terça-feira, dezembro 19, 2006

Forum da Democracia Real, por David Garcia

Um Fórum para uma Causa

O Livro “Dom Duarte e a Democracia” que há pouco tempo foi lançado, refere-se ao ex - Fórum Monarquia-Portugal, hoje Forum da Democracia Real.
Isto é significativo. É a prova irrefutável de que a estrutura que existe tem vindo a fazer do nosso espaço internáutico um espaço de qualidade e de forte militância Monárquica. Onde se falam de ideias, doutrina, o Estado da Nação e onde há uma preocupação constante com o apoio mais do que necessário às Reais Associações e por elas à Causa Real, como Movimento Monárquico Oficial, criado sob a égide de Dom Duarte.

O Papel da Administração Nacional

A Administração Nacional do Fórum da Democracia Real, ao longo do ano 2006 foi reforçada com pessoas que efectivamente têm vindo a trabalhar de uma forma exemplar em nome do Ideal Real. Quero aqui publicamente agradecer aos Vice-Administradores pelo trabalho desenvolvido, pelo interesse e pelo amor à camisola. O patriotismo e a lealdade para comigo enquanto principal responsável do Fórum assim como a coerência e o profissionalismo de todos nós e também, sem dúvida, a preocupação de corrigir os erros do passado e tentar da melhor forma possível fazer sempre mais e melhor, tem me dado condições para dizer aqui a todos os nossos leitores que há condições para podermos avançar a partir de 2007 com a afirmação das Administrações Regionais que serão, sem margem para dúvidas um apoio de base, ao movimento monárquico e também ao nosso Fórum e poderão ter iniciativas próprias. O Fórum da Democracia Real tem-se transformado gradualmente e aos poucos num movimento de voluntariado extraordinário e reconhecido.
Por outro lado, é forte intenção minha alargar horizontes e aprofundar contactos com a Lusofonia e com os demais países Europeus.

Voluntariado

Como já disse, o Fórum da Democracia Real é um movimento de voluntariado, de base, que apoia incondicionalmente as Reais Associações. Todos os membros do Fórum são chamados a participar e estando as Administrações Regionais consolidadas, poderão, se for caso disso, ser criados, sob a alçada das diversas Reais Associações, Núcleos locais, como aliás é meu entender criar um em Sintra sob a alçada da Real Associação de Lisboa. Esta é a minha proposta. E julgo que nem é preciso uma reunião da Administração Nacional, porque havendo espírito de militância há capacidade de trabalho voluntariamente falanndo. Havendo forte militância local e mantendo regular contacto com as Reais Associações, será fácil criar Núcleos locais. A Causa Real tem uma política virada para a criação de Núcleos. Aqui, meus amigos, o voluntariado é a palavra-chave.

Objectivo: Referendo a 5 de Outubro de 2010

À medida que a estrutura acima falada, se vá consolidando, os Monárquicos têm que estabelecer objectivos claros um deles é se prepararem muito bem para um possível, eventual Referendo a 5 de Outubro de 2010, como aliás, neste mês de Dezembro, referiu o jornal SEMANÁRIO. Tendo em conta a grave crise de regime que Portugal está a atravessar, é fulcral preparar uma campanha para um eventual Referendo. E isto passa por fazer uma Petição, a começar já em 2007, podendo ir até 2009 – ano da próxima Revisão Constitucional – no sentido de alterar a alínea b) do artigo 288º da Constituição da Republica Portuguesa e propor uma consulta popular sobre se os Portugueses preferem ter um Rei ou um Presidente para representar a res publica.
Isto implica, trabalho, total dedicação e profunda organização, pondo de parte ideologias reaccionárias e falarmos a uma só voz, citando o Senhor Dom Duarte de Bragança quando diz “A Monarquia ou é democrática ou não é”. Não pretendemos restaurar a Monarquia mas sim fazer uma transição para a Chefia de Estado Real. E é isto que tem que ser dito. O Rei é o melhor servidor da Democracia.

Transição e Aclamação

E se nós pretendemos dar um Rei à Republica temos que ser claros a dizer aos Portugueses que na Europa Monárquica, os Reis são os garantes da Democracia, da Identidade Nacional, da Tradição na Modernidade, etc..
A transição para a Monarquia Parlamentar e Democrática, passa por primeiro a Monarquia ganhar com larga maioria, passa também por sancionar o resultado do Referendo na Assembleia da Republica – aqui 2/3 dos deputados têm que estar de acordo para uma mudança de Constituição e se efectivamente houver Rei, este antes de assumir o Trono terá que ser Aclamado pelos Portugueses, de Norte a Sul, Este a Oeste, e por aí fora. E a Aclamação por uma Assembleia Consittucional é a forma tradicional de aclamação do Rei em Portugal
Não há volta a dar, só assim é que as coisas funcionam.
Para chegarmos a 2010 com a ideia de que chegámos a todos os Portugueses, é fundamental que os membros do Fórum da Democracia Real ganhem definitivamente este espírito de militância. Em conjunto trabalharemos em equipa em conjunto seremos fortes o suficiente para unidos às Reais Associações, fazermos uma campanha que poderá, se Deus quiser, ficar na História de Portugal. Oxalá que ao fim de 100 anos de existência, a Republica abra os braços à Monarquia e aclame Rei de Portugal Sua Alteza Real o Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança e Legítimo Chefe da Casa Real Portuguesa.

Viva a Democracia!
Viva o Rei!
Viva Portugal!
David Garcia, Administrador Nacional do Fórum da Democracia Real

2 comentários:

JRA disse...

Povo e Casa Real têm que se identificar profundamente. Um referendo sobre a restauração da monarquia será a primeira e única possibilidade de Portugal voltar a ter novamente um Rei. A república, se der, só dará uma oportunidade. Mudar a constituição e, paralelamente, difundir o ideal monárquico não é tarefa fácil quando, milhares de portugueses estão mais preocupados em sobreviver e, tiveram ao longo de todas estas décadas, propoganda e mentira republicana que chegue. Por outro lado, a imagem de muitos monárquicos que são figuras públicas, digamos que também não é famosa, ajudando a que não haja a tal empatia necessária. 2010 é cedo! Mas, se tocar a rebate, cá estarei!

lusitano79 disse...

Eu lembro-me da mobilização popular e da militância monárquica em 1995 aquando do Casamento Real. Lembro-me do Baptizado do Príncipe da Beira em 1996, em que Braga saíu à rua. Lembro-me também do sucesso que foram os baptizados da Infanta Dona Maria Francisca em Vila Viçosa assim como no Porto do Infante Dom Dinis.
Se para estes eventos os Monárquicios se mobilizaram, então também serão capazes ainda mais, de lutar com todas as suas forças e total empenho e paixão por aquilo em que sempre acreditaram.
Eu também, caro amigo, se tocar a rebate, cá estarei para dar tudo por tudo por um Portugal mais justo e mais solidário e na Democracia Real.
Viva o Rei!