cit. p. 60). Esta teoria, de grande actualidade, exige uma extensão importante.

Para além da estupidez natural, principal fonte da vasta burrice mundial, existem também actos estúpidos feitos por pessoas inteligentes e cultas. É aquilo a que podemos chamar a "estupidez sofisticada". Esta realidade é fácil de detectar nos vários campos da estultícia humana. Uma pessoa estúpida cai no "conto do vigário", mas é estupidez sofisticada cair numa bolha especulativa da Bolsa. Historicamente, temos estupidez natural em batalhas como Alcácer Quibir e Little Big Horn, e estupidez sofisticada na campanha da Rússia de Napoleão (a de Hitler cai no primeiro grupo) ou na recente guerra do Iraque. Na política actual há, por exemplo, pessoas estúpidas fazendo manifestações contra a globalização, condenando o que não entendem nem podem alterar. Mas existe estupidez sofisticada na PAC ou no lançamento da Constituição Europeia.

No nosso país, foi estupidez natural participar na I Guerra Mundial, e estupidez sofisticada tentar criar o "espaço económico português" do Minho a Timor. Se nos limitarmos ainda mais ao campo específico dos "elefantes brancos", detecta-se acção de pessoas estúpidas nos estádios do Euro 2004, e estupidez sofisticada em obras como o complexo de Sines, o Alqueva e agora a Ota e também o TGV.

Se a questão da estupidez natural está bem estudada, a estupidez sofisticada é muito mais complexa. Como podem tantos especialistas conceituados e bem-intencionados, tantas análises complexas e elaboradas resultar numa parvoíce tão evidente? Se o aeroporto da Portela está a ficar cheio, faz sentido adaptar um outro para o complementar, mas não substituí-lo, como se fosse um fósforo gasto.

Este caso permite ilustrar bem as regras que comandam a estupidez sofisticada, muito diferentes das da estupidez natural. Aqui, tal como nos exemplos referidos, alguns traços essenciais ressaltam claramente. Primeiro existe uma dose elevada de arrogância, a pior fraqueza dos especialistas. Depois há interesses instalados com grande poder de influência, que beneficiam muito com a decisão. Existe ainda, e sempre, um mito abstracto que suporta a estupidez. Neste caso, o sonho de que o aeroporto promova o crescimento do País, quando afinal só fará crescer a imigração. Finalmente, existe triunfo garantido para o ministro que anuncia o investimento, o qual estará longe quando o futuro revelar a dimensão do disparate.

Os nossos filhos vão enfurecer-se com a estupidez do aeroporto da Ota. Mas isso não é extraordinário. Hoje, os passageiros da Gare do Oriente, em Lisboa, gelam no Inverno e assam no Verão debaixo da belíssima estação criada pelo grande arquitecto Santiago Calatrava. Possuímos uma das mais elegantes e estúpidas estruturas de toda a Europa.

Um comentario do Sorumbático

... Joaquim Pina Moura, o conhecido político, lutador revolucionário,
opositor ao antigo regime, ministro das finanças, administrador de
multinacional, e que é agora o administrador da Média Capital (que
controla a maior estação de televisão portuguesa, a TVI) seria
certamente o rosto adequado.

De pouco adianta, falar sobre a verticalidade e a honestidade de tão
elevada pessoa, que nos corredores do Largo do Rato, é por muitos
acusado de ser capaz de vender a própria Mãe, se o preço for certo e
as condições adequadas.

De nada vale falar sobre a verticalidade intocável de Pina Moura (como
não vale a pena falar sobre a verticalidade dos irmãos metralha), nem
vale a pena falar sobre a sua profundidade intelectual, que é
equiparável à do Pato Donald.

Todos sabemos ao que vem Pina Moura, como outros que antes dele,
beneficiaram do dinheiro estrangeiro para facilitar a compra de
Portugal, o amolecimento das suas gentes, desde os escalões mais
baixos aos mais altos da administração pública.

Pina Moura, é evidentemente o homem dos espanhóis e quem tivesse
dúvidas, provavelmente já não as tem.

Manso, viscoso, bem falante, contemporizador e a tresandar a perfume
caro, para esconder o facto de não ter o hábito de tomar banho, Moura
é o tipico "portuga" seboso que pensa primeiro no bolso, e só depois
no resto, doa a quem doer e lixe-se quem se lixar. Moura, é o típico
Dantas de Eça de Queiroz, com a provável falta da brilhantina.

Se isso era evidente quando a multinacional espanhola Iberdrola o
contratou, para assim facilitar o seu acesso à organização comercial
de "loby" que tem sede no Largo do Rato em Lisboa, mais evidente é
agora, depois que os espanhóis convenceram Pais do Amaral (outra
Madalena, não arrependida) a entregar o controlo do grupo
Media-Capital, ao grupo maçonico-iberista «PRISA» cujos promotores
estão entre aqueles que pretendem criar a Grande Pátria Hispana,
agregando Portugal, como apêndice adicional, na política final de
conquista empreendida pelos espanhóis, desde que Franco iniciou a
chamada política de promoção da «Hispanidad » que tem como um dos seus
objectivos assassinar Portugal, transformando-o num apêndice da grande
Pátria Castelhana.

Durante muito tempo, os planos dessa corja de espanhóis que odeiam
Portugal, foram progredindo mais ou menos encapotados, porque o pudor
de alguns dos portugueses que colaboraram com a Máfia "Polanquina"
ainda os impedia de abertamente mostrar ao que vêm, demonstrando o seu
ódio por tudo o que é português.

Podemos afirmar que o fim do pudor, começa com José Saramago, cujo
prémio Nobel foi alegadamente comprado a peso de Ouro pelo grupo
PRISA. Saramago foi dos primeiros a perder a vergonha e a falar pela
voz do novo dono.

É do interesse da Patria Hispana, do grupo PRISA e dos Franquistas
espanhóis que se escondem no Partido Socialista espanhol (como muitos
salazaristas se esconderam no Partido Socialista em Portugal) que
sejam os próprios portugueses a criticar, a apoucar, a ridicularizar e
a humilhar o seu próprio país.

Como nos processos de destruição e Étnocício que a Patria Hispana
promoveu na Peninsula Ibérica, contra galegos, catalães e bascos, é
preciso que os portugueses tenham de si a pior imagem possível, como
acontece presentemente com a maioria dos galegos, que têm até vergonha
de dizer de onde vêm, e que se ridicularizam com anedotas, para serem
aceites pelos castelhanos.

Saramago, o comunista defensor confesso de ditaduras criminosas e
agente da censura em 1974/1975 enquanto ocupou funções de censor e
comissário político no Diário de Noticias, onde o seu lápis vermelho
assassinava as consciências que dele discordavam, começou a vomitar
aquilo que são as suas já tradicionais diatribes contra Portugal e
contra os portugueses, afirmando que o país está decadente, ou não
fosse ele próprio um sinal dessa decadência, um bolsa pútrida de pus
fétido, que brota da ilha de Lanzarote para nos sujar e conspurcar.

A última declaração de Saramago, afirmando que Portugal já não tem
razão de existir, é aliás demonstrativa disso.

Como Saramago, (embora a outro nível), o novo Cristovão de Moura, e
muitos outros, estão seduzidos pelas "Luces" da capital castelhana,
elevados temporariamente (e enquanto forem úteis) ao estatuto de
"astros" enquanto Portugal existir e lhes puder colocar problemas aos
seus planos xenófobos.

O grupo PRISA, continua a sua imparável subida para o poder absoluto,
controlando, chantageando jornalistas e utilizando todo o tipo de
pressões legítimas e ilegítimas para controlar a "sua" verdade,
especialmente na América Latina, onde a não existência de entidades
reguladoras fortes, permite ao grupo de Polanco, impor o seu Diktat.

Em Espanha, a pressão do grupo PRISA atingiu um nível tão elevado
mesmo sobre os seus próprios correligionários do PSOE da linha de
Zapatero, que segundo a imprensa daquele país, o actual primeiro
ministro se prepara para criar condições para o aparecimento de um
novo grupo de comunicação social também controlado pelo PSOE, mas que
seja menos poderoso, menos interventor e menos influente.

O controlo da TVI pelos espanhóis, porque Pina Moura não será –
exactamente como na Iberdrola - mais nada que um palhaço bem pago, é
uma (mais uma) machadada profunda em Portugal e na Ideia de Portugal.

A estação de TV, que nasceu cristã e acaba maçónica, mas que manterá a
sua característica principal.

A toda a hora, nos seus blocos de notícias, a TVI transmite e
transmitirá cada vez mais, peças a mostrar todos os problemas do país,
todos os nossos pobres, todos os nossos mendigos, todos os nossos
órfãos, todos e cada um deles terão pelo menos os seus 5 minutos de
fama e de audiência na TV da Pátria Hispana.

Mas a transmissão de notícias sobre todos os podres e todas as
desgraças - como se o país fosse apenas um mar de desgraças – será
entremeada por notícias sobre os grandes triunfos da Espanha, essa
grande nação, luz do Sol na terra, qual União Soviética para Alvaro
Cunhal. Essa Pátria comum de todos os Espanhóis – e os portugueses são
espanhóis por direito.

A seguir, como já tem acontecido, dá-se a entender que se fossemos
espanhóis, automaticamente desapareceriam as noticias sobre a miséria,
os podres portugueses, para imediatamente sermos todos ricos e
anafados, hablando la hermosa habla hispana.

Não importa se a Espanha também tem pessoas a morrer de fome pelas
ruas (como aconteceu há pouco na Galiza), não importa que os
portugueses sejam explorados como cães e tratados como animais de
carga pelas empresas espanholas, só porque são, E ESPECIALMENTE PORQUE
SÃO portugueses. Não importa que os espanhóis nos odeiem por razões
étnicas e históricas. Nada disso importa.

A TVI, fará os possíveis para nos fazer uma limpeza cerebral.

Para isso recorrerá a todos os meios, legais ou ilegais, morais ou
imorais, mostrará pedofilia e prostituição, inventará escândalos se
for necessário .

À sua frente, estará um novo Cristovão de Moura, um homem com "h" pequeno, e sem qualquer tipo de escrúpulos honradez ou moral. Por detrás está o dinheiro interminável do tenebroso grupo PRISA, do Franquismo disfarçado e do imperialismo da Pátria Castelhana. Uns e outros estão unidos por objectivo muito simples:

DESTRUIR A NOSSA CULTURA

VARRER PORTUGAL DO MAPA

APAGAR PORTUGAL DOS LIVROS DE HISTÓRIA

De: José Silva - "Onde está a economia?


Empresários em Portugal - Siga o link

Marcas a Norte ():

Marcas do Centro ():

Marcas da região de Lisboa ():

Adicionalmente:

  • - Moldes: Centrados em Leiria e Oliveira de Azemeis
  • - PT: Lisboa; PT Inovação: Aveiro
  • - Texteis Lar e tecidos técnicos: Norte
  • - Sonae Sierra- www.sonaesierra.com -Porto e Lisboa


JUVENTUDE, por Nuno Markl

Em conversa com o irmão mais novo de um amigo, cheguei a uma triste conclusão. A juventude de hoje, na faixa que vai até aos 20 anos, está perdida. E está perdida porque não conhece os grandes valores que orientaram os que hoje rondam os trinta.

O grande choque, entre outros nessa conversa, foi quando lhe falei no Tom Sawyer. "Quem? " , perguntou ele. Quem?! Ele não sabe quem é o Tom Sawyer! Meu Deus... Como é que ele consegue viver com ele mesmo?

A própria música: " Tu que andas sempre descalço, Tom Sawyer, junto ao rio a passear, Tom Sawyer, mil amigos deixarás, aqui e além... " era para ele como o hino senegalês cantado em mandarim.

Claro que depois dessa surpresa, ocorreu-me que provavelmente ele não conhece outros ícones da juventude de outrora.

O D'Artacão, esse herói canídeo, que estava apaixonado por uma caniche;

Sebastien et le Soleil, combatendo os terríveis Olmecs;

Galáctica, que acalentava os sonhos dos jovens, com as suas naves triangulares;

O Automan, com o seu Lamborghini que dava curvas a noventa graus;

O mítico Homem da Atlântida, com o Patrick Duffy e as suas membranas no meio dos dedos;

A Super-Mulher, heroína que nos prendia à televisão só para a ver mudar de roupa (era às voltas, lembram-se?);

O Barco do Amor, que apesar de agora reposto na Sic Radical, não é a mesma coisa. Naquela altura era actual ...

E para acabar a lista, a mais clássica de todas as séries, e que marcou mais gente numa só geração: O Verão Azul. Ora bem, quem não conhece o Verão Azul!!! ... Quem não chorou com a morte do velho Shanquete, não merece o ar que respira. Quem, meu Deus, não sabe assobiar a música do genérico, não anda cá a fazer nada.

Depois há toda uma série de situações pelas quais estes jovens não passaram, o que os torna fracos. Ele nunca subiu a uma árvore! E pior, nunca caiu de uma. É um mole. Ele não viveu a sua infância a sonhar que um dia ia ser duplo de cinema. Ele não se transformava num super-herói quando brincava com os amigos. Ele não fazia guerras de cartuchos, com os canudos que roubávamos nas obras e que depois personalizávamos.

Aliás, para ele é inconcebível que se vá a uma obra. Ele nunca roubou chocolates no Pingo-Doce. O Bate-pé para ele é marcar o ritmo de uma canção. Confesso, senti-me velho...

Esta juventude de hoje está a crescer à frente de um computador. Tudo bem, por mim estão na boa, mas é que se houver uma situação de perigo real, em que tenham de fugir de algum sítio ou de alguma catástrofe, eles vão ficar à toa, à procura do comando da Playstation e a gritar pela Lara Croft.

Óbvio, nunca caíram quando eram mais novos. Nunca fizeram feridas, nunca andaram a fazer corridas de bicicleta uns contra os outros. Hoje, se um miúdo cai, está pelo menos dois dias no hospital, a levar pontos e a fazer exames a possíveis infecções, e depois está dois meses em casa a fazer tratamento a uma doença que lhe descobriram por ter caído. Doenças com nomes tipo " Moleculum infanticus " , que não existiam antigamente.

No meu tempo, se um gajo dava um malho nem via se havia sangue, e se houvesse, não era nada que um bocado de terra espalhada por cima não estancasse. Eu hoje já nem vejo as mães virem à rua buscar os putos pelas orelhas, porque eles estavam a jogar à bola com os ténis novos. Um gajo na altura aprendia a viver com o perigo. Havia uma hipótese real de se entrar na droga, de se engravidar uma miúda com 14 anos, de apanharmos tétano num prego enferrujado, de se ser raptado quando se apanhava boleia para ir para a praia. E sabíamos viver com isso.

Não estamos cá? Não somos até a geração que possivelmente atinge objectivos maiores com menos idade? E ainda nos chamavam geração "rasca"... Nós éramos mais a geração "à rasca", isso sim. Sempre à rasca de dinheiro, sempre à rasca para passar de ano, sempre à rasca para entrar na universidade, sempre à rasca a ver se a namorada estava grávida, sempre à rasca para tirar a carta, para o pai emprestar o carro.

Agora não falta nada aos putos. Eu, para ter um mísero Spectrum 48K, tive que pedir à família toda para se juntar e para servir de prenda de anos e Natal, tudo junto.

Hoje, ele é Playstation, PC, telemóvel, portátil, Gameboy, tudo. Claro, pede-se a um chavalo de 14 anos para dar uma volta de bicicleta e ele pergunta onde é que se mete a moeda, ou quantos bytes de RAM tem aquela versão da bicicleta. Com tanta protecção que se quis dar à juventude de hoje, só se conseguiu que 8 em cada dez putos sejam cromos. Antes, só havia um cromo por turma. Era o tóto que levava porrada de todos, que não podia jogar à bola e que não tinha namoradas. É certo que depois veio a ser líder de algum partido, ou gerente de alguma empresa de computadores, mas não curtiu nada.

Hoje, se um puto é normal, ou seja, não tem aparelho nos dentes, as miúdas andam atrás dele, anda de bicicleta e fica na rua até às dez da noite, os outros são proibidos de se dar com ele.

sábado, maio 05, 2007

Todos a embarcar!

Dia 16, Quarta-feira, 18h, Livraria Bulhosa, a Entrecampos, Lisboa
Lançamento do livro “Uma viagem…  no Creoula, até aos ‘picos’ dos Açores”

De Teresa Maria Gamito

Poetas na Surrealidade em Estremoz

Mais pormenores sobre o lançamento desta obra coordenada por Nicolau Saião, podem ser encontrados aqui.
Com uma cidade assim, tinham que ser surrealistas!

quinta-feira, maio 03, 2007

GAYS e CENTENÁRIO DA REPÚBLICA, por António Brotas

02/05/2007

A avaliar pela notícia publicada no DN, de 30 de Abril, sob o título : "Casamentos 'gay' para celebrar a República" sobre um pré-programa para celebração do centenário da República elaborado por um grupo presidido pelo Professor Vital Moreira, este ilustre constitucionalista aparentemente não percebeu que o casamento entre homosexuais não interessa unicamente aos homosexuais, mas sim a toda a comunidade, por mudar a natureza de um contrato em vigor, que esta na base da constituição das famílias, o casamento, que na sua essência é, e sempre foi, em todas as Civilizações, um contrato entre pessoas de sexos diferentes.

Convém que a legislação se adapte à evolução dos costumes e, possivelmente, é a altura dos deputados portugueses começarem a pensar na criação de um pacto entre pessoas de sexos diferentes ou do mesmo sexo que queiram viver em comum e queiram ter um estatuto reconhecido pela sociedade, como é o caso, por exemplo, dos PACSs em França, registados nas Mairies.

Se deputados partidários do casamento de homosexuais não se satisfizerem com este tipo de contrato, poderão sempre propor na Assembleia da República que se realize um referendo sobre o assunto. Têm toda a legitimidade para o fazer, sobretudo se tiverem indicado este seu propósito nos seus programas eleitorais antes de serem
eleitos. Se a sua proposta for aceite, o País decidirá.

A Assembleia da República existe para representar o Povo Português e legislar em seu nome e tem toda a legitimidade para o fazer sempre que estiver convicta de que interpreta a sua vontade profunda. Não será o caso se aprovar, como parece desejar o Professor Vital Moreira, uma lei que altera toda uma situação existente, evitando referendá-la, exactamente, por saber que a maioria da população muito provavelmente a rejeitaria.

Aprovar uma lei nestas condições, é um abuso.

E usar esta distorção da Democracia para comemorar a República, é um insulto aos que fizeram a República e a continuaram e souberam - mas com outros motivos - despertar esperanças e entusiamos do Povo Português, a que muitas vezes se seguiram periodos de recuos e desânimos.

E é uma cegueira política pretender com ela "dar um impulso para reformas legislativas e medidas políticas que completem aspectos inacabados do projecto republicano", por não ver que os recuos e os aspectos inacabados do projecto republicano que nos atingem a todos são outros, e que são outros os objectivos que nos podem mobilizar para ter novas esperanças e não um problema que tem evoluido e pode (e deve) dar passos em frente, mas não impondo alterações bruscas ao País sem o ouvir.

terça-feira, maio 01, 2007

A língua portuguesa vai mudar





A língua portuguesa vai mudar, para que seja escrito de uma única forma nos oito países que adotam este idioma: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa foi proposto em 1990. Cinco dos oitos paises membros da CPLP já tinham assinado o documento. Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe assinaram recentemente. Serão cerca de 40 mudanças, entre elas estão o alfabeto com 26 letras (atualmente são 23), com a inserção do “k”, “w” e “y”, e o fim do trema (permanece apenas em nomes próprios e derivados). O português é a terceira língua mais falada no mundo ocidental, por mais de 250 milhões de pessoas, atrás apenas do inglês e espanhol.
Assim que receberem as novas regras ortográficas, os ministérios da educação, academias de letras, editores e produtores de material didático iniciarão o processo de adequação do idioma. As mudanças acontecerão porque existem duas ortografias e isso dificulta a divulgação do idioma e a sua prática.
Com as modificações acertadas, calcula-se que a escrita no Brasil terá 0,45% de alteração. Em Portugal, estima-se uma mudança de 1,6% do vocabulário escrito. Apesar das mudanças ortográficas, serão conservadas as pronúncias típicas de cada país.
Um dos maiores defensores da unificação da escrita da língua foi o filólogo Antônio Houaiss. Ele era o representante brasileiro nas negociações com Portugal sobre as alterações no idioma. Faleceu em 1999, sem conseguir ver o resultado do seu trabalho.
O português também é falado na antiga Índia portuguesa (Goa, Damão, Diu e Dadra e Nagar Haveli), além de ser uma das línguas oficiais da União Européia e do Mercosul.
(artigo jà escrito com as modificações A INTRODUZIR)

quinta-feira, abril 26, 2007

A DESGRAÇA DO ENSINO DA HISTÓRIA NAS NOSSAS ESCOLAS E A FALTA DA CULTURA DE CIDADANIA


Como recém-licenciado em História o que eu tenho notado ao longo da minha formação, não só desde o tempo da Escola Básica e/ou Secundária e pela fase Académica, é que de facto, a História seja ela de Portugal ou do Mundo não trata com o rigor que lhe é exigido os acontecimentos históricos e as análises político-económicas extremamente importantes para compreender as épocas que se estudam.

A partir do 10.º ano de Escolaridade, em História, fala-se:
- da Grécia Antiga – pouco ou nada se fala dos acontecimentos políticos da época, passando apenas pela "fronha" uma Análise ao sistema política Ateniense, à cultura e claro à arquitectura;
- da Roma Antiga – seguindo praticamente o mesmo como a Grécia Antiga.

De seguida, faz-se um salto para a Idade Média e o Império Carolíngio. Ninguém explica como é que caiu o Império Romano, ninguém explica como é que durante ainda bastante tempo tivemos um Império Romano do Ocidente e um Império Romano do Oriente - este que caiu em 1453, com a tomada de Constantinopla pelos Turcos Otomanos.
O Império Carolíngio é retratado apenas numa questão social, pouco política.
De repente fala-se da Formação de Portugal, esquecendo completamente a Formação do Território, liderada pelos Reis. Preferindo os autores dos manuais, falarem da ocupação do território e das Leis das Sesmarias assim do nada, sem dar a perceber ao estudante a razão pela qual foi tão importante essa lei na época do Reinado de Dom Fernando I.
O Fim da Idade Média seja na Europa, seja em Portugal é falado de uma forma extremamente superficial. Fala-se da Peste Negra, mas não há uma unica página a falar da Grande Guerra dos 100 anos que opôs o Reino de França ao Reino de Inglaterra. Ninguém fala das Invasões Vikings e Muçulmanas, como seria da obrigação dessa gente, ainda nos séculos VIII, IX e X. Não há um fio condutor da História.

Quando chegamos ao 11.º ano de Escolaridade, em História, fala-se do Renascimento, mas nunca se falou da formação dos diversos Estados Italianos -Republicas, Principados e os Estados Papais. Assim como ninguém sabe o que foi o Grande Cisma do Ocidente.
Fala-se do surgimento do Protestantismo, mas ninguém fala das Guerras Religiosas, nem da mais importante que foi a Guerra dos 30 anos!
A Restauração da Independência de Portugal é praticamente esquecida, assim como se fala muito pobremente da Expansão Portuguesa e da Formação do nosso Império.
Dá-se mais importância à formação dos Impérios Holandês e Inglês e Francês. Ninguém fala da Guerra dos 7 anos assim como a Independência dos Estados Unidos da América ficou por falar. Fala-se da Revolução Francesa, mas a Revolução Liberal Portuguesa só tem direito a meia dúzia de linhas. Contudo fala-se da Guerra Civil entre Liberais e Absolutistas, mas ninguém explica o que foi a Monarquia Constitucional Portuguesa em termos políticos, mas só se fala do Atraso Industrial em comparação às Outras potências Europeias. Ninguém fala dos Impérios coloniais no Oriente e a resposta Japonesa com a Era Meiji- esta que só tem direito a meia dúzia de linhas.
São praticamente também esquecidas as Independências da América Latina.

No 12.º ano, em História os alunos começam o seu programa com a Revolução Industrial, falam das crises cíclicas do Capitalismo, mas esquecem-se completamente da riqueza política que foram os acontecimentos que varreram a Europa e Portugal no século XIX. Fala-se do surgimento das Ideias Marxistas, o Socialismo no seu esplendor, mas ninguém sabe o que foi a Comuna de Paris de 1871.
Assim como ninguém fala da Guerra Franco-Prussiana, que foi a origem da I Guerra Mundial.
Em relação a Portugal nos princípios do século XX. Fala-se da queda da Monarquia deliberadamente. Uma autêntica propaganda ao Regime Republicano. Os reinados de Dom Luís e de Dom Carlos são completamente esquecidos em termos políticos e não só. Fala-se do avanço dos ideais republicanos. Fala-se do Regicídio. Mas o reinado de Dom Manuel II é completamente esquecido.
Surge a I Republica e a propaganda republicana aí está no seio auge.
Em termos internacionais fala-se da I Guerra Mundial, fala-se da Revolução Soviética. A Crise da década de 30 e a ascensão dos regimes Fascista e Nazi na Itália e na Alemanha. A II Guerra Mundial e, claro posteriormente a Guerra-fria. O milagre Japonês e a Descolonização.
Em relação a Portugal faz-se uma análise ao Estado Novo – II Republica, mas assim que se chega ao 25 de Abril, mais uma vez a propaganda deste regime actual é notória. Tudo o que foi da II Republica foi péssimo, nada deixou que se aproveitasse. Mas com a III Republica, naturalmente tudo muda de figura. Será que intenção é propagandear para manter o status quo? Talvez....
Fala-se da criação da CEE e União Europeia como as salvadoras da Pátria.

Mas depois de tudo isto. Sem um fio condutor e racional, como é que querem que os Estudante percebam de História? Como é que ficam admirados com a tamanha ignorância que notícias, falem de estudantes que digam que Salazar como "Rei de Portugal"? Como é que há falta de rigor pedagógico? Porquê que os alunos não têm História de Portugal no Secundário ou ainda no Ensino Básico? Compreende-se que seja importante também conhecer a História Mundial para percebermos a época em que vivemos, mas é inaceitável não haver uma disciplina de História de Portugal seja no Ensino Básico seja no Ensino Secundário. Podia haver História Universal no Ensino Básico e História de Portugal no Secundário ou vice-versa. ESCOLHAM!

Como é que podem achar graça a tamanha ignorância? Este país está a viver a Era dos "Morangos com Açúcar". A Ignorância é atroz. A despreocupação é assustadora. Dá-se mais importância aos movimentos de cultura urbana como o Hip Pop, origem muitas vezes de comportamentos completamente desajustados à sociedade, onde se sustêm ideais inconformistas e revoltantes - origem de comportamentos criminais, como assaltos a supermercados, centros comerciais, a casas das pessoas, em transportes públicos, já para não falar da poluição dos grafitis em tudo quanto é sítio, incluindo monumentos nacionais, património Histórico da Memória do Nosso Povo.

E assim vai Portugal. Num clima total de irresponsabilidade social. Falta de civismo. Falta de educação nas escolas, onde vemos professores a serem agredidos pelos próprios alunos. Falaram em liberdade há 33 anos, mas não ensinaram ainda às novas gerações o civismo e respeito pelo próximo. As pessoas não perceberam ainda, que a liberdade de um acaba quando começa a liberdade dos outros.

É preciso e urgente responsabilizar a sociedade. Ter um sistema penal eficaz que puna os alunos que desrespeitam os professores e que os responsabilizem por aquilo que é Seu Dever, enquanto aluno. Que é aprender e formar-se para a vida!

Voltando um pouco atrás, voltando ao dramático Ensino da História, é fundamental que se revejam os programas que se ensine a História de modo racional com um fio condutor que faça com que os alunos efectivamente percebam o que estão a estudar. E que nunca mais se oiçam asneiras como aquela do Salazar ter sido "rei de Portugal".

sábado, abril 21, 2007

Alguns conselhos básicos sobre televisão

Com base em Marshall McLuhan, Eric Voegelin e Alain de Benoist aqui ficam alguns conselhos básicos sobre televisão. Não são um lamento intelectual; são a constatação de regras de jogo
  • O meio é a mensagem
  • O espectáculo é a regra
  • É a televisão que olha para as pessoas (não ao inverso)
  • A publicidade tornou-se o paradigma das linguagens de comunicação
  • Excesso de informação é igual a falta de informação
  • As únicas boas notícias são os anúncios
  • Antes tínhamos a proibição de respostas, agora temos a proibição de perguntas

quinta-feira, abril 19, 2007

Reformas: como, quem e para quem?


Reforma do Estado
· Proposta de vínculos, carreiras e remunerações da Administração Pública

O Conselho de Ministros de 19 de Abril aprovou, para negociação e consultas, a proposta de Lei dos regimes de vinculação, de carreiras e de remunerações dos trabalhadores que exercem funções públicas. Cria-se, assim, um novo sistema de gestão dos recursos humanos, em estreita relação com a gestão global dos serviços públicos, subordinada aos objectivos, aos planos de actividades e aos orçamentos aprovados. Estabelecem-se duas modalidades de vinculação (nomeação e contrato de trabalho) e consagra-se a comissão de serviço. Simplifica-se o regime de carreiras, fundindo as carreiras gerais em três, e de remunerações, consagrando uma tabela única.

· Serviços da Função Pública passam a ser avaliados
O Governo aprovou para negociação e consultas, a proposta de Lei do sistema integrado de gestão e avaliação do desempenho da Administração Pública (Siadap), que, pela primeira vez, se aplica ao desempenho dos serviços, dos respectivos dirigentes e demais trabalhadores, concretizando uma concepção integrada dos sistemas de gestão e avaliação, permitindo alinhar, de uma forma coerente e harmoniosa, os desempenhos dos serviços e dos que neles trabalham. A proposta, aprovada em 19 de Abril, avaliação do desempenho dos serviços públicos, que agora se introduz, visa reforçar uma cultura de responsabilização. Os dirigentes dos vários níveis passam também a ser avaliados pelos resultados dos respectivos serviços.

segunda-feira, abril 16, 2007

Momento Grave!

"Jupiter prius dementat quos perdere vult". Era com este aceno de sabedoria contristada que os Antigos despachavam os poderosos que estavam à beira da queda. No nosso século mais tecnológico falamos de preferência do princípio da entropia, quando a energia dos sistemas não se consegue transformar em trabalho E começa a desordem! Começa a queda!

Algo de semelhante se está a passar em Portugal.

Surpreendentemente, para alguns!" Afinal, somos um país da União Europeia. Nem sequer dos pior classificados em muitos dos rankings que alavancam os Estados da OCDE. Funcionam as garantias do estado de direito e sobre as liberdades não há queixas apreciáveis. Os nossos juristas podem estar muito contentes com o sistema de códigos limpinhos que nos criaram e a indústria florescente de pareceres que alimentam. O sistema eleitoral funciona regularmente e o leque partidário apresenta uma regularidade quase sem paralelo na Europa. 3o anos de democracia sustentada pela "pachorra" dos portugueses em votar quase sempre nos mesmo partidos criaram uma estrutura de fazer inveja a outras classe políticas europeias, sempre em bolandas de mudar de partidos ou de pessoas. Nós não; temos inamovíveis como o major Valentim e a senhora de Felgueiras, liberalmente distribuídos à direita e à esquerda da baixa politica partidária do "centrão".

Somos de facto um país atlântico situado na Europa. E como outros países europeus, partilhamos poderes de governação com a Europa, permitindo que o orçamento seja pilotado de Bruxelas - o que nem é um mal - e que a política externa dependa dos faxes de Washington - o que nem sempre é um bem. Muitas das nossas decisões deixaram de ser soberanas porque o mundo não está virado para aí, para as soberanias puras. Isso não é problema. Fomos independentes 4 séculos antes de se reinventar a palavra soberania. O problema é se sabemos utilizar a independência que nos resta

Isso exige ter a cabeça livre e limpa para tomar decisões esclarecidas e cada vez mais urgentes sobre o nosso futuro imediato. E aí vemos uma crescente entropia, uma crescente loucura e desordem dos políticos republicanos - chamemos-lhe com o nome do regime que temos - acompanhada de uma crescente incapacidade de decidir por nós, de encomendar as soluções aos nossos técnicos e sabedores, de estimular o capitalismo popular baixando impostos para que nasçam empresários nossos a sério e não dependentes de subsídios, de apoiar o enprego dos jovens em vez de os seduzir com a pasmaceira ou de os atirar para a emigração. Temos de aproveitar a sério a independência que ainda temos, e uma das últimas oportunidades que temos é ordenar o país, tornar viável uma série de cidades região que se estendem pelo norte até à Galiza e pelo leste até Castela e que pelo mar e pelo mar facilmente poderiam ser um ponto de encontro com o resto do globo.

Mas em vez de agarrarmos com as duas mãos essa margem de independência que nos resta e de arrumarmos a casa, deixamos a loucura crescer. Veja-se os projectos literalmente farónicos da Ota e TGV; já se calculou que a remoção da terras na Ota equivaleria a 6 pirâmides de Gizé. A classe política que nos governa - digamos republicana pois que assim se auto identifica o regime - deixou de ter amarras nos sabedores e nos técnicos. O episódio ainda sem desfecho da "espécie de engenheiro" que é primeiro ministro é um epifenómeno disto mesmo. Do modo como a classe politica se desamarrou da classe dirigente: de como a classe dirigente deixou de dirigir seja o que for e de acreditar noutros compromissos excepto os seus proprios interesses; de como o que resta de bom senso, de dedicação e de coragem se vê afastado, querendo ou não querendo, das decisões nacionais. De tudo isto resulta que estamos num momento grave em que os poderosos fazem actos estúpidos e dizem coisas estúpidas, como se estivessem loucos. Porque os deuses os querem perder. Mas somos nós, portugueses, que nos temos que salvar a nós próprios!

Mendo Castro Henriques

domingo, abril 15, 2007

Gonçalo Salvado - Poesia




Gonçalo Salvado é licenciado em Filosofia pela Universidade Católica de Lisboa, e tem vindo a afirmar-se como herdeiro assumido da expressão lírica de Júlio, na sua poesia e no desenho que desde muito cedo pratica, revelando-se como pintor nesta sua primeira exposição, justamente de homenagem ao universo amoroso de um dos grandes expoentes da Arte do Século XX em Portugal.
Gonçalo Salvado foi sempre um poeta exclusivo do amor. Publicou três livros de poesia: Quando, Editora Amar Arte, Coimbra em 1996, com desenhos de Ribeiro Farinha e um prefácio de Peter Stilwell, em 2001 Embriaguez na Editora Sirgo, Castelo Branco e em 2002 Iridescências com ilustrações de Ambrósio Ferreira, na mesma editora. Poemas deste livro foram integrados em 2003 num álbum com serigrafias do artista espanhol Xavier (sobrinho neto de Picasso), numa edição do Centro Português de Serigrafia (Lisboa), prefaciada por Maria João Fernandes que o situa "na linha do poeta-pintor Júlio Saúl Dias" e "de um lirismo depurado e luminoso". A seu respeito pronunciou-se Pedro Mexia: "(...) Gonçalo Salvado insere-se na tradição mais rica da poesia portuguesa que é também a mais exigente: a tradição do lirismo amoroso (...), numa fecunda linha de erotismo casto que tem o seu expoente máximo no Cântico dos Cânticos ". Publicou ainda a antologia: Camões Amor Somente, uma edição da Caja Duero, Salamanca, Lisboa, 1999, com prefácios de José Miguel Santolaya Silva e de Mendo Castro Henriques e desenhos de Ambrósio Ferreira. Em 2004 organizou com Maria João Fernandes, responsável pela escolha dos pintores que a ilustram, a antologia: Cerejas - Poemas de Amor de Autores Portugueses Contemporâneos. A antologia inclui diversos desenhos seus.


terça-feira, abril 10, 2007

Genocídio. Sudão. Hoje.


Mesmo depois do Ruanda e da Jugoslávia, a Humanidade segue com a sua vida, impávida e serena, alheia aos mais de 200 mil mortos e aos mais de 2 milhões de desalojados na região de Darfur, no Sudão.

Já no Ruanda, em meados dos anos noventa, uma pequena força da ONU no terreno lutava para ganhar o apoio do Conselho de Segurança e da comunidade internacional para reforçar o seu contingente e tentar evitar o genocídio em grande escala que estava a presenciar. O general canadiano que comandava a missão falava da impossibilidade de estar num local onde corpos mutilados enchiam as ruas e nada poder fazer para impedir estes actos. A força da ONU foi no final reforçada, mas já bastante depois das atrocidades terem sido cometidas.

A mesma escala de violência (se é que a violência pode ser contabilizada) passa-se agora em Darfur, onde milhares são mortos, violados, torturados sem qualquer movimentação por parte dos media internacionais e dos agentes políticos cujo dever é defender a Causa da Humanidade e que estão vinculados, por acordos internacionais, a prevenir o genocídio, seja onde for que este aconteça.

O United States Holocaust Memorial Museum e o Google Earth aliaram esforços para tentar mostrar a extensão do problema. Ligue o Google Earth, e dirija-se à África Central, aí verá de imediato toda uma zona (ver imagem acima) que disponibiliza imagens, videos e informação sobre o que ali se passa.

Esperemos que com os mais de 200 milhões de utilizadores do Google Earth, este problema, que é nosso por que é da Humanidade, esteja presente nas acções e pensamentos daqueles que na realidade podem ajudar.

segunda-feira, abril 09, 2007

Civilização



A civilização é um permanente diálogo entre os seres humanos e a água.
Paolo Lugari

FP7

















FP7 é a sigla que designa o Sétimo Programa-Quadro para a Investigação e Desenvolvimento Tecnológico. É este o principal instrumento da UE para financiar a investigação na Europa, e estará em vigor de 2007 a 2013.

O orçamento da CE para os próximos sete anos é de 50.5 mil milhões EUR e o orçamento do Euratom para os próximos cinco anos é de 2.7 mil milhões EUR1. Globalmente, isto representa um aumento de 41% em relação ao FP6, a preços de 2004, e 63% a preços actuais.

O FP7 foi também concebido para dar resposta às necessidades de emprego europeias e à sua competitividade. O FP7 apoia a investigação em áreas prioritárias seleccionadas. O seu objectivo é tornar ou manter a UE na posição de líder mundial nesses sectores.

Vale a pena ler este documento e compará-lo com o modo como a actual maioria parlamentar pretende aplicá-lo em Portugal. Link (1,5 Mb)

domingo, abril 08, 2007

CONVERSA ENTRE GAIVOTAS


Não costumo ouvir conversas alheias, mas aconteceu há dias, involuntariamente, cruzar-me numa doca de Lisboa com três gaivotas quezilentas que discutiam os predicados humanos de uns estranhíssimos habitantes de um País de Marinheiros sem marinha que se veja.
Dizia uma que apesar de os TEMAS DO MAR terem entrado na gíria do POLITICAMENTE CORRECTO, nada fazem de concreto para alterar indícios de decadência acentuada.
Acrescentava outra que era tudo conversa, e de facto ninguém queria saber de nada acerca do MAR. Que quase não tinham navios de comércio e pesca, apesar de mais de 70 por cento do comércio respectivo continuar a utilizar a via marítima e de serem dos maiores consumidores de peixe do mundo. Nem sabiam deitar contas à vida, pois só assim seria possível entender tal situação: ninguém falava dos custos sociais e económicos desse divórcio marítimo, de quanto dinheiro gastavam para pagar fretes ao estrangeiro, das oportunidades perdidas por falta de participação no comércio marítimo mundial, e que isto e aquilo.
Foi então que a mais sábia rematou a conversa: comadre, não vê que os tipos são tudo menos marinheiros? Olhe para este estuário fantástico e diga onde estão os desportistas náuticos; há dias pousei numa estátua no centro de uma praça, por baixo do Parque Eduardo VII e um tal Marquês resmungava "isto há gente para tudo, até para ir para o MAR"; isso devia ser no tempo em que o tal Marquês não era de bronze, porque actualmente já nem há gente para ir para o MAR, até falam em fechar as escolas de Marinheiros...
Foi então que as gaivotas antipáticas repararam em mim e deram às asas. Bichos de má fé, não é que se referiam a nós, Portugueses???
Que visão injusta...
Text and images copyright L.M.Correia. For other posts and images, check my blog OS NAVIOS E O MAR. You are most welcome at any time - Luís Miguel Correia

sábado, abril 07, 2007

BOA PÁSCOA A TODOS!!!


A toda a equipa do Blogue de Causas e a todos os nossos Leitores e comentadores, uma Santa Páscoa e muita Felicidade!


Saudações Monárquicas,

David Garcia

DOLOROSA VIA MARÍTIMA


Em véspera de Páscoa pareceu-me apropriado publicar estas imagens e texto alusivos à Via Dolorosa da Marinha Mercante Portuguesa, com o sentido de preparar os nossos Homens do Mar para uma futura Ressurreição do sector.
Ressurreição inevitável num País de Marinheiros.
Apesar das certezas acerca dessa ressurreição futura, o meu espírito de nauta esperançado debate-se com uma dúvida: será que antes desse ressurgimento marítimo ainda vamos assistir ao regresso de Dom Sebastião?
Imagens obtidas no Cais do Poço do Bispo a 7-04-2007 mostrando o antigo paquete português PONTA DELGADA afundado.
Um inimigo declarado das tradições marítimas portuguesas e dos nossos Homens do Mar tem-se divertido a encher de lixo a chaminé do infeliz navio, construído em Lisboa em 1961 para a Empresa Insulana e afundado em Junho de 2000 após anos de abandono negligente numa teia de arrestos e prática de justiça relacionada com a falência da empresa armadora, a COMTRAMAR.
Text and images copyright L.M.Correia. For other posts and images, check our SHIPS & THE SEA BLOG. You are most welcome at any time - Luís Miguel Correia

quarta-feira, abril 04, 2007

Portugal vale a pena!


Eu conheço um país que tem uma das mais baixas taxas de mortalidade de recém-nascidos do mundo, melhor que a média da União Europeia. Eu conheço um país onde tem sede uma empresa que é líder mundial de tecnologia de transformadores. Mas onde outra é líder mundial na produção de feltros para chapéus. Eu conheço um país que tem uma empresa que inventa jogos para telemóveis e os vende para mais de meia centena de mercados. E que tem também outra empresa que concebeu um sistema através do qual você pode escolher, pelo seu telemóvel, a sala de cinema onde quer ir, o filme que quer ver e a cadeira onde se quer sentar.
Eu conheço um país que inventou um sistema biométrico de pagamentos nas bombas de gasolina e uma bilha de gás muito leve que já ganhou vários prémios internacionais. E que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial, onde se fazem operações que não é possível fazer na Alemanha, Inglaterra ou Estados Unidos. Que fez mesmo uma revolução no sistema financeiro e tem as melhores agências bancárias da Europa (três bancos nos cinco primeiros). Eu conheço um país que está avançadíssimo na investigação da produção de energia através das ondas do mar. E que tem uma empresa que analisa o ADN de plantas e animais e envia os resultados para os clientes de toda a Europa por via informática.
Eu conheço um país que tem um conjunto de empresas que desenvolveram sistemas de gestão inovadores de clientes e de stocks, dirigidos a pequenas e médias empresas. Eu conheço um país que conta com várias empresas a trabalhar para a NASA ou para outros clientes internacionais com o mesmo grau de exigência. Ou que desenvolveu um sistema muito cómodo de passar nas portagensdas auto-estradas. Ou que vai lançar um medicamento anti-epiléptico no mercado mundial. Ou que é líder mundial na produção de rolhas de cortiça. Ou que produz um vinho que “bateu" em duas provas vários dos melhores vinhos espanhóis. E que conta já com um núcleo de várias empresas a trabalhar para a Agência Espacial Europeia. Ou que inventou e desenvolveu o melhor sistema mundial de pagamentos de cartões pré-pagos para telemóveis. E que está a construir ou já construiu um conjunto de projectos hoteleiros de excelente qualidade um pouco por todo o mundo.
O leitor, possivelmente, não reconhece neste País aquele em que vive – Portugal. Mas é verdade. Tudo o que leu acima foi feito por empresas fundadas por portugueses, desenvolvidas por portugueses, dirigidas por portugueses, com sede em Portugal, que funcionam com técnicos e trabalhadores portugueses. Chamam-se, por ordem, Efacec, Fepsa, Ydreams, Mobycomp, GALP, SIBS, BPI, BCP, Totta, BES, CGD, Stab Vida, Altitude Software, Primavera Software, Critical Software, Out Systems, WeDo, Brisa, Bial, Grupo Amorim, Quinta do Monte d’Oiro, Activespace Technologies, Deimos Engenharia, Lusospace, Skysoft, Space Services. E, obviamente, Portugal Telecom Inovação. Mas também dos grupos Pestana, Vila Galé, Porto Bay, BES Turismo e Amorim Turismo. E depois há ainda grandes empresas multinacionais instaladas no País, mas dirigidas por portugueses, trabalhando com técnicos portugueses, que há anos e anos obtêm grande sucesso junto das casasmãe, como a Siemens Portugal, Bosch, Vulcano, Alcatel, BP Portugal, McDonalds (que desenvolveu em Portugal um sistema em tempo real que permite saber quantas refeições e de que tipo são vendidas em cada estabelecimento da cadeia norte-americana).
É este o País em que também vivemos. É este o País de sucesso que convive com o País estatisticamente sempre na cauda da Europa, sempre com péssimos índices na educação, e com problemas na saúde, no ambiente, etc. Mas nós só falamos do País que está mal. Daquele que não acompanhou o progresso. Do que se atrasou em relação à média europeia. Está na altura de olharmos para o que de muito bom temos feito. De nos orgulharmos disso. De mostrarmos ao mundo os nossos sucessos – e não invariavelmente o que não corre bem, acompanhado por uma fotografia de uma velhinha vestida de preto, puxando pela arreata um burro que, por sua vez, puxa uma carroça cheia de palha. E ao mostrarmos ao mundo os nossos sucessos, não só futebolísticos, colocamo-nos também na situação de levar muitos outros portugueses a tentarem replicar o que de bom se tem feito. Porque, na verdade, se os maus exemplos são imitados, porque não hão-de os bons serem também seguidos?
Nicolau Santos, Director – adjunto do Jornal Expresso
na Revista Exportar

segunda-feira, abril 02, 2007

Opções para as Regiões - Uma a Uma


PROGRAMA NACIONAL DA POLÍTICA
DE ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO
RELATÓRIO - Dezembro 2006
REGIÕES: CONTEXTO E OPÇÕES ESTRATÉGICAS

Opções para as Regiões - Uma a uma
Minho-Lima – Opções para o Desenvolvimento do Território

Reforçar o papel de Viana do Castelo, e consolidar os sistemas urbanos polinucleares do Vale do Minho até Valença e do Vale do Lima até Ponte de Lima/Ponte da Barca;
Explorar o novo quadro de acessibilidades de Viana do Castelo e valorizar a sua dimensão marítima nas componentes portuária (comercial e de recreio), da indústria naval, da pesca e da aquicultura;
A ssumir o carácter estratégico da cooperação transfronteiriça, dando-lhe tradução no modelo de organização do território, incluindo a integração do Caminho de Santiago português, e nas redes de infra-estruturas e equipamentos;
Criar, num quadro de cooperação transfronteiriça, uma rede de espaços de qualidade de aglomeração de parques empresariais e tecnológicos que se insiram nos clusters do Norte litoral e da Galiza;
Preservar as condições naturais de produção e a viabilidade das explorações de produtos agro-pecuários competitivos e do sistema agro-silvo-florestal de montanha;
Superar os défices ambientais, com prioridade para as situações mais graves em termos de qualidade de vida e de diminuição das potencialidades de valorização turística dos territórios;
Promover a consolidação e estabilização das actividades e usos nas áreas de montanha e a sua valorização ambiental e turística, com destaque para o PNPG – Parque Nacional da Peneda-Gerês;
Desenvolver acções que explorem a localização privilegiada no eixo Porto -Vigo - La Coruña, em particular de reforço da capacidade de atracção de novas funções para os centros urbanos de fronteira.

Governo recua na Ota?

O secretário de Estado das Obras Públicas admite repensar a localização do novo aeroporto de Lisboa, caso se confirme a existência de estudos que denunciem a existência de melhores opções.A hipótese foi admitida à Renascença por Paulo Campos, depois de o presidente da CIP ter revelado a existência de estudos preliminares que apontam para a existência de opções menos dispendiosas na margem sul do Tejo.
O secretário de Estado diz que o Governo “não é autista” e admite estudar outras opções, mas começa por questionar a credibilidade desses estudos.O líder do PSD, Marques Mendes, fica a aguardar pela posição do Primeiro-ministro e diz que, se Sócrates suspender o projecto e solicitar mais estudos e analisar alternativas, isso será um "recúo positivo"."Se o Primeiro-ministro der ordens no sentido de mandar fazer novos estudos relativamente a outras soluções e a outras alternativas, como toda a gente recomenta, acho que faz um recúo muito positivo", sublinha.
José Manuel Viegas, professor do Técnico, é o autor do estudo preliminar que aponta para uma solução bem mais barata do que a Ota, na margem Sul do Tejo.Esta manhã, numa conferência promovida pelo PSD, José Manuel Viegas garantiu que apresentou o resultado do seu trabalho preliminar ao ministro das Obras Públicas, há mais de um ano, a defender a opção da construção do novo aeroporto na zona de Rio Frio.
Da Radio Renascença