segunda-feira, dezembro 04, 2006

Ammaia, cidade romana - Do Milhas Náuticas


Visitem o milhas nauticas

Há dois mil anos, junto à margem do rio Sever, nasceu uma cidade que viria a tornar-se o mais notável vestígio da romanização do nordeste alentejano. Os romanos deram-lhe o nome de Ammaia. A importância crescente do aglomerado, levou o Imperador Cláudio I a elevá-lo a civitas. Na segunda metade do séc I d.C. obteve ainda o estatuto de municipium, sendo-lhe atribuída a administração de um vasto território. As escavações arqueológicas foram iniciadas em 1995.

9 comentários:

garina do mar disse...

olha o milhas náuticas por aqui! só é pena terem posto logo uma ligação pra coisas de romanos!! não gosto nada desses senhores..

vm disse...

Não gosta dos primeiros a trazer a civilização a estas terras e que quando daqui sairam ( e do resto da Europa) não conhecemos mais do que trevas por quase um milénio. Tenho pena é do fim do Império!!

garina do mar disse...

É... mas para trazerem a tal da civilização primeiro tiveram que matar um Homem à traição e depois queimaram tudo o que encontraram pelo caminho!!! incluindo a nossa floresta.. sabe que os problemas que temos no litoral derivam disso?

vm disse...

Mas também trouxeram as cidades onde vivemos agora e a língua em que escrevemos e espalhámos pelo mundo!! Acjo que valeu a pena! Árvores plantamos mais! ;)

garina do mar disse...

Foi... trocámos a floresta de carvalhos por pinheiros e eucaliptos...
E também não foram os romanos que trouxeram as cidades, fizeram uns palácios para eles! para as pessoas de cá reconstruíram os castros que escusavam de ter destruído...
De resto Roma nem sequer é considerada uma nação global... destruiu mais do que construiu

MCH disse...

Eu recentrava o debate no pós- Roma , em vez do antes de Roma. Nos últimos trezentos anos, as pessoas “inteligentes” acreditaram que, desde o declínio de Roma até ao século XV, a Europa esteve submersa numa “Idade das Trevas”, séculos de ignorância, superstição e miséria dos quais a Europa, foi salva: primeiro pelo Renascimento depois pelo Iluminismo.
PRONTO JÁ CHEGA!
Ora o declínio de Roma é mais o colapso de uma cidade que de uma civilização. Demasiados historiadores foram enganados como os turistas que olham para os monumentos de Roma (ou Atenas, e Constantinopla) e fazem comparações fáceis entre esses lugares “cosmopolitas” e as comunidades “provinciais” . Afinal, talvez fosse melhor ser burguês numa aborrecida cidadezinha medieval. A invenção prospera na esteira do declínio de Roma um Estado despótico. os agricultores com novas tecnologias; a indústria, sem perigo de ser expropriada. A chamada Idade das Trevas foi possível graças ao colapso de Roma e o surgimento de inovações podem: as que aumentam a capacidade produtiva, as de guerra, e as de transporte por terra. Houve uma explosão de progresso quando a inovação libertou os povos das garras da tirania romana. Mas, como muitos séculos depois ainda estavam de pé exemplos públicos da grandeza grega e romana, ruínas fantásticas, os intelectuais lamentam a perda dessas “grandes civilizações.” Quem conhece o custo dessa grandeza em termos de sofrimento humano, não aceita a escravatura da época clássica como “o sacrifício necessário .”

garina do mar disse...

gostei de ler...

viriato disse...

eu também...

garina do mar disse...

grande Viriato! sabes que sou tua fã? pena eles terem-te apanhado à traição, senão não tinham posto cá os pés...