quarta-feira, janeiro 31, 2007

99 anos após o Regicídio!!!




Palavras para quê? O sentimento de tristeza me invade a cada 1 de Fevereiro. E mais uma vez, enquanto Líder de uma comunidade cibernáutica de Monárquicos, reprovo totalmente actos contra a vida humana. Neste caso, contra um Rei brilhante a todos os níveis e claro um Príncipe que teria dado, sem sombra para dúvidas, um excelente Rei, como seu pai foi.

Como se dizia no passado e para obviamente os Monárquicos de hoje, ainda tem muita força:

O REI MORREU!
VIVA O REI!

Que Deus guarde as almas d´El-Rei Dom Carlos e do Príncipe Real Dom Luís Filipe.

É assim!


Não sei porque fazem tanta confusão sobre as origens da bandeira da República. Basta pensar na bandeira italiana, verde, vermelha da Carbonaria ( não confundir com a pizza) a ladear o branco tradicional dos estados papais. Também a Portuguesa veio directamente dos Centros Carbonários como a ilustração mostra

terça-feira, janeiro 30, 2007

Maior acervo científico do país já está na Internet


"A Universidade do Porto disponibilizou, ontem, em suporte digital, aquele que será o maior acervo científico português online. No sítio http://www.fc.up.pt/fa/ encontram-se digitalizadas cerca de 70 mil páginas de 143 monografias e 150 publicações periódicas científicas relativas ao período compreendido entre 1500 e 1945. São quase 500 anos de Ciência que agora ficam à distância de um computador.

O portal da Internet do Fundo Bibliográfico Antigo da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), coordenado por Teresa Andresen - coadjuvada pela avaliação crítica da importância do espólio de Henrique Leitão, professor do Centro de História das Ciências da Universidade de Lisboa - não está, como a própria referiu, ontem, na apresentação, que decorreu no salão nobre da Reitoria, concluído. "Representa, apenas, uma parte do espólio científico da FCUP, ao qual pretendemos dar continuidade, desde que haja mecenas que nos ajudem", salvaguardou. A Caixa Geral de Depósitos patrocinou a primeira etapa."

Ler notícia completa (Jornal de Notícias)

O 31 de Janeiro, por Henrique Barrilaro Ruas

II Legislatura - 1981-02-03

O Sr. Barrilaro Ruas (PPM): - Sr. Presidente, Srs. Deputados:
Como não lembrar que os ideólogos do 31 de Janeiro se batiam (na esteira de alguns vintistas e, sobretudo, de Félix Henriques Nogueira) pelo mais declarado liberismo?
Esse liberismo, no entanto, nascia -para esses homens- da mesma fonte que o patriotismo. As reminiscências clássicas e o culto romântico pelas estruturas tradicionais levavam os investigadores da Portugália à afirmação de valores comunitários que antecediam a zona histórica em que as fronteiras se tinham fixado dentro da Península e as dinastias nacionais começaram a desempenhar o seu papel de símbolos. Assim, o patriotismo dos revolucionários do 31 de Janeiro fazia curto-circuito: porque, sobrevoando séculos e milénios, reunia num só amor essas antiquíssimas raízes e o sentido imperial da Lusitânia desembarcada em África. Não nos escandalizemos ao ver boa gente portuguesa -daquela que a história de sete ou oito séculos ensinara a ser portuguesa - estremecer de horror diante da miragem do federalismo ibérico, que fazia as delícias (e o martírio) de um Antero de Quental, de um Oliveira Martins, de um Teófilo Braga, de um Basílio Teles, de um Anselmo Braamcamp Freire.
E houve momentos em que o conflito dos dois patriotismos - o que se revia na Restauração do 1.º de Dezembro, e o que a repudiava - se tornou sangrento e fratricida. Sucessivamente, o 31 de Janeiro de 1891, o 1.º de Fevereiro de 1908 e o 5 de Outubro e 1910 provaram a força das ideias e que essas ideias, quando se transformam em ideologias, são inimigas das pátrias e dos homens.

Gonçalo Ribeiro Telles ou a Lisboa que deveríamos ter




LISBOA

Numa velha lenda nórdica,

um cavaleiro pede a um espelho mágico

que lhe mostre

a mais bela cidade da Europa.

E o espelho apresenta

aos seus olhos assombrados

a vista de Lisboa, a Grande,

como antigamente lhe chamavam.

O Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles é conhecido por ter razão antes dos Grandes Arquitectos. Foi assim com a ecologia e é assim, agora, com o ordenamento do território.

Escuta-se as preocupações dos candidatos com o trânsito, a habitação, a segurança e não se acredita: são respostas rotineiras, sem chama nem garra, um playback de quem não sente porque não sabe ou porque está agarrado a meia dúzia de obras feitas. Ao ouvirem políticos tão diferentes....com propostas tão iguais...os lisboetas sabem que mereciam melhor. Mas...existe melhor ?

Gonçalo Ribeiro Telles sabe que sim.... e sabe que muita coisa está errada em Lisboa.

Os candidatos discutem Lisboa, mas Lisboa isolada não existe. O que existe é a Área Metropolitana de Lisboa com cerca de 3 milhões de pessoas em 19 concelhos a norte e a sul do Tejo.

Quem abandonou o casco da cidade e foi viver para a periferia de Oeiras, Sintra e Queluz, e agora Alcochete ou Montijo, sente o crescimento caótico e maciço dos subúrbios que alastram como uma mancha de óleo, subvertendo os valores patrimoniais, as concepções arquitectónicas do edifícios e paisagem, a circulação da água, os solos de valor ecológico.

Destas grandes questões, os candidatos a autarcas só retêm a “espuma dos dias”.

Os autarcas perceberam que espaços verdes é uma “coisa boa”. E vá de plantar relvados e canteiros de flores, nas áreas livres que restam do traçado das rodovias e dos loteamentos. Mas não se preocupam que estes “oásis de vegetação” tenham manutenção difícil e cara, com alto gasto energético em água de rega, e sem capacidade de produção de frescos. Numa palavra, estes “parques urbanos” não contrabalançam os efeitos ambientais adversos da “floresta de betão”.

Os políticos municipais perceberam que o trânsito é um problema. Inventaram os piolhos verdes da EMEL que mordiscam, inventaram mal organizados dias sem carros, e inventarão entradas alternativas na cidade para as matrículas par e ímpar. Só não se lembram que 47% dos trabalhadores em Lisboa vêm da restante Área Metropolitana.

Os aspirantes a autarcas perceberam que a segurança é um tema quente. Mas desde o delírio securitário de “em cada esquina um polícia” até à proposta e câmaras de televisão em circuito fechado (Londres possui um milhão de câmaras Big Brother) permanecem presos à miopia de evitar o mal maior. Não conseguem pensar no bem comum que consiste em devolver os habitantes à cidade, sem os exportar para a periferia suburbana, para gaiolas de dez andares, em transportes de hora e meia. È aqui que as forças especulativas da actividade imobiliária dão as mãos aos promotores do acesso automóvel. E o sonho português do carrinho e da casinha vira pesadelo das filas do IC19 e da selva de betão.

Defende-se que só a construção de lotes de edifícios de grande altura e volumetria é rentável, deixando os espaços verdes e outros equipamentos para áreas residuais. Mas, insiste Ribeiro Telles, como ficou demonstrado em estudos realizados em toda a Europa, a partir do quarto piso dos edifícios até ao décimo aumenta toda uma série de crimes e vandalismos. Cuidado com o 4º andar!!!!

O alastramento do betão e do asfalto está a provocar o “caos” ecológico e ambiental e a “instabilidade” física que contribuem para mudanças climatéricas. Caso prosseguir toda a construção autorizada pelos 19 PDM’s da AML, passaremos para o clima semi-desértico. Teremos diminuição da precipitação ao longo do ano com concentração de chuvas no Inverno; ondas de mais calor no Verão; impermeabilização de grandes áreas de solo, tendo como consequência as inundações.

O abate sucessivo de montados e matas na AML diminui as massas vegetais que permitem a retenção de CO2 fazendo aumentar as emissões de gases com efeito de estufa. Por outro lado, a expansão urbana para as periferias obriga a deslocações e gastos consumistas, aumentando a produção de CO2.

As contas do consumo exorbitante de energia estão feitas pela DGE. De 264,6 milhões de contos em 1998 passou-se para 729,3 milhões de contos em 2000, a fim de pagar a importação de carvão, petróleo, gás e electricidade! Mais de dez milhões de euros por dia.

No Gabinete do Plano Verde, na Rua do Comércio, é possível sonhar com Ribeiro Telles o que deveria ser a Lisboa do séc. XXI: uma cidade-região onde alternam as zonas construídas com os espaços verdes. A cidade e o seu envolvimento agrícola surgem como uma unidade de planeamento, duas componentes do “sistema humano” que tem como sustentáculo o território. Em vez da “simplificação” comprometedora que inviabiliza um desenvolvimento sustentável a longo prazo, visiona-se a “osmose” entre a natureza viva e o artificialismo das instalações humanas.

Para que o sonho se torne realidade, é urgente a criação de uma Autarquia Metropolitana, ou região-piloto, que promova o planeamento integrado da cidade-região de Lisboa. Os limites administrativos dos 19 concelhos na AML pouco têm a ver com a realidade física e social, e o simples somatório dos respectivos PDM’s não cria uma política eficaz de ordenamento do território.

Tanto como de avenidas, ruas e edifícios, a cidade-região precisa de uma nova estrutura ecológica. Precisa de linhas de água com margens adaptadas à variação dos caudais. Precisa do contacto com a natureza e de uma rede de recreio com espaços e percursos próprios. Precisa que os espaços verdes surjam nas áreas mais aptas para o efeito, como sejam as do sistema húmido e dos cabeços, e não nos restos da urbanização.

A selva de betão urbanístico reduziu a 1% dos activos os agricultores na AML. Mas nos EUA, a produção de alimentos frescos e saudáveis nas zonas das grandes cidades atinge já 25% da produção total desse ramo. A agricultura nas áreas metropolitanas é a actividade urbana mais importante para o século XXI, segundo o Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas – Habitat II. Nos países ricos, para criar um meio equilibrado, mais saudável e com mais qualidade de vida. No terceiro mundo, para combater a fome e a pobreza. Lisboa, por agora, ainda não pertence ao terceiro mundo.

É por tudo isto que, após escutar Ribeiro Telles, os debates na corrida para a autarquia lisboeta se parecem com um voo sobre um ninho de cucos. Cucos num espaço verde, plantado à beira de um prédio com 10 andares nos subúrbios, regado com água de Castelo do Bode, e onde se amontoam os pneus velhos que a lixeira por construir não pôde acolher...naturalmente!

MCH, Eunotícias, 2 de Novembro de 2001

1º Conde de Arnoso - o "Conde da lápide"




Bernardo Pinheiro Correia de Melo, que nasceu em Guimarães a 27 de Maio de 1855 e morreu no solar de Pindela (Concelho de Vila Nova de Famalicão) a 21 de Maio de 1911, filho secundogénito do segundo casamento do 1º Visconde de Pindela.
Fidalgo da Casa Real, fez o curso liceal com distinção e seguiu a carreira militar como oficial de Engenharia, onde atingiu o posto de General.
Foi oficial às ordens do Rei D. Luís e, depois, secretário particular de D. Carlos, de quem foi amigo dedicadíssimo. Homem de finíssimo trato, tendo aprendido o culto das belas-artes no convívio paterno, dedicou alguns dos seus ócios à literatura, tendo publicado vários trabalhos. Era amigo de Eça de Queirós.
A sua intimidade com D. Carlos ajudou que as suas tendências para as manifestações do espírito se desenvolvessem, e amigo fidelíssimo do Rei, foi o seu companheiro dedicado durante todo o reinado.
Acompanhou D. Carlos nas suas viagens a Inglaterra, em Janeiro de 1901, quando dos funerais da Rainha Vitória, e na visita à Madeira e Açores. Fez parte da comitiva do Príncipe D. Luís Filipe nas festas da coroação de Eduardo VII.
Sofreu rudíssimo golpe ao ver o monarca assassinado com seu filho, o Príncipe Herdeiro. Tendo assento na Câmara dos Pares, a sua voz ergueu-se insistentemente pedindo que não se detivessem as investigações acerca do regicídio. Parecia um eco aquela dedicação que os jornais republicanos fustigavam, sobretudo depois do deu requerimento para ser colocado um padrão na arcada do Terreiro do Paço, fronteiro ao local do regicídio. Alcunharam-no de “Conde da Lápide”. O seu sofrimento era visível a todos os olhares; cortara relações com toda a gente que de perto ou de longe, tivesse combatido o Rei. Não sossegava e, não podendo vingar a morte do que fora o seu grande amigo, caiu no máximo desespero, que não o largou até à morte. O seu nome ficou na sociedade portuguesa como um exemplo de carácter, de fidelidade, de reconhecimento e de afecto.

***
Em 2006, por iniciativa da Real Associação de Lisboa, em memória do Senhor Conde de Arnoso, foi inaugurada no 1º de Fevereiro, passados 98 anos do Regicídio, a tão desejada lápide para lembrar aos Portugueses que naquele local, morreram um Grande Rei e um Promissor Príncipe Herdeiro. O facto, deve-se à insistência e ao trabalho dedicado da Comissão presidida pelo Dr. Ricardo de Abranches, que após autorização da Câmara Municipal de Lisboa, meteu mãos à obra e nesse fim de tarde do dia 1 de Fevereiro, foi finalmente inaugurada a tão desejada lápide. O Dr. Ricardo Abranches referiu na altura da inauguração da lápide, a memória do Conde de Arnoso, e referiu como um “grande Português, patriota e fiel a Sua Majestade Fidelíssima El-Rei Dom Carlos I de Portugal”.

segunda-feira, janeiro 29, 2007

O planeamento dos Caminhos de Ferro, por António Brotas

Enviado por António Leitão
Contactem-no: amrleitao@gmail.com

A história do planeamento dos Caminhos de Ferro portugueses na última década é, basicamente, a história de três batalhas, ou talvez quatro, em que duas foram ganhas e outras estão em curso.
Em 1998, ou 99, o então ministro, Jorge Coelho, criou um organismo, a RAVE, para estudar a futura rede portuguesa de comboios de alta velocidade (vulgo TGV) . Foi algo feito com antecedência, o que é raro. A RAVE, presidida pelo Dr. Manuel Moura, elaborou um projecto que foi posto em discussão, como estava previsto desde o início, já por despacho do ministro Ferro Rodrigues, que entretanto substituira Jorge Coelho. Neste projecto, que ficou a ser conhecido pelo projecto do "pi" deitado, foi previsto que haveria uma linha Norte/Sul, da fronteira do Minho ao Algarve e duas linhas transversais de ligação a Espanha, uma de Aveiro a Vilar Formoso e outra de Lisboa a Badajoz. A linha Norte/Sul passaria na Ota, por exigência imposta pelo governo desde o início. Este projecto que, foi apresentado e discutido diante de técnicos em todas as Comissões de Coordenação Regional, foi vítima, na Comunicação Social, de violentos ataques, com argumentos ao nivel da indigência que o bloquaram durante dois ou três anos. Foi dito, por exemplo, que para poupar dinheiro devia haver, em vez das duas ligações transversais a Espanha, uma só, no centro do país, ou seja, mais ou menos da Ota a Cáceres. Surgiu assim o projecto do "T" deitado, sem nenhum estudo de engenharia, em que se faria passar uma linha sobre uma das regiões mais acidentadas do país e que nunca passou de alguns riscos sobre o papel . A batalha do "T" deitado contra o "pi" deitado, que fez o país perder a oportunidade de oiro para ter créditos da CE, só terminou nas vésperas da Cimeira Ibérica de 2003, quando o Engenheiro Carmona Rodrigues , ministro das Obras Públicas por um curto periodo, viu com um bom senso de engenheiro que o projecto do "T" deitado era um verdadeiro disparate.
O projecto do Dr. Manuel Moura, bloqueado durante um periodo em Portugal, teve, no entanto, influência em Espanha. A primeira linha de bitola europeia em Espanha tinha sido a linha de alta velocidade de Madrid a Sevilha. O governo espanhol planeou, em seguida, construir mais linhas de bitola europeia, não unicamente para a alta velocidade, mas também para comboios de baixa velocidade, destinadas, sobretudo, a permitir o trânsito de mercadorias de França para os portos espanhois do Mediterrâneo. Mas estas linhas eram caras. Planeou, então, construir as novas linhas de bitola europeia só do lado Leste da Península, continuando a Galiza, a Estremadura, a região de Salamanca, e naturalmente também Portugal, com bitola ibérica. Utilizando uma tecnologia desenvolvida em Espanha, propos-se construir perto de Medina del Campo uma estação com intercambiadores, para os comboios vindos de Madrid mudarem o afastamento das rodas quando seguissem para Oeste e para Norte. Contra este projecto, que as votava ao subdesenvolvimento e isolamento ferroviário, protestaram as regiões vizinhas de Portugal, exigindo ligação ao projecto português da RAVE, conseguindo assim linhas de bitola europeia para todo o território espanhol.
Nem sempre estamos em atraso. Sucede, porém, que depois de ganha a batalha dos intercambiadores em Espanha, ela começou em Portugal, com o projecto, quase delirante, de uma linha de Lisboa ao Porto, com uns troços de bitola ibérica e outros de bitola europeia, ligados em duas ou três estações com intercambiadores. Esta linha só veio a ser definitivamente posta de lado pelo actual governo socialista. Foi uma vitória, mas que levou tempo.
Em oposição ao governo anterior defensor da linha com intercambiadores, o actual governo socialista defende uma linha TGV toda em bitola europeia de Lisboa ao Porto, mas entendeu dar-lhe prioridade. Esta linha será um dia construida, mas o dar-lhe prioridade, agora, adia para calendas gregas a linha de Aveiro a Vilar Formoso, fundamental para todo o Norte e Centro do país, e em que os espanhois então muito interessados. Nas vésperas da recente Cimeira Ibérica, José Socrates percebeu que Portugal tinha, também, de dar prioridade à linha de Lisboa a Madrid por Badajoz. O comunicado conjunto dos dois paises falou, assim, desta linha e a linha de ligação à Galiza, mas foi omisso sobre a linha de Lisboa ao Porto. O problema, que esteve debaixo da mesa. ficou para a Cimeira de 2007.
Um outro problema é o da travessia do Tejo e da entrada dos TGV em Lisboa. Os estudos técnicos necessários para se avaliar a viabilidade e custos das diferentes hipóteses ainda não foram feitos. A proposta apresentada no documento: "Orientações estratégicas para o Sector ferroviário", que MOPTC divulgou em 28 de Outubro (e pode ser visto no site: http://www.moptc.pt/ ) não parece realista. Até 2005, o Ministério e defendeu a construção de uma ponte para o Barreiro destinada aos comboios para Badajoz, para o Algarve, para o Porto e para a Ota. Depois, a partir de 2006, considerou que teria de haver uma segunda entrada a Norte de Lisboa, para os comboios para o Porto e para a Ota. Ora, uma linha que chegue perto da Ota pode, com custos diminutos, atravessar o Tejo e seguir para Badajoz. Desaparece, assim, a principal justificação para a ponte para o Barreiro. Não parece que país possa suportar, em simultâneo, estes dois investimentos em Lisboa, e que acabam por servir mal a cidade.
No dia 6 de Março, 2007, a Secretária de Estado Ana Vitorino vai falar na Sociedade de Geografia sobre a ponte do Barreiro. Éuma boa ocasião para ouvirmos falar um governante sobre estes assuntos.
MAPA GRÁTIS DO "EXPRESSO"! MUITO BOM....
O mapa de Portugal grátis do "EXPRESSO", saído a 27 de Janeiro de 2007, tem a fronteira interrompida no Guadiana, exactamente ( e só) diante de Olivença.

domingo, janeiro 28, 2007

Blog recomendado

sábado, janeiro 27, 2007

D. Afonso Henriques: O Primeiro Grande Português


Homem de inúmeras qualidades, como Ser Humano e como Estadista, D. Afonso Henriques tem uma grandeza peculiar e inigualável, que não pode sair da equação quando se fala de Grandes Portugueses: foi ele que, entre outros aspectos, pelos seus feitos e conquistas (tanto territoriais como diplomáticas) deu "o primeiro passo" que permitiu que hoje possa, entre outras coisas, haver um debate sobre Grandes Portugueses.

O Rei que ficou conhecido com o cognome de "Conquistador" teria sido melhor lembrado, como refere o Prof. Freitas do Amaral na biografia que lhe dedicou, como "Fundador". É esta a qualidade, tanto inultrapassável como incomensurável que D. Afonso Henriques acarreta e que merece o nosso reconhecimento completo: ele é o Pai de Portugal, que sacrificou toda uma vida por um Projecto em que acreditava e que possibilitou que hoje possamos ser Portugueses.

Freitas do Amaral, que infelizmente não pode fazer a defesa do nosso Rei fundador no programa "Os Grandes Portugueses", já a tinha feito em formato de livro, na sua biografia "D. Afonso Henriques" (Bertrand). A sua leitura é recomendada e poder-se-á aqui apreciar mais detalhadamente a vida deste Grande Português - o Maior por ter tido a coragem de iniciar a viagem que foi e é Portugal.

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Bolsas Mestrado, Doutoramento e Pós-Doutoramento


Informações sobre o Concurso de Bolsas de 2006
(à data de 25 de Janeiro de 2007)

No âmbito do Concurso de Bolsas de 2006 foi concedido um número total de Bolsas (BM+BD+BPD) de 2.415 que após a contabilização das desistências se cifra em 2.337.

Das 2.337 bolsas concedidas, 287 foram concedidas para o estrangeiro, 540 para realizar no país e no estrangeiro (mistas), e 1.537 para o País.

Das 287 concedidas para o estrangeiro, já estão assinados 120 contratos estando as transferências mensais a decorrer normalmente desde Outubro de 2006, 139 aguardam que o contrato enviado aos bolseiros seja devolvido após assinatura e 28 aguardam que os candidatos completem os processos. As bolsas cujos candidatos o tenham solicitado terão efeitos retroactivos a partir de Outubro de 2006.

Das 2.337 bolsas concedidas já foram elaborados contratos para 1.125 dos quais 834 já estão a pagamento, a partir de Outubro, Novembro e Dezembro, e as restantes a partir do presente mês de Janeiro, todas com efeitos retroactivos a Outubro de 2006 se assim solicitado. Dos 1.212 contratos que estão por celebrar, 50% dizem respeito a bolsas cujo beneficiários declararam aquando da candidatura querer iniciar apenas as bolsas em 2007.

Inverno demográfico: Que respostas?



Enviado pelo Joaquim Villas-Boas
Contacte-o:
jpaesvillasboas@gmail.com

27 de Janeiro - 10:00 às 18:00

Pavilhão do Conhecimento

Parque das Nações, Lisboa

Entrada Livre


A APFN vai realizar, no próximo dia 27 de Janeiro, a partir das 10:00, no Pavilhão do Conhecimento, Parque das Nações, Lisboa, o Seminário "Inverno Demográfico: Que respostas?, onde será apresentado o Caderno 16 - "Demografia: Passado e Presente. Que Futuro?" ( http://www.apfn.com.pt/Cadernos/caderno16/Caderno16.pdf) e o programa de computador "CPPR - Cálculo de Projecções de População Residente" ( http://www.apfn.com.pt/Cadernos/caderno16/cppr.zip) que permitirá qualquer pessoa ou entidade efectuar as suas projecções demográficas, com uma enorme riqueza de dados.

Este programa de computador foi desenvolvido com a colaboração dos docentes da Universidade Nova de Lisboa Paulo Canas Rodrigues e João Tiago Mexia, responsáveis pela análise da mortalidade para Portugal ( http://www.apfn.com.pt/Cadernos/caderno16/Rodrigues_Mexia_paper_APFN.pdf ), modelo que foi incorporado no programa acima referido.

No estudo elaborado pela APFN (Caderno 16), são feitas projecções demográficas de acordo com um Cenário Baixo (Índice Sintético de Natalidade - ISF a baixar para 1.1), um Cenário Base (ISF a manter-se igual a 1.4), um Cenário Natural (ISF a evoluir para 2.1, número médio de filhos desejados, de acordo com o "Inquérito à Família e Fecundidade" elaborado pelo INE) e um Cenário Ideal (ISF a evoluir para 2.5), mostrando os efeitos desastrosos na demografia se o País continuar a recusar-se a adoptar as medidas de apoio à família que a esmagadora maioria dos países europeus tem vindo a pôr em prática e que a Comissão Europeia tem recomendado.

Neste Seminário, será, ainda, mostrada a situação demográfica na Europa e respostas que Autarquias e Empresas têm vindo a dar.

Moment of Silence», visualizável AQUI)
"A livre comunicação dos pensamentos é um dos mais preciosos direitos do homem". (artigo VIII da Constituição Portuguesa de 1822)

quinta-feira, janeiro 25, 2007

O Abbé Pierre não foi para o céu! por André BAndeira


Je ne sais pas si l'Abbé Pierre est allé au ciel. Tout le monde le dirait puisqu'il était déjá une éspèce de Saint avant qu'il était mort.
Je crois qu'il n'est pas allé au ciel. Parce qu'il était un de ceux qui croyait que Jésus est venu habiter entre nous, juste comme l'invité des pélérins d'Émmaus. Il l'a fait quand il s'est joint à la Résistance pendant l'invasion de la France par les Allemands. Il l'a fait quand il a soulevé tout le pays, au début des années cinquante, pendant un Hiver éxcessivement froid qui à gélé à mort un bébé d'une famille pauvre. Aujourd'hui les scandales et les tragédies sont fort plus singulières. C'est le froid des Hommes et pas le frère Hiver, qui tue. l'Abbé Pierre disait simplement que son amour pour le Christ l'empêchait de satisfaire ses besoins affectifs charnels avec une femme, par moyen d'un marriage, ou une relation durable avec une femme mais, pourtant, parfois il l'a fait. Il croyait q'un homme pourrait aimer un autre homme, ou une femme, une autre femme, aussi de cette façon-là. Il a eu un prêtre comme sécretaire pendant beaucoup d'années, de cette singularité affective et il l'a compris. Ils on passé le froid, la misère, la méfiance, chaqu'un vivant l'écharde dans sa chair, en se préoccupant plus des affaires journaliers des pauvres et des misérables. Il s'est mis du côtè de Garaudy, le philosophe de l'Humanisme communiste quand il s'est converti à l'Islamisme et traduit en Justice pour contester la doctrine officielle de l'Holocauste. Il s'est mis du côté des syndicalistes radicaux quand il a cru que c'était le chemin de la vérité et il les a fustigé aussi quand il a cru que c'était encore cette fois-ci, le chemin de la Vérité.
Il a été charnel, sec, tenace, déséspéré, révolté, humain, amusé, en colère, laid et beau comme un viel chêne. C'est pour ça qu'il n'est pas allé au ciel. Il est resté en arrière entre les pavés du trottoir que les parisiens de la Commune, arrachaient en rage et jétaient aux soldats, il est resté entre les cailloux des sentiers où les Chouans s'enffuyaient des Républicans de Paris. Il a crié comme un clochard de Paris et vociféré comme um guerrier gaulois nu, se jétant sur les Légions romaines dans une bataille qu'il savait perdue. Avec sa mine de druide, de fou de Dieu, d'anarchiste, de fasciste, de météque, de caillou.
Bénie soit la France de Sainte Jeanne D'Arc qui produit ces animations de la brousse, ces ombres du brouillard de Calais, quand les oiseaux sifflent les mêmes chansons des maquisards et des chouans.
Parce que nous croyons qu'il est vraisemblable que quelqu'Un a souffert et est mort pour nous, en se faisant chair, et poussière et pavé du trottoir, caillou du sol, par que notre vie ne fut pas en vain.

Do Duas Cidades

Congresso Internacional JARDINS DO MUNDO

Irá realizar-se no Funchal, de 9 a 12 de Maio de 2007, o Congresso Internacional Jardins do Mundo, que irá reunir inúmeras personalidades de reconhecido mérito num ciclo de conferências e debates à volta da temática dos jardins.

Como referem os organizadores desta iniciativa, na sua expressão ideal, o jardim é um microcosmos que abriga um leque de referências de abrangência universal, condensando objectos e sensações que se transfiguram numa dimensão antropológica capaz de ligar a matéria ao espírito, e que é praticamente única na sua exemplaridade. Deste modo, os assuntos que darão mote à discussão abrangem um largo espectro de posicionamentos e visões específicas sobre o Jardim, os princípios teóricos e históricos a ele associados e também as várias interpretações, desde a simbólica ao religioso, que se fazem deste objecto multimodal e multisensorial, o jardim.

Falar-se-ão de jardins específicos, de práticas e técnicas, de jardins mitológicos, da História do Jardim, da contextualização do Jardim na sociedade, do Jardim como algo artístico, sendo a conferência final sobre a interligação da Madeira e dos Jardins.

Para mais informações:
www.congressojardinsdomundo-madeira.net

Fonte: portaldojardim.com

A Monarquia imprime verticalidade à República


A Monarquia imprime verticalidade à República, ou seja, dá-lhe um sentido ascendente, culminando na figura Real - que é exemplo de isenção e de excelência.

Ora se a Monarquia é um elemento de verticalidade, então é sem dúvida algo transversal, podendo cada grupo, seja ele político, económico ou social depreender quais as vantagens para si próprio de um tal sistema existir em Portugal. Todos os grupos, excepto claro os republicanos acérrimos, que não quiserem aceitar este sistema, mais por teimosia ou comodismo do que por falta de compreensão das suas vantagens.

Quanto a mudanças de fundo no funcionamento e organização do País: eu costumava ser da opinião de que apenas propondo uma mudança drástica é que o povo reconheceria a Monarquia como alternativa merecedora. No entanto, parecece-me hoje que as mudanças que são necessárias fazer não podem ser nem instantâneas nem apressadas. Tenho a certeza porém de que tais alterações não são viáveis no regime actual e que a Monarquia se apresenta como único ambiente onde tais mudanças podem ter lugar.

Concluíndo, a República decai a olhos vistos; a Monarquia não resolve coisa alguma senão o facto de inverter a tendência - sendo assim um factor, indirecto, de regeneração de Portugal. Neste momento da vida nacional, esta inversão de tendência é, a meu ver, aquilo por que temos de lutar com todo o empenho.

ENERGIA

O Conselho de Ministros de hoje aprovou um novo conjunto de diplomas que se inserem no combate às alterações climáticas e visam dar um contributo para o cumprimento do Protocolo de Quioto e das medidas previstas no Programa Nacional para as Alterações Climáticas (PNAC). Foram, assim, aprovados os diplomas seguintes:
1. Proposta de Lei que autoriza o Governo a aprovar o regime jurídico de acesso e exercício das actividades de produção de energia eléctrica a partir da energia das ondas

Esta Proposta de Lei, a submeter à Assembleia da República, visa permitir a instalação, em Portugal, de uma fonte renovável ainda em fase inicial de desenvolvimento, agilizando-se os procedimentos de licenciamento. Possibilita-se a utilização dos bens do domínio público marítimo e regula-se o regime jurídico para a gestão, o acesso e o exercício da actividade de produção de energia eléctrica a partir da energia das ondas do mar, numa Zona Piloto, onde se pretende fomentar o desenvolvimento tecnológico e a instalação, industrial ou pré-comercial, de equipamentos de aproveitamento de energia das ondas, atraindo para o país empresas promotoras e produtores de tecnologia.

Pretende-se com esta medida, enquadrada na Estratégia Nacional para a Energia, criar um enquadramento que favoreça o desenvolvimento de uma indústria nacional, fornecedora de bens de equipamento e de serviços, internacionalmente competitiva, e de um cluster com elevado potencial e envolvimento dos centros de competência nacionais.
Com efeito, a energia das ondas reveste-se de especial interesse pelo significativo potencial de que o País dispõe, pretendendo o Governo aumentar a utilização das fontes de energia renováveis para fazer face às alterações climáticas, através da redução das emissões de gases com efeito de estufa, e para assegurar a segurança de abastecimento energético, por maior independência de recursos importados. O diploma vem, ainda, implementar um conjunto de medidas de simplificação e agilização administrativa do licenciamento dos centros electroprodutores a partir de energias renováveis.
2. Resolução do Conselho de Ministros que aprova o Sistema de Compras Públicas Ecológicas 2008-2010
O Sistema de Compras Públicas Ecológicas, a implementar no período 2008-2010, pretende incorporar na contratação pública critérios de política ambiental e de sustentabilidade.
Dando particular prioridade ao combate às alterações climáticas e ao problema de emissão de gases com efeito de estufa. Por outro lado, os efeitos que podem advir da sua execução deverão resultar em relevantes reduções de impactes ambientais em vários domínios, nomeadamente pela promoção de “mercados verdes” e pelo seu potencial sensibilizador e disseminador em matéria de boas práticas ambientais. Noutra vertente, as aquisições ambientalmente orientadas permitem às autoridades públicas alcançar, também, resultados económicos, na medida que produzem efeitos ao nível da poupança de materiais e energia e na redução da produção de resíduos e de diferente tipo de emissões. Como objectivo global, estabelece-se que, em 2010, 50% dos concursos públicos, lançados para aquisição de produtos ou serviços abrangidos pelo novo Sistema incluirão critérios ambientais.
(Continua em comentário a este post)
Fonte: Comunicado do Conselho de Ministros de 25 de Janeiro de 2007.

quarta-feira, janeiro 24, 2007

LusoJornal

LusoJornal
O maior jornal da comunidade portuguesa em França é o LusoJornal. Sai às quintas-feiras, é gratuito, encontra-se nos locais habituais de passagem dos portugueses, mas pode receber-se em casa, pagando as despesas de correio. Enviar a morada postal, com um cheque
20 euros (por 20 números) ou 50 euros (por 50 números) (Só França)
LusoJornal – 25, rue Gay Lussac – 95500 Gonesse – França
Tel.: 01.39.86.68.98 – contact@lusojornal.com

Já huve um tempo em que a migração portuguesa para França era a da mala de cartão, Quarenta anos depois do êxodo dos anos 60, os melhores alunos de algumas universidades, como a MArc Bloch em Estrasburgo, são portugueses ou luso-descendentes. As associações têm vindo a subir de qualidade e eficácia e recentemente Jorge de la Barre publicou a sua tese de doutoramento sobre o tema. Mais coisas amanhã.

Visite o site: www.lusojornal.com

"Política " de Aristóteles

«O Rei, ao assumir-se como guardião, pretende defender de toda e qualquer injustiça os que possuem riqueza e evitar que o povo sofra qualquer ultraje. A tirania, tal como referido por diversas vezes, não visa propriamente o bem comum, mas tão só o proveito pessoal. Enquanto a meta do tirano é o prazer, a do Rei é o bem. Por essa razão se explica, por um lado, que o tirano ambicione a riqueza, contrariamente ao Rei que prefere a honra, e, por outro, que a guarda real seja constituída por cidadãos, enquanto a do tirano é formada por mercenários estrangeiros.
É evidente, por conseguinte, que a tirania incorre nos defeitos inerentes à democracia e à oligarquia.»
CONTINUA…

Gosto desta estampa... Digam porquê...!

Downloads

DOWNLOADS
Liberalização do Aborto - A realidade! - Filme em alta qualidade de imagem compatível com Windows Media Player. Download poderá ser um pouco lento, mas a sua visualização é imperativa para a campanha a decorrer em Portugal neste momento. Contém imagens susceptíveis de causar choque e não deve ser visualizado por menores ou pessoas facilmente impressionáveis.
O Aborto, Prática Clínica! - Filme a não perder, chocante mas demonstrativo da prática clínica do que é o Aborto. Contém imagens susceptíveis de causar choque e não deve ser visualizado por menores ou pessoas facilmente impressionáveis.

Tower House/Casa da Torre. All Rights Reserved. Todos os Direitos Reservados

Agradecemos ao Luís Guerreiro, o autor dos filmes e do sítio CT

terça-feira, janeiro 23, 2007

Recomendação

O Blog do Bruno Roberto. Excelentes digitalizações e bons conteúdos
Chris Rock's "Quote of the Year"
"You know the world is going crazy when the best rapper is a white guy, the best golfer is a black guy, the tallest guy in the NBA is Chinese, the Swiss hold the America's Cup, France is accusing the U.S. of arrogance, Germany doesn't want to go to war, and the three most
powerful men in America are named Bush, Dick, and Colon."

Discriminação?


A 24 de Janeiro no Espaço Chiado, às 11 horas, haverá uma conferência de imprensa para apresentar uma inciativa mediática intitulada "Dez Filósofos questionam Dez Semanas" A ideia geral é enviar um pedido de esclarecimento a todos os grupos parlamentares, Primeiro Ministro e Ministro da Justiça com estes considerandos:


1. Considerando que o estabelecimento, no interior da espécie humana, de uma barreira a separar arbitrariamente os detentores de um direito dos que não o possuem é o que caracteriza essencialmente todo o processo de discriminação.
2. Considerando que o processo de discriminação se desenvolve habitualmente em três momentos:
a. destacar os benefícios resultantes da discriminação e justificar esta a partir deles;
b. desumanizar a vítima;
c. violar a regra de ouro, recusando o promotor da discriminação ser ele próprio vítima da discriminação que propõe;
3. Considerando que é discriminatória uma lei que criminaliza o acto de atentar contra a vida de um ser humano de mais de 70 dias e que ao mesmo tempo liberaliza o acto de atentar contra a vida de um ser humano de menos de 70 dias;
Os signatários pedem que lhes seja facultada a fundamentação da proposta de discriminação por idade, subjacente à pergunta do referendo. Essa eventual fundamentação permitirá concluir se estaremos ou não perante um caso de discriminação


Visto isto, e a tirnai do voto binário, convém não esquecer quem é contra o aborto, mas que foi obrigada à interrupção voluntária da gravidez e que, com isso, continua a sofrer. O Estado não pode desperdiçar os seus escassos recursos penais, mantendo na lei o que nenhum agente punidor da mesma, em consciência, pratica.


Dès aujourd’hui le Portugal est à la tête de l’Europe. Vous n’avez pas cessé d’être, vous portugais, des navigateurs intrépides. Vous allez en avant, autrefois dans l’océan, aujourd’hui dans la vérité. Proclamer des principes, c’est plus beau encore que de découvrir des mondes(Vítor Hugo, em carta dirigida ao maçon Brito Aranha, saudando a abolição da pena de morte, em 15 de Julho de 1867, a qual já tinha sido eliminada para os crimes políticos em 1852)

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Recomendação


Jornal de Grande Informação
Edição Online- Director Manuel Oliveira Neto


Edição Online


18º CICLO DE CULTURA AÇORIANA

Transgénicos.............!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Enviado pela patricia.rosa
Contacte a patricia.rosa@netcabo.pt

Durante a manhã da próxima quarta-feira, 24 de
Janeiro, vai ser votado na Comissão de
Agricultura do Parlamento Europeu o relatório
sobre biotecnologia e transgénicos "Perspectivas
e desafios para a agricultura na Europa" que
essencialmente propõe que a União Europeia abrace sem restrições a engenharia genética e as suas
aplicações alimentares. Se pretender ler o documento, ele está disponível em:
http://stopogm.net/?q=node/143

Mas se prefere...
... que a agricultura seja mais sustentável,
... que o ambiente seja mais protegido,
... que os consumidores continuem a ter escolha,
então veja abaixo como fazer valer a sua opinião!

O QUE PODE (E DEVE!) FAZER:

1. Mande um email ou um fax aos dois
eurodeputados portugueses da Comissão de
Agricultura (Duarte Freitas e Capoulas Santos).
Estes eurodeputados precisam de ser convencidos a
chumbar o relatório (a eurodeputada Ilda
Figueiredo também faz parte da Comissão mas já
indicou que irá votar contra o documento). Mais
abaixo pode encontrar um email modelo pode usar
directamente ou alterar à vontade. Mas atenção:
tudo tem de ser enviado até ao final do dia 23 de
Janeiro!
Os seus contactos são:

Duarte Freitas (PSD)
Email: duarte.freitas@europarl.europa.eu
Fax: 0032 228 49790

Capoulas Santos (PS)
Email: lmcapoulassantos@europarl.eu.int
Fax: 0032 228 49991

2. Peça a três amigos para fazerem o mesmo e
depois distribua esta mensagem por pessoas que
possam estar interessadas.

3. Esteja atento - logo que a informação esteja
disponível divulgaremos (no nosso site e não só)
como é que votaram os eurodeputados em causa.

Para mais informações, contacte a Plataforma Transgénicos Fora do Prato:
email - info@stopogm.net
fax - 22 975 9592

Se isto não é o gado....!

As actividades da CL têm variado muito ao longo do tempo, tendo estado sempre presente algum pioneirismo. Actualmente, tem culturas permanentes, como a vinha e o olival, o arroz, com fortes tradições na região, e as culturas forrageiras. Nestas culturas é importante referir que o arroz e a vinha são produzidos em modo de produção integrada, o olival em protecção integrada e a luzerna em produção biológica.
A produção pecuária constitui uma aposta forte da CL - efectivo bovino de 3.650 animais, dos quais 1.530 são vacas reprodutoras. As raças autóctones Preta e Mertolenga constituem a base genética deste efectivo, sendo cruzadas com touros reprodutores das raças Limousine e Charolesa. Este efectivo cumpre uma transumância, passando a primavera e o verão na lezíria, e refugiando-se na charneca quando as águas outonais tornam a lezíria impraticável. A Coudelaria tem 134 cavalos de raça Pura Lusitana, dos quais 29 são éguas de ventre e três são garanhões. Os poldros de três anos, desbastados, constituem o principal produto vendido.

domingo, janeiro 21, 2007

Agostinho da Silva



Os verdadeiros pensadores do século XX - criadores de verdades e destruidores de mitos - dificilmente encontram eco numa época como a nossa, por duas ordens de razões. Em primeiro lugar porque, embora a nossa época já não acredite em ideologias - uma vez que a ciência desmistificou os respectivos fundamentos unilaterais - continua a viver e pensar segundo categorias ideológicas e sem um pensamento matricial capaz de acolher contributos dispersos por metodologias diversas. Em segundo lugar, predomina entre as diversas correntes filosóficas um apartheid teórico a ponto de os respectivos vocabulários serem mutuamente inaceitáveis, o que dificulta a renovação da filosofia. A situação é a de os filósofos estarem divididos entre si pela paz da ignorância mútua e pelo que imaginam ser o (seu) universo.

Homenagear Agostinho da Silva - como sucedeu no recente Congresso de Novembro de 2006 em Lisboa e Porto - é combater este apartheid entre filosofias e entre filosofias e outros saberes. Ele foi o português que vai para o Brasil que é “Portugal à solta” e que regressa ao solo físico da pátria de onde nunca saiu espiritualmente. É o leigo que faz figura de profeta espiritual, sempre peregrino por uma verdade maior. Mais não acrescento que uma sua conhecida e deliciosa auto-definição: «Claro que sou cristão; e outra coisas, por exemplo budista, o que é, para tantos, ser ateísta; ou, outro exemplo, pagão. O que, tudo junto, dá português, na sua plena forma brasileira». E para ele o que se passa À volta ? “Portugal, o grande, o todo, o de amarelos, brancos, pretos e vermelhos, o de islamitas, cristãos, judeus, animistas, budistas, taoistas, o da América, Europa, Ásia, África, Oceânia, o dos municípios, tribos e aldeias, o de monarquias e repúblicas, o dos grandes espaços conhecidos e o dos espaços ignotos ainda, dentro e fora do homem, o Portugal núcleo de formação de uma União Internacional dos Povos para o desenvolvimento, a liberdade e a paz [...]” – Educação de Portugal [1970].



[1] Pensamento à Solta

sábado, janeiro 20, 2007

Jardins

Vá lá ver os Jardins virtuais do Leonardo... Um espanto...!
A borago officinalis (nome comum: Borragem) combina em si a beleza nas suas flores de um azul profundo (e em casos raros, o branco) e uma série de utilizações culinárias e medicinais.

Acredita-se que a borragem teve origem na Síria, mas está hoje disseminada por todo Mediterrâneo e tende a florir quase todo o ano em climas quentes, preferindo uma posição bem exposta ao Sol.

Texto: Leonardo de Melo Gonçalves
Fotos: Portal do Jardim

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Sétimo Programa-Quadro Europeu




Investigação científica: "excelência" será o principal critério para atribuição de fundos.




A "excelência" será o principal critério de atribuição de fundos no âmbito do 7.º Programa-Quadro Europeu para Investigação e Desenvolvimento Tecnológico, apresentado hoje, em Lisboa, pelo ministro Mariano Gago e por um responsável da Comissão Europeia.
Nesse sentido, "é o primeiro a financiar especificamente a investigação básica em todos os domínios no espaço europeu e a tentar plataformas tecnológicas público-privadas, sendo ainda o mais longo e com maior dotação orçamental", referiu Mariano Gago, que acompanha há 20 anos o desenvolvimento do projecto.
O 7ºPQ estará em vigor até 2013 e conta com um orçamento total de 54 mil milhões de euros. Está aberto à participação de universidades e centros de investigação, empresas e indivíduos não só nos Estados-membros e associados, como em países terceiros.
O sector de investigação com maior financiamento disponível é o das tecnologias de informação e comunicação, seguido pela saúde, transportes e nanociências e nanotecnologias. O 7.º PQ inclui um programa específico para a área da energia nuclear que contempla a energia de fusão, a fissão nuclear e a protecção contra a radiação.
O objectivo do programa — em linha com a Estratégia de Lisboa de tornar a Europa o continente mais competitivo em termos de ciência e desenvolvimento tecnológico — é, como o definiu o Conselho Europeu em Dezembro passado, "investir em conhecimento, inovação e capital humano".

CAUSA DO MAR E DOS NAVIOS



Uma causa do MAR e dos NAVIOS. Sim, uma causa marítima e naval por todas as razões possíveis: gosto, vocação, encanto pela imensidão do elemento líquido que proporciona ao nosso planeta o adjectivo de AZUL.
De entre as razões, algum conhecimento do MAR, e dos negócios marítimos, essenciais à realidade global dos nossos dias. Alguma admiração pela nossa maritimidade histórica de sempre, hoje a passar por um momento menos bom. Mas apenas isso, apenas um momento, porque PORTUGAL, por definição histórica sempre foi MAR, e ainda hoje o nosso MAR é fundamental.
Fundamental na geografia de um País espalhado pelo Atlântico; na economia, em que 80 por cento das trocas comerciais utilizam a via marítima; na paisagem continental e insular, com o mar presente nos seus trechos mais belos.
O MAR foi sempre um dos principais recursos ligados ao engenho português. Hoje é um desafio a apontar novas fronteiras de universalidade com a marca portuguesa. Os campos possíveis são vastos, desde a indústria dos transportes marítimos e serviços associados, à indústria naval, de construção e reparação de navios, ao turismo fluvial e marítimo, à própria ecologia, preservando a natureza de fluxos rodoviários desnecessários, quando muitas vezes a alternativa marítima se traduz num transporte mais barato, eficaz e menos agressivo para o ambiente. Por tudo isto é fundamental o debate e a propaganda do MAR. Porque "navegar é preciso"...
Foto: Desembarque do Piloto no Caniçal, de bordo do MADEIRENSE 3 para a lancha CTE. CRISTIANO DE SOUSA. Dezembro de 2006, copyright L. M. Correia
Luís Miguel Correia - 19 Janeiro 2007

quinta-feira, janeiro 18, 2007

João Ferreira de Almeida


Aqui nas Causas, a "Garina do Mar" chamou a atenção para João Ferreira de Almeida como classificado em 19º nos Grandes Portugueses. É ou não é ? E primeiro quem foi ? Foi um calvinista português. Foi para a Holanda após a Restauração - 1642 -, converteu-se, traduziu a Bíblia para português - as bíblias evangélicas em português, no Brasil, por exemplo, baseiam-se na tradução dele. Foi para as Índias Orientais - Batávia - e lá evangelizou as populações sempre em português e com livros portugueses.

Estranha é a nossa imensa ignorância! Eu não o reconheci embora soubesse que a sua Bíblia está a ser publicada pelos cuidados do padre Tolentino, ex-capelão da Universidade Católica. Quase ninguém conhece ninguém que o conhecesse. Mas é conhecidíssimo lá fora, como explicou o Manuel Amaral e se pode ver na wikipedia entre outros lugares. E só o não conhecemos por evidente censura político-eclesiástica ao longo de tempos imemoriais, desde que ele foi queimado em efígie pela Inquisição de Goa. É de facto um grande português; não era conhecido por nossa geral e espantosa ignorância; e que nós, infelizmente, enquanto sociedade nos fechámos ao conhecimento das heterodoxias religiosas. É um dos legados do Salazar, de facto. Por isso defendo que se deve votar em Afonso Henriques, que teve um comandante militar como Pedro Escuro, ( um negro) um chanceler Julião ( judeu) e por isso tudo é que talvez fosse mais cristão que muitos.
Finalmente, é evidente que o 19 º foi uma campanha dos «protestantes» portugueses. Um exemplo a seguir de como se defende uma Causa...
O desenho usado pela RTP é fictício.

Investigação Científica


Junta-se agora ao Blog das Causas uma nova área de partilhada reflexão sobre a Investigação Científica em Portugal.

Estaremos atentos e abertos a todos os contributos positivos para o enobrecimento da Investigação Científica no nosso país.

quarta-feira, janeiro 17, 2007

MATRIMÓNIO: TAMBÉM RECOMENDAMOS!...


(Fotografia de Tiago Estima)

Estudos defendem que "casar faz bem à saúde"

Porto, 18 Jan (Lusa) - Um estudo norte-americano divulgado na reunião anual da Sociedade Americana de Sociologia, hoje divulgado no Porto, revela que o casamento faz bem à saúde. O estudo, realizado pela Universidade de Ohio, sustenta que "casar fortalece o sistema de defesa do organismo e contribui para a resolução de problemas de depressão". Os investigadores Adrianne Frech e Kristi Williams, autores do estudo, consideram que "os efeitos do casamento atingem níveis bastantes satisfatórios ao nível emocional". O estudo norte-americano teve como base de trabalho um inquérito realizado a pessoas casadas, tendo também sido inquiridos cerca de três mil solteiros norte-americanos, que se pronunciaram sobre «sintomas de depressão, solidão e problemas de insónia».

Existem também dois outros estudos, realizados em Inglaterra, nas universidades de Birmingham e de Warwick, que também concluíram que "a relação a dois se torna positiva, também, na prevenção de doenças cardíacas e do vírus da gripe". A explicação dos pesquisadores ingleses aponta que "sentir-se amado favorece a auto-estima e aumenta a sensação de felicidade e bem- estar". Como consequência, frisa, "fortalece o sistema de defesa do organismo". "Permanecer solteiro pode ser tão prejudicial à saúde quanto fumar", refere o estudo realizado no Reino Unido. Salienta ainda que "os solteiros são mais stressados e mais consumidores de álcool, porque saem frequentemente com os amigos, comem demais e trabalham além da conta".
Estas conclusões fundamentam as vantagens do casamento.

Fonte: Agência LUSA

PATRIMÓNIO ARTERIAL? Recomendamos!


PATRIMÓNIO ARTERIAL UM BLOG PARA OS QUE SE PREOCUPAM COM O QUE FAZ CORRER O PATRIMÓNIO, INICIATIVA DO CURSO DE GESTÃO DO PATRIMÓNIO DA ESE - ESCOLA SUPERIOR DE EDUCAÇÃO DO PORTO . Um abraço ao Sérgio Veludo que o criou com Jose Miguel Neves
Na foto - O Museu de Arte e Arqueologia do Vale do Côa começou a ser construído em 8 de Janeiro de 2007, Foz Côa, devendo ficar pronto no último trimestre de 2008.

In English, please...


Para seguir eventos de D. Duarte e D. Isabel em língua inglesa, o melhor é seguir a Elsa no The Royal Forums. Superactual e com uma linguagem e apreciação fantásticas
O Programa Nacional de prevenção e controlo do VIH/sida, está em discussão pública até 31 de Janeiro de 2007

http://www.portugal.gov.pt/Portal/PT/ConsultaPub

terça-feira, janeiro 16, 2007

José Eduardo Franco no 2º Encontro Debate do Blog das Causas


Teve ontem lugar em Lisboa o 2º Encontro do Blog de Causas. Nesta edição tivemos o previlégio de ter como orador o Prof. Doutor José Eduardo Franco, com uma intervenção dedicada ao tema "Os Mitos Fundadores de Portugal". José Eduardo Franco é autor de uma longa lista de publicações, sendo a mais recente "O Mito dos Jesuitas - Vol. I". Aqui fica um brevíssimo resumo daquilo que foi a sua intervenção.

Foi abordado como tema central a vida do Pe. Fernando Oliveira (ou Fernão de Oliveira), um dominicano que viveu no séc. XVI e da sua visão daquilo que foi a fundação de Portugal. Fernando Oliveira destacou-se como grande Homem do Renascimento, um humanista, sendo ele autor de variadíssimas obras cobrindo temáticas diversas como a Náutica (Ars Nautica), a Gramática (Grammatica da Lingoagem Portuguesa) ou a História (História de Portugal e Livro da Antiguidade, Nobreza, Liberdade e Imunidade do Reino de Portugal). No penúltimo caso, trata-se mesmo da primeira "História de Portugal" de que há registo, afastando-se das Crónicas, e tentando relatar os eventos históricos que imprimiram a Portugal a sua Identidade, desde tempos bíblicos até aos seus dias.

A "História de Portugal" (documento que José Eduardo Franco consultou na Biblioteca Nacional de Paris) surge imediatamente após o desastre de Alcácer Quibir, exprimindo e exaltando aquilo que eram as raisons d'être de Portugal, sendo assim uma tentativa de justificar o direito de Portugal a existir como Pátria independente. Segundo Oliveira, terá sido Tubal, neto de Noé, que teria sido enviado para o Ocidente, aportando na "ocidental praia" a que hoje se dá o nome de "Setúbal". Dado que, de acordo com o Antigo Testamento, teria sido no monte Ararat, na Arménia, o local onde assentou a Arca, teria sido Portugal, através deste descendente de Noé, palco de um povoamento por parte de Arménios (aliás, facto que segundo vários autores, é confirmado por diversos exemplos de toponímia). Fernando Oliveira estabelecia assim a fundação de Portugal "sacralizada" por um personagem bíblico, atribuíndo a D. Afonso Henriques o papel de Restaurador do Reino de Portugal e não o de seu Fundador.

Numa nota final, Fernando Oliveira foi magistral na critíca dos seus oponentes, sendo a sua grande arma o humor. "Depois de referir que Plínio que fala de Bardúlia, nome antigo dado ao espaço territorial ocupado por Castela, Fernando Oliveira chama “bárdulos” a homens precipitados e irreflectidos e “bardularia” ao comportamento feito de aldrabice e mentira."*

A intervenção de José Eduardo Franco neste nosso encontro, riquíssima em pormenores históricos, pode ser aprofundada através do seu livro "O Mito de Portugal" (ver capa).

Convidamos os nossos leitores a estarem atentos, visto que contamos em breve poder divulgar online, na íntegra e em formato de som, o conteúdo das intervenções futuras dos oradores convidados.



* - Luís Machado de Abreu no prefácio à obra O Mito de Portugal.
* * * * *
Adenda: Vide o link para o termo Bardúlia da Wikipedia Espanhola!... Sailor Girl

1 DE FEVEREIRO DE 2007


No dia 1 DE FEVEREIRO DE 2007, será evocado o 99º Aniversário do REGICÍDIO que vitimou D. Carlos I e D. Luiz Filipe.

A Real Associação de Lisboa promove naquele dia, uma CONCENTRAÇÃO no Terreiro do Paço, junto à placa Evocativa do Regicídio em Lisboa, às 17:00 horas.

Será evocada a memória de um Grande Português, o Conde de Arnoso.

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Alter..nativa?


A Coudelaria de Altér vai ser substituída por uma nova Fundação controlada pelo Estado e pelos Privados e que parece se chamará Fundação de Altér e que se constitui por fusão desta e da Companhia das Lezírias.
Do destino que se dará aos cerca de 80 empregados da Coudelaria e se as instalações continuarão, nada se sabe. A Coudelaria foi fundada em 1748, pertenceu à Casa de Bragança, e depois foi propriedade da Coroa Portuguesa. Com o derrube da Monarquia passou para a tutela do Estado e tem dado bom nome a Portugal.

Geminação entre Olivença e Cadaval


Integrado nas comemorações do 109º Aniversário da Restauração do Concelho de Cadaval, realizou-se um acordo de geminação deste Município com o Município de Olivença.

O acordo de geminação, conforme informou a Câmara Municipal do Cadaval, visa a promoção de relações culturais, associando as forças vivas dos dois Concelhos, que estão profundamente ligados, em termos históricos.
Na concretização do acto, esteve presente uma forte e ilustre representação de Olivença, chefiada pelo Presidente do Município, Sr. Ramón Rocha, na qual se integravam o Rancho Folclórico «A Azinheira», a Filarmónica de Olivença e muitos oliventinos.
Foi em clima de grande solidariedade e comunhão que a população do Cadaval recebeu e acompanhou a representação oliventina. Como é norma nas ocasiões em que Olivença e os Oliventinos visitam qualquer outra terra portuguesa, a sua presença não deixa de sensibilizar e entusiasmar todos os portugueses.
Na ocasião, o Sr. Presidente do Município de Olivença cumprimentou o Sr. Duque de Bragança que, a propósito, propôs a criação de “uma espécie de condomínio”, em que o rei de Espanha e o Presidente da República portuguesa seriam “simultaneamente chefes de Estado do território autónomo de Olivença”.
Lx., 14-01-2007.SI/Grupo dos Amigos de Olivença

Dom Duarte não assistiu ao acto de geminação com Olivença, explicando os motivos, tendo-me despedido no fim do almoço. Aproveitou para explicar aos meios de comunicação sociais presentes qual a verdade histórica e política deste concelho português sob administração espanhola e pediu ao Presidente da Câmara que corrigisse a ortografia da placa com o nome da Rua de Olivença , escrita com um Z!
Será só substituir um azulejo, pois cada letra tem um.

domingo, janeiro 14, 2007

Blog da Democracia Real


Ontem já o tinha anunciado, mas foi apagado o post, as razões eu conheço-as, mas eu insisto na promoção de um blog feito por mim que acho que é sempre útil e não espalha energias, muito antes pelo contrário. É blog sobre Reflexões relativamente à Democracia Real e que convido todos a participarem.

O Endereço é: http://democracia-real.blogspot.com/

Blogs recomendados

Herdeiro de Aécio
Apesar do nome obscuro que homenageia "O Último dos Romanos" destemido em campo de batalha, é um repositório fantástico de informação, nacional e internacional. Tomara muitos jornais ter uma coluna assim.
Vejam, por exemplo, o post sobre a Somália

sábado, janeiro 13, 2007

Bodas de Caná



Aquando do casamento de D. Duarte e D. Isabel em 1995, a noiva ofereceu o seu ramo de flores á Padroeira de Portugal. São estes pequenos gestos que fazem a diferença e mostram como a família real portuguesa é "bigger than life" e como representam o melhor que há em nós.
Em comentário à actualidade, Caná é hoje a cidadezinha de Qunah, que esteve na actualidade em Julho uqnado, por engano,. o Exército israelitea bombardeou civis quando perseguia o Hezballah.

Pobre Palácio das Necessidades....


Há uns tempos atrás, fui com uma amiga nossa, ao Palácio das Necessidades e fiquei chocado com os impedimentos criados num antigo Palácio Real, residência habitual dos nossos Reis, e desde 1911 Ministério dos Negócios Estrangeiros.

É verdadeiramente inaceitável que neste monumento nacional utilizado pelo Governo, seja vedada a todos nós a possibilidade de visitar esta Casa cheia de História.

Foi neste palácio que se reuniram as primeiras Grandes Cortes Liberais, foi aqui que a Família Real Portuguesa residiu até à Revolução do 5 de Outubro de 1910. Este Palácio foi inclusivé bombardeado pelos republicanos....

A sala das Cortes de 1820, por Domingos Sequeira.

A História reina nesta antiga residência real e é fundamental nós, defensores destas Causas, da História e Património, fazermos alguma coisa. Os Ministérios do Governo da Republica Portuguesa não deveriam estar sedeados em antigos monumentos nacionais. Considero um insulto à nossa memória colectiva.

Penso que a Causa do Palácio das Necessidades é uma Causa justa e que faz todo o sentido. Se há Ministérios sedeados em prédios de vários andares como o da Educação, então o Ministério dos Negócios Estrangeiros também deveria ir para outro local e não ocupar um Palácio cheio de História como o que referi.

Em breve falarei de outro fenómeno que toca também o Património - O Vandalismo que ataca os Monumentos. Também faz parte da Causa do Património!

sexta-feira, janeiro 12, 2007


Terminou a consulta pública, a 15 de Janeiro de 2007, do projecto de Programa de Desenvolvimento Rural do Continente, para 2007-2013 (310 pág.), com as medidas que deverão apoiar a evolução do sector.
Para além do plano está também online a versão preliminar da sua "Avaliação ambiental estratégica" e os correspondentes "Resumo não técnico" e Anexos.
Para mais informações consulte o Portal do Governo.

O Capitão Marselha pronuncia-se...


O Capitão Marselha pronuncia-se... Siga o assunto no autor Zé Abrantes

A Guerra Peninsular 1807-1814 - Novo Blog


Um novo Blog a preparar um próximo livro. Por Manuel Amaral, Mendo Henriques e Sérgio Veludo.
Aproxima-se o Bicentenário da Guerra Peninsular!

A Guerra Peninsular 1807-1814

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Causa do Património

Causa do Património - Gestão por David Garcia

Belgais era uma escola, um centro de investigação musical, um auditório para que músicos realmente importantes se encontrem, trabalhem e produzam música, que é um bem inestimável num país ignorante em matéria musical. Não se trata de «um espaço» inútil: ali, aprendia-se música, conservavam-se partituras, e ensinava-se. Maria João Pires não precisava de Belgais nem da burocracia ou das promessas portuguesas, podia viver onde lhe apetecesse, mas achou que podia fixar-se em Castelo Branco e que poderia investir parte do que é seu numa obra daquela importância. O protesto de Maria João Pires não é contra o Estado nem contra o governo apenas. É contra o país -- e isso compreende-se muito bem. O país do Euro 2004 e dos «desfiles de moda» subsidiados pelo Estado e pelas câmaras municipais, o das empresas que não cumprem as promessas, o dos ricos que ignoram a existência da responsabilidade social do dinheiro. Maria João Pires é um nome português de que nos devemos orgulhar: pelo seu talento, pelo seu piano, e por Belgais. Milhares (repito: milhares) de idiotas e de pseudo-talentos viveram, na cultura, à conta do Estado. O génio de Maria João Pires não precisava de ser provado.
Em Março de 2006, Maria João Pires, de 62 anos, sofreu um enfarte do miocárdio quando se encontrava a descansar em Salamanca. Operada em Espanha, teve de adiar por dois meses a digressão europeia. Em Julho foi instalar-se definitivamente no Brasil e desistiu do Centro para o Estudo das Artes de Belgais, próximo de Castelo Branco, a quinta que comprou há oito anos. "Estava a ser vítima de uma verdadeira tortura". "Parto para me salvar um pouco dos malefícios que Portugal me estava a fazer". "Sofri fisicamente todos aqueles anos em que me dediquei ao projecto e tentei fazer tudo, e não consegui... no fundo, não consegui mais do que um começo", lamentou. Qual o episódio seguinte?

Império à Deriva, por Luís Aguiar Santos


Sugestão de leitura: o livro de Patrick Wilcken, Império à Deriva (tradução de Empire Adrift: the Portuguese Court in Rio de Janeiro, 1808-1821.É boa historiografia recente, bem informada e bem escrita. Com a vantagem de não poder ser acusada de alinhamentos e simpatias domésticas. Deste livro, que está à venda em todas as grandes livrarias portuguesas (e cuja leitura, graças a CAA, acabei apressando), ressaltam algumas coisas: que os membros da corte portuguesa tinham pouco a ver com o retrato pouco lisonjeiro em que CAA se compraz; que não se pode ter uma leitura acrítica de uma "fonte" como as memórias da "condessa" de Abrantes (mulher de Junot) quando há outras muito mais credíveis que a contradizem; que D. João VI hesitou muito menos do que é comum dizer-se e que sabia bem o queria (nomeadamente, poupar o País à invasão napoleónica, mesmo recusando os "conselhos" ingleses, e que, quando isso se revelou impossível, soube fazer uma das maiores retiradas estratégicas da História, que este livro justamente retrata enquanto tal). Da obra de Wilcken, ressalta ainda outra coisa, que Manuel de Oliveira Lima já dissera há quase cem anos: que o Brasil ter-se tornado uma nação foi obra de D. João VI. Coisa pouca para um rei "inepto" (CAA dixit). Poderíamos acrescentar, já fora do âmbito deste livro, que foram também as opções delineadas por D. João VI (e que D. Pedro IV plenamente assumiu e transmitiu a D. Maria II) que deram forma ao constitucionalismo liberal que em Portugal se impôs depois dos devaneios jacobinos do vintismo e que nos legou alguma tradição de liberdade civil e política antes do advento do autoritarismo no século XX, esse já obra da República tão cara aos detractores de D. João VI.
CAA, no Blasfémias, voltou a usar a figura de D. João VI para atacar o presidente Sampaio. Esse ataque não interessa agora aqui. O que motiva este post é o enésimo achincalhamento da figura do rei por CAA, que, respondendo a um comentário que deixei ao seu post, fala ironicamente da minha "sabedoria" sobre o monarca, pressupondo nas entrelinhas a sua. Em auxílio da sua iluminada informação sobre os genes, o carácter e a trajectória política de D. João VI, CAA esgrime contra a "historiografia revisionista" (!), que obviamente leu e que estaria ardilosamente a reabilitar a figura de D. João VI. Sabe-se lá, CAA, com que maquiavélicos propósitos! O que aqui lhe deixo é uma sugestão: procure informar-se melhor, mesmo sem recorrer aos recentes e perigosos historiadores "revisionistas". Pode começar pelo livro do grande historiador brasileiro Oliveira Lima (na imagem), "D. JOÃO VI NO BRASIL", escrito em 1909 (ai este revisionismo quase centenário!). Sobre o rei e imperador, que em qualquer outro pais europeu seria celebrado como um grande estadista, aqui fica um trecho, de outra obra de Oliveira Lima ("Formação Histórica da Nacionalidade Brasileira"):"(...) a suposta fuga de D. João VI nos surge então com feições mais dignas e apresenta um sentido inteiramente diferente da vulgaridade do temor, sentido que em nosso país a opinião pública, consciente em certos casos, instintiva na maior parte deles, não se demorou em ter percebido, a ponto de não hesitar nunca em fazer justiça ao monarca, que teve o mérito de ser denominado, na república, fundador da nacionalidade brasileira. Essa simpatia colectiva, impulsiva e sincera, não foi afinal senão o equivalente da simpatia individual, indubitável e calorosa, de que ele deu provas, em todas as oportunidades, pela sua pátria adoptiva. (...) D. João VI era o homem absolutamente necessário ao meio e ao momento histórico do Brasil, para levar a cabo a pesada tarefa de fazer dele uma nação."

Boorstin sobre os Portugueses


"Nada me agradaria mais do que ver aparecer The Discoverers em português – a língua de Camões e dos pioneiros dos descobrimentos do Ocidente. É também espantosamente apropriado que este pequeno símbolo de agradecimento e reconhecimento possa ser mandado do Novo Mundo, que teria sido com certeza um lugar muito diferente e muito menos interessante se não tivesse sido a imaginação, a coragem e o espírito de aventura dos Portugueses na época dos descobrimentos. Os descobridores portugueses ainda não tiveram o reconhecimento e as celebrações que merecem no Ocidente de língua inglesa. (…) Os louros para as grandes obras de descoberta só podem ser ganhos pela posteridade. O povo português e a língua portuguesa desempenham um papel singular e eloquente no acender do espírito de descoberta pelo Mundo. Espero que este livro sirva para encorajar os leitores e os escritores portugueses e manter vivo esse espírito e, assim, recordar-nos de como todos ganhámos com essas aventuras."
Daniel J. Boorstin, Washington D. C., 1987, prefácio do livro “Os Descobridores”, Gradiva.