quarta-feira, março 07, 2007

A PONTE DO BARREIRO, por António Brotas

A PONTE DO BARREIRO E A NAVEGAÇÃO DOS GRANDES NAVIOS NO TEJO

Promovido pelas suas Secções de Transportes e de Ordenamento do Território. realizou-se ontem, na Sociedade de Geografia de Lisboa, um encontro em que a Secretária de Estado dos Transportes Eng. Ana Vitorino e o Eng. Arménio Matias, fundador e antigo Presidente da ADFER, debateram a problemática da travessia do Tejo pelos comboios TGV, por uma ponte das Olaias ao Barreiro, ou por um tunel na direcção do Montijo.

Deste debate, que terá de ser continuado num âmbito mais vasto, que inclua a problemática de toda a rede ferroviária e a localização do novo aeroporto de Lisboa, e das intervenções que se seguiram, retenho, neste momento, a importante chamada de atenção do Comandante Joaquim Ferreira da Silva para o facto da ponte para o Barreiro dificultar extraordinariamente, e nalguns casos impedir, a atracagem de grandes navios no cais de Alcântara, fundamental para o Turismo em Lisboa.

Com efeito, estes navios, quando atracam neste cais, ou quando dele partem para sair do Tejo, para inverterem o sentido da marcha, dão uma volta por um trajecto que fica inviabilizado com a ponte prevista para o Barreiro. Este facto, sobre o qual devem ser ouvidos os pilotos da barra, não terá sido considerado nos estudos até agora feitos, em que parece só ter sido prevista a influência da ponte sobre a navegação ribeirinha entre as duas margens do Tejo. A possibilidade de fundear grandes navios no Tejo fica, também, muito diminuida.

Foi também chamada a atenção para o facto da ponte prevista para o Barreiro prejudicar significativamente a utilização do Aeroporto do Montijo e inviabilizar a eventual futura utilização do estuário do Tejo para a amaragem de hidroaviões, que poderão de novo vir a ser utilizados.

Texto do Prof. António Brotas, Físico e Catedrático do IST, e ex-secretário de Estado da Educação Superior
7 de Março de 2007

4 comentários:

escorpiaotenhoso disse...

Vejam a Apresentação em Powerpoint no Atlântico Azul, bem como a intervenção da Secretária de Estado dos Transportes no debate em apreço.

mch disse...

Caro escorpiao.
A apresentação da dr. Ana foi rebatida de uma ponta a outra pelo major general ferreira da silva e pelo eng antonio brotas. Veja aqueles mapas do TGV lisboa POrto com paragens ota, leiria coimbra aveiro. Sbe que uma comboio AV ( TGV ) necessita de 30 km opara pssar da velocidade máxima À imobilidade ? Quer isso dizer que é irrealista pensar nele para o Lisboa Porto. E já viu que aquela 3ª travessia mata tudo À volta?

s.o.s. disse...

era uma vez duas cidades que tinham um milhao e meio de habitantes separadas por um estuario assoreado porque ninguem o draga ha trinta anos e onde navios nao veem ha pelo menos vinte.
Para ligar as duas cidades ha duas ruas suspensas a que chamam pontes...uma construida ha quarenta e um anos e outra ha nove.
Discute-se, entao, em vez de ja se terem construido pelo menos seis, se deve haver mais ruas para ligar as duas cidades.

mch disse...

SOS tem razão. E por isso vem a resposta de FC