domingo, outubro 22, 2006

IV Encontro do Fórum Monarquia-Portugal



Encontro monárquico em Setúbal

Decorreu ontém em Setúbal o IV Encontro do Fórum Monarquia-Portugal. Não posso deixar de agradecer nomeadamente ao meu amigo Presidente da Real de Setúbal que muito me honrou com a sua presença, assim como a todos os que foram ao nosso Encontro.

Como é hábito nestes Encontros, eu, na qualidade de Administrador do dito Fórum proferi um discurso.
Retirei os pontos mais importantes para publicação no Blog de Causas.

IV Encontro do Fórum Monarquia-Portugal

Exmo. Sr. Presidente da Real Associação de Setúbal,
Carissímos membros do Fórum Monarquia-Portugal

Hoje, na cidade de Setúbal realiza-se o IV Encontro do Fórum Monarquia-Portugal. Pela primeira vez, saímos de Lisboa e começamos a visitar outras cidades do nosso país, o que muito me agrada, sobretudo, porque pessoalmente tenho uma ligação afectiva muito forte a esta cidade.Também pela primeira vez constato que não somos só 3 ou 4 nestes Encontros mas já somos um bom numero o que também é de realçar. Finalmente as pessoas parecem ter entendido que se queremos muito algo, temos que lutar por isso.Fazendo uma retrospectiva do último ano que passou, devo dizer que estou muito satisfeito com o desenvolvimento do Fórum, que no passado 19 de Agosto celebrou o seu 2.º aniversário.O Fórum Monarquia-Portugal consolida-se com um trabalho árduo de uma Administração competente e séria e também graças aos Moderadores que têm tentado cumprir da melhor forma possível a sua missão, para a qual foram democraticamente eleitos no passado dia 18 de Agosto, tendo tomado posse no dia seguinte.
(…)
Caros amigos,O que é ser-se Monárquico?Para mim, e não querendo aqui dar lições a ninguém, ser Monárquico é saber defender:
1.º a Casa Real Portuguesa;2.º a História de Portugal;3.º a Monarquia como forma de regime que une e nunca divide um povo;4.º as liberdades individuais, aspirando a uma melhor Democracia.
Isto é bastante elucidativo para vos dizer o quanto me magoa ver que ninguém se tem minimamente preocupado em proteger a Casa Real Portuguesa, preferindo pensar noutras coisas, certamente menos monárquicas do que esta questão.
(…)
Por outro lado, quero aqui anunciar que no próximo dia 22 de Novembro vai ser lançado o livro “Dom Duarte e a Democracia” – uma Biografia Portuguesa, da autoria do Professor Doutor Mendo Castro Henriques, Investigador e Professor do Instituto de Defesa Nacional, Monárquico, julgo que desde sempre, e posso até dizer, amigo meu pessoal. O livro “Dom Duarte e a Democracia” fala do pensamento político de SAR em vários domínios e estou certo que terá uma grande aceitação das pessoas. Pela primeira vez, as pessoas vão ver o nome de um Rei associado à Democracia, o que certamente irá provocar algum impacto e que espero sinceramente seja também uma boa ajuda para mostrar aos Portugueses que Monarquia e Democracia juntas valem muito mais, e a prova está nos países europeus onde há Monarquia, como a Espanha, Noruega, Suécia, Dinamarca, etc…
Caros amigos,Finalmente gostaria de deixar aqui um ultimo apelo:Por experiência de vida própria eu sei que para atingir um fim tive sempre que lutar imenso. Não foi fácil chegar aqui, mas cheguei. O Movimento Monárquico não pode ser um clube de Bridge, mas tem que ser um clube de Sueca. O que quero dizer com isto? Quero dizer que não construamos um palácio quando só podemos ter uma casa pequena. Não nos façamos grandes quando somos iguais a todos os outros 10 milhões de Portugueses. O Povo Português não quer saber se fulano A, B ou C é Marquês, Conde, Visconde, etc…O que o Povo Português quer verdadeiramente saber é para o que é que vai servir ter um Rei. Cabe aos Dirigentes Monárquicos assim como aos próprios Militantes trabalharem para atingir um fim último, que é a Transição para a Monarquia. Não será restauração, porque não vamos voltar ao passado, será sim, Transição, porque a Monarquia é um projecto de futuro para o nosso país. Neste sentido é importante haver uma Convergência Monárquica, isto é, uma união de todas as pessoas, não importa se apoiam um partido de esquerda ou de direita. O que verdadeiramente importa é trabalharmos todos em conjunto em prol do futuro de Portugal.Portugal merece muito mais do que se tem feito em prol do seu futuro. Sejamos fortes, ousados, disciplinados, organizados e sejamos, já agora também, práticos. Há uma Crise de Militância no Movimento Monárquico, por culpa do próprio movimento que não tem sabido galvanizar as Juventudes nem os restantes militantes. Daí o último Congresso da Causa Real ter estado com muita pouca assistência. Por outro lado, também é importante realçar que na Internet ter uma imagem de uma Organização é fundamental. Não se podem aceitar ter sites de Internet, vergonhosamente desactualizados. Os webmasters façam um favor à causa e sejam mais profissionais, a Monarquia e Portugal agradecem.Sem trabalho, sem dedicação, sem espírito de sacrifício, não iremos a lado nenhum. Neste discurso que agora concluo, chamei a atenção para o facto de ser fundamental os Monárquicos protegerem a Família Real;Foquei a necessidade de mais Militância assim como foquei também as mudanças que temos estado a introduzir no nosso Fórum.Quero agradecer a todos pela vossa disponibilidade, em nome da Administração do Fórum Monarquia-Portugal, por estarem hoje aqui presentes.Temos um debate ainda para tratar, cujo tema é “Linhas de acção para o Movimento Monárquico".
Muito obrigado a todos.
VIVA O REI!!! VIVA A MONARQUIA!!! VIVA PORTUGAL!!!
David Garcia

6 comentários:

pedro disse...

Caro Senhor

Na Monarquia Constitucional o Rei sempre foi o garante do regime CoNSTITUCIONAL OU SEJA o regime democrático tal como é concebido hoje.

David Garcia disse...

A Monarquia Portuguesa na sua fase Liberal tinha o voto limitado, logo não podia ser uma Democracia, como a entendemos hoje. O que se pretende é não repetir a História neste ponto. A Monarquia a vir, tem que ser Pluripartidária, Democrática, com Sufrágio Universal para todos os Cidadãos. É mesmo isto! Não se pode pretender uma Monarquia de Subditos mas sim de Cidadãos. Esta é outra das Causas que defendo.
Obviamente que o Rei foi no Liberalismo a garantia do funcionamento das Instituições da altura, assim como será no futuro.
Saudações Monárquicas

go disse...

Garcia tem razão em dizer qure há diferença de grau entre regime democrático e regime liberal censitário. MAs o problema não é esse. é que na monarquia liberal portuguesa o rei era o responsável directo dos actos dos ministros, o que levou João Franco - aliás corajoso, honesto e com soluções mas mau manobrador - a empurrar D. Carlos para um beco isolado - com as suas decisões durante o governo sem parlamento. Resta apurar como o representante real se posiciona perante governos democraticamente eleitos.

David Garcia disse...

Caro amigo,
De facto, na Monarquia Constitucional, ao abrigo da Carta, o Rei tinha imensos poderes. Além de ser o Chefe do Poder Executivo, também detinha o Poder Moderador que lhe conferia o direito de nomear Pares do Reino e dissolver as Cortes.
Talvez tivesse sido este o problema da crise do regime da Carta Constitucional.

Anónimo disse...

Digam-me.................será que vale a pena defender essa causa??

Boca no tombone disse...

Palhaços o verdadeiro duque é SAR. D. Rosário

www.reifazdeconta.com