terça-feira, novembro 28, 2006

Lágrima de preta, No Centenário de António Gedeão

«Encontrei uma preta que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima para a analisar.
Recolhi a lágrima com todo o cuidado
num tubo de ensaio bem esterilizado.

Olhei-a de um lado, do outro e de frente:
tinha um ar de gota muito transparente.
Mandei vir os ácidos, as bases e os sais,
as drogas usadas em casos que tais.



Ensaiei a frio, experimentei ao lume,
de todas as vezes deu-me o que é costume:
Nem sinais de negro, nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo) e cloreto de sódio.»

2 comentários:

al cardoso disse...

Um poema cheio de humanismo, que so mesmo o grande "Gedeao" poderia ter escrito.
Bem haja por divulga-lo.

Saudacoes monarquicas

Anónimo disse...

Obrigado por se lembrarem de António gedeão, rómulo de carvalho.